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BallasCast – Episódio 27 – E o palhaço, o que é? (Parte 2)

EPISÓDIO 27 - E O PALHAÇO, O QUE É? (PARTE 2).


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeeeeeeeeentlemans, madames et messieurs, meteorologistas e meteorologistos, está começando mais um…


BALLASCAST!


Músicaaa…


Olá, olá, olá, seja mirabolante inacreditavelmente bem-vindo ao BallasCast!


Pra você que tá acompanhando meu podcast, eu no começo contei minhas histórias, fiz entrevistas e no episódio anterior eu falei sobre o palhaço, a linguagem do palhaço e como o assunto é extenso eu resolvi continuar e fazer mais um episódio sobre ele.


Pedindo meu BallasCast, no grupo do Facebook, que eu tenho, aliás você está super convidado se quiser entrar, pedir pras pessoas fazerem/mandarem perguntas.


Então eu queria agradecer as pessoas que mandaram perguntas, já que inspiraram o programa de hoje, são elas…


Avner Vitor, Letícia Santos, Kerlan dos Santos Teodoro, que não é parente da Letícia dos Santos, pelo que eu entendi, Ricardo Cortaz, Igor Calinusky, Geraldo Filho, Juliana Simon, Ronaldo Menez, Alessandro Masayuki Nakatami, que com certeza é alemão, Dias Oneratto, Inês Isabel,  Filipe Rodrigues, Alexandre Iuguerman , Luciana Carvalho, João Porfirio, Luan Lins, que não tem a ver com o Luan Santana, Nilo Neto que parece o Niso Neto mas não é, Luan Lins de novo, Clara Lira, Rodrigo Sacaê, Caroline Oliveira, Igor Calinusky, que eu já falei mas mandou várias perguntas, Miguel Rodrigues e o grande Mauro Segura, diretor de marketing da IBM, olha que chique quem nos ouve nesse podcast.


Sendo assim, vamos a mais um episódio NOW!


(Música)



O PALHAÇO, O QUE É? (PARTE 2).


(Música)


Eu vou fazer como no episódio anterior, auto perguntas para mim mesmo, feitas por mim mesmo, pela minha própria pessoa de mim, então vamos ao primeira pergunta.


“Marcio, qual a diferença de clown e palhaço? Tem gente aqui no Brasil que fala de clown, tem gente que fala de palhaço, mas clown em inglês é palhaço, qual é a diferença, hein? ”.


Seguinte, no Brasil na década de 80, quando chegaram as primeiras pessoas que começaram a estudar com o Philippe Gaulier, que era aluno do Jacques Lecoq, eles viram uma maneira diferente de se trabalhar o palhaço, que era uma maneira mais teatral.


Na verdade, o clown nada mais é do que o palhaço teatral.


Então pra diferenciar um pouco essas duas linguagens, eles resolveram chamar de clown, que na época causou um grande alvoroço, principalmente dos palhaços brasileiros, falando…


– Não, mas era a mesma coisa!


E na verdade é que no fundo é tudo a mesma coisa, tem a mesma origem, tem os mesmos princípios…


A diferença é que o palhaço, quando trabalhava no circo, ele trabalhava pra públicos grandes, mil pessoas numa arquibancada, duas mil.


Então tudo que ele fazia ele tinha que fazer grande, exagerado…


Então se ele tá triste levanta o colarinho inteiro, levanta a roupa inteira, as laterais, o ombro inteiro…


Se ele chora, jatos de água saem do olho dele, esguicha aquele jatinho de água…


Se ele peida, sai aquela bufa de fumaça que a gente vê, quer dizer, é tudo grande e exagerado.


Quando o palhaço foi trazido para o teatro, ele começou a trabalhar de uma nova maneira, uma maneira um pouco mais sutil, um pouco mais de dentro pra fora.


Ele podia olhar no olho, ele podia fazer coisas menores, já que o próprio espaço teatro era menor.


Então foi só uma questão de adaptação do palhaço do circo para o palhaço do teatro, e existem diversas maneiras de se trabalhar o palhaço, né?


Quando a gente vai trabalhar o palhaço na rua, você atua de uma maneira que é diferente quando você vai atuar no teatro que é diferente de quando você vai atuar no circo, então, ou mesmo quando você vai trabalhar no hospital.


Você tem que fazer um trabalho mito mais sutil, menor…


Você não pode sair gritando, que nem um louco… então são apenas maneiras de fazer a mesma linguagem em locais diferentes.


(Música)


 “Marcio, o que que é essa história do palhaço Branco e do palhaço Augusto? ”.


Recentemente um filme francês chamado Chocolat, conta um pouco da história de como surgiu essa dupla dentro do circo né?


Os palhaços trabalhavam muito sozinhos e de repente formou-se uma dupla.


Que que é essa dupla?


Na dupla clássica, o palhaço Branco é aquele que ele é o chefe e o palhaço Augusto é aquele que é o servente.


Um manda e o outro é mandado.


O Branco é aquele que representa autoridade, é aquele que tem a inteligência, o intelecto, é aquele que tem as ideias, é aquele que faz as artimanhas, é aquele que tem as ideias pra tentar conseguir um pedaço de pão, pra tentar conseguir um emprego, então ele é representado, classicamente, por roupas elegantes, um chapéu cônico, uma maquiagem branca, cara branca.


Ele é elegante, ele é bonito… esse é o palhaço Branco!


Já o Augusto é exatamente o inverso.


O Augusto é aquele que é mais tonto, é mais emocional, ele tá lá olhando pra mosquinha que tá passando, aí ele olha pra mulher que ele achou bonita…


Aí ele vê um pedaço de pena caindo do céu, ele fica olhando…


É aquele que é mais tolo, mais ingênuo, ele tá lá totalmente a esmo e que de repente alguém precisa chamar ele ali pra fazer alguma coisa.


No circo ele se vestia com um figurino todo surrado, bem colorido, roupas maiores do que ele, quer dizer, sobrando pedaço, sempre meio desarrumado, desajeitado, sempre meio perdido né?


Aquela cena clássica de filme que tá os dois lá, imagine você que tá la o palhaço branco, morrendo de fome, e de repente ele vê uma placa escrita “Precisa-se de encanadores”…


Ele fala “Tá aí um jeito de ganhar um dinheirinho, mas pô! EncanadoRES, eu tô sozinho”…


E aí o que que ele faz? Ele vai atrás de um parceiro, aí chega lá ele vê o Augusto ali, que tá ali olhando pra uma formiguinha, aí ele fala…


“Hei você, quer ganhar um dinheiro? ”.


“Claro! ”.


“Vamos lá, a gente vai ser encanador”…


“Não, não! Eu não sou encanador! ”.


“Ah não… A gente vai ser! Você não quer ganhar dinheiro? ”.


“Sim! ”.


“Então somos encanadores! ”.


“Ah tá! Entendi… Somos encanadores”.


Aí eles vão lá, pedir o emprego e a moça fala:


“Vocês são profissionais? ”.


“Sim, claro…” o branco…


“Não, não, não! ”.


“É sim! Sim somos”.


Então ai eles entram, e rola maior, quer dizer, isso representa o que?


Isso representa o que é o ser humano né? Nossas duas partes, uma parte mais inteligente, racional, e a outra mais emocional, amorosa né?


Um a cabeça e o outro coração.


Hugo Possolo, o palhaço brasileiro, daqui, tem uma definição boa do palhaço que eu gosto muito que ele fala que o palhaço é o erro.


Falando pra ele..


“Define o palhaço em uma palavra”.


Ele falou pra mim:


“O palhaço é o ERRO”.


E o Branco é aquele que erra, mas nunca assume, erra mais não assume.


Então se ele tropeça.


“Quem foi o arquiteto que colocou esse negócio aqui? ”.


“Hei você aí”…


Ele põe a culpa no outro.


“Você deixou essa coisa aqui no chão? ”.


Quer dizer, não é culpa dele nunca!


Já o Augusto é aquele que erra, mas nem percebe.


Então cena clássica, ele entrando num supermercado, aí tem aquela pilha de latas de ervilha, ele pega a lata lá de baixo e aí começa a despencar as ervilhas.


Aí ele vê as ervilhas no chão e fala…


“Nossa que bagunça que tá esse supermercado”.


Depois ele vai lá, então de repente ele começa a zuar tudo, ele nem percebe…


Na cena final ele tá saindo do supermercado, o supermercado está explodindo e ele nem tá se dando conta né?


Isso é um espelho do que a gente é né?


Se você for ver bem, você vai facilmente ao seu redor encontrar pessoas que são mais Branco né?


São aquelas pessoas que gostam de mandar, gostam de fazer a coisa acontecer …


E outras que são mais Augusto, que são aquelas mais tontas, que vão com todo mundo, topa tudo né?


Então essa e a dupla Branco e Augusto.


(Música)


“Oh Marcio, eu sempre quis ser palhaço porque o pessoal na minha família fala que eu sou muito engraçado hein, como é que eu faço? ”.


Muito boa pergunta.


Pra você ser palhaço você precisa E-S-T-U-D-A-R…


Ser palhaço não é simplesmente comprar um nariz na 25 de Março e sair fazendo bobagem por aí.


NÃO É NADA DISSO!


Ser palhaço como qualquer profissão, exige estudo.


Você tem que estudar! Você tem de praticar! Né?


Não é chegar e sair fazendo. Não é sair fazendo qualquer coisa de palhaço.


 


“Mas onde é que eu acho esses cursos de palhaço? ”.


Muito boa pergunta, tá ai um momento pro meu merchan


casadohumor.com.br


Falando sério, lá na casa do humor a gente tem cursos de palhaço, que a gente ensina as pessoas a gradualmente, entender o que é essa linguagem do palhaço.


Vou citar aqui alguns nomes de professores que eu acho que são os mais incríveis, que eu conheço, obviamente tem mais muitos, mas tem a Bete Dorgam que dá aula lá, que foi minha mestra que é incrível.


Tem a Daniela Biancardi também, que foi dos Palhaços Sem Fronteiras, que é incrível.


E por aí você encontra vários outros professores, Fernando Escrich, que eu acho muito bom.


A Silvia Leblon, que também dá aula em SP, Cristiane Paoli Quito, que é uma das mestras, uma das primeiras que veio da Europa com essa linguagem toda e foi mestra de muitos, muitos, muitos palhaços que estão por aí.


Claudio Thebas, que dá aula na casa do humor e em vários lugares, em Campinas tem um grupo chamado Lume.


Em Campinas também tem outro grupo chamado Barracão.


Fora de São Paulo, confesso que conheço poucos, Marcio Libar no Rio de Janeiro.


Enfim, o Google é melhor do que eu talvez, pra dar essa resposta pra você.


 


“Oh Marcio, vem cá! O palhaço é tipo um ator então? É isso? ”.


Não! Não é isso!


A diferença é que o ator ele interpreta personagem, então ele vai fazer um personagem que tem uma história, que tem uma gênesis, que você pode escrever sobre esse personagem exatamente como ele é.


O palhaço não!


O palhaço ele interpreta ele mesmo, então a cada dia, a cada momento o palhaço pode ser totalmente diferente, inclusive em fases da vida o palhaço é totalmente diferente, porque a verdade é que o trabalho do palhaço é em cima de você.


É ser quem você é!


Inclusive o Lecoq, o Jacques Lecoq, que foi esse meu mestre que eu estudei na escola dele, ele tem uma escola que dura dois anos e a última coisa da escola é o palhaço.


Porque?


Porque ele explica que o ator passa pelo silencio, pelas mascaras, pelo fogo, pelo elemento, por várias, várias, várias coisas, até que no final ele chega nele mesmo.


E ele começou a trabalhar o palhaço teatral, ele foi um dos precursores dessa linguagem do palhaço dentro do teatro, então ele começou a pesquisar.


Como é que faz rir?


Que que faz a gente rir?


Ele tem um exercício clássico que ele fez, que ele inventou que é o seguinte.


Ele colocou todos os alunos, ali sentados, em semicírculo, e falo pra de um a um passarem, e o exercício chama “Faça-me rir”.


É um exercício muito difícil e muito cruel porque quando você tem que fazer rir, fica muito difícil.


Então ele conta que os alunos foram passando um a um e foi ficando meio constrangedor, ninguém conseguia.


As pessoas tentavam fazer umas caretas e fazer umas coisas, fazer acrobacias, fazer coisas, fazer, fazer e nada funcionava.


Só funcionava quando não dava certo, quando dava errado, ou quando a pessoa assumia “É, realmente não rolou mesmo”, e aí todo mundo ria.


E aí ele começou a perceber que o palhaço ele trabalha no que ele chama de bid, de floop, no erro.


Por isso que ele começou a trabalhar no erro.


Então essa linha que ele tem de palhaço, que é descobrir o palhaço que existe dentro de você, vem muito daí.


Da gente perceber como nós somos, meu palhaço vai ser como eu sou!


(Música)


“Oh Marcio, me fala algumas referências suas assim… Brasileiras”.


Olha, minhas referências principais são a galera do Jogando no Quintal, sem dúvidas são os melhores palhaços que eu já conheci na minha vida.


Depois disso vou falar alguns assim, que me vem à cabeça, sempre esquecendo um ou outro, mas assim é a vida…


Rick Possetti do grupo Lume, chama palhaço Teotônio.


Esio Magalhães, palhaço Zabobrim, do Barracão, foi meu parceiro nos Doutores da Alegria.


Claudio Carneiro, atualmente no Cirque du Soleil.


Marcio Libar, um palhaço do grupo Anônimo, que é um grupo incrível.


Xuxu, Luis Carlos Vasconcellos, que é um grande ator, mas as pessoas não sabem..


Ele é palhaço também!


E queria deixar aqui registrado, já que estamos num momento feminino, GRANDES palhaças que eu sou fã, aqui do Brasil.


Mademoiselle Blanche, Rena de Faria, gênia!


Manela, Paola Mussati, a palhaça mais tonta e incrível que eu já vi na minha vida.


Emily, Vera Buldiem, que pra mim no hospital é a melhor palhaça do mundo.


E a maravilhosa Rubra, Luciana Lopes, que toca, escreve, faz programa infantil, faz show, tem banda, que também é uma gênia palhaça.


“Marcio, e referencias internacionais, pra gente conhecer um pouco dos seus gostos”.


Primeiro lugar eu queria falar sobre Avner Eisenberg que pra mim é o melhor palhaço que eu já vi na minha vida, simples, genial, ele é técnico, ele é muito, muito, muito, muito gênio.


Eu tive a honra de ir pra casa dele um dia, eu conto no episódio 3, e ele foi um dos caras que me inspirou e me deu conselho de ir parar na França pra estudar palhaço.


Tortel Poltrona, que é um palhaço incrível, espanhol, fundador dos Palhaços Sem Fronteiras, e além disso um gênio.


O Chacovachi que é um palhaço argentino que eu acho muito, muito, muito foda, porque é um palhaço de rua ele faz loucuras com a multidão na rua.


Aziz Gual, um palhaço mexicano também que eu acho muito bom.


E o palhaço italiano que mora na Espanha hoje, Leo Bassi, que tem histórias incríveis, aliás eu acho que eu vou gravar um episódio só com as histórias dele.


Ele veio ao Brasil, aqui, é um cara fora de série, incrível, chamado Leo Bassi.


(Música)


“Marcio, e tem mais referencias que por acaso você esqueceu? ”.


Sim.


Muito obrigado pela pergunta porque eu esqueci de vários outros palhaços incríveis, começando pelos palhaços do Circo Zanni, um dos melhores circos do mundo que fica aqui em São Paulo, Fernandinho Sampaio, palhaço Padoca, La Mínima, que é o grupo dele junto com Domingos Montagner, grande Domingão, que tá lá olhando nós de cima…


Marcelinho e Pablo do Circo Amarilis


Parlapatões, Patifes e Paspalhões.


Hugo Possoli e Léo Barreto.


Pambaços, os palhaços uruguaios, Hor e Diego


Adão, o primeiro palhaço do mundo…


Paulo Federal, que faz até hoje o sarau na casa dele, na Casa 360, se você quiser ver um sarau de palhaços.


Não podia deixar de falar dela, Gabriella Argento, a palhaça do porto que tá hoje no Cique Du Soleil, arrasando em águas internacionais…


Aguas internacionais?


Enfim, queria falar também de referências internacionais, pra você que quiser estudar…


Ecole Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, que é a escola que eu estudei!


Ecole Philippe Gaulier, que é uma das referências de escola de palhaço no mundo…


Ecole de nevole, que é do André Riot Sarcé que fica na França, que é um formador incrível que eu também tive a sorte de estudar.


Le Samovar, que é a escola do palhaço chamado Frank Dine, que é incrível, uma escola que eu estudei na França, é uma escola de excêntricos, palhaços e bufões.


Ameatab, palhaço israelense que mora também lá na França…


E Daniele Finzi Pasca que é um dos diretores de palhaços mais incríveis do mundo. Ele que também é palhaço, ele é do Teatro Sunil, já dirigiu o Cirque Du Soleil, ele dirigiu a Bitt, Beatriz Sayad no espetáculo La Verità, Nebbia


Tudo que ele faz é muito incrível, fora de série, inclusive ele tem um livro que é sensacional chama “Teatro de La Carícia”.


É um livro feito por Facundo Ponce de León, um amigo uruguaio que escreveu o livro inteiro dele, que vale muito, muito, muito a pena ler, se você se interessa por palhaço.


Falando em livros também, Verônica Tamaoki tem um livro incrível, que é uma pesquisadora daqui, junto com a Alice Viveiros de Castro também, que tem o Elogio da Bobagem, que também é uma pesquisadora incrível.


Se você quiser ir pra América Latina, não gastar tanto, tem a escola do Marcelo Savignone, na Argentina que é muito, muito, muito legal.


Escuela de La Mancha no Chile, também é uma escola muito bacana, e se você for rico, fala francês e for chique, pode ir pra suíça, estudar com Pierre Birlan que também é um palhaço incrível.


UFA! Acho que eu lembrei o que eu lembrei.  OS QUE EU NÃO LEMBREI, I’m sorry!


(Música)


“Marcio, já que estamos chegando no final, vamos as suas considerações finais por gentileza…”


Muito obrigado pela oportunidade, é obvio que está chegando no final, são as considerações finais.


Mas por último eu queria dizer que, depois de 20 anos trabalhando como palhaço dando aula, fazendo cursos, e depois de ouvir muitos, muitos, muitos feedbacks de alunos, que terminavam o curso e falavam…


“Nossa, Marcio! Isso é um curso de vida! ”.


Nossa Marcio vou levar muitas coisas incríveis pro meu cotidiano, pra minha vida”


Eu sempre achava aquilo estanho, até que eu fui entender.


Demorei mesmo pra entender, tem gente que entende rápido, mas eu fui muitos anos pra entender que mais até que uma linguagem, mais do que apenas uma técnica, o palhaço na verdade é uma maneira de ver a vida.


É uma maneira de ver o mundo…


É quase um whey of life


E quando eu vi isso, eu nossa, “Eu quero ser assim na vida, espontâneo, sincero, olho no olho, estar na relação, no aqui agora, no momento presente”


Então espero que cada vez mais as pessoas levem mais o palhaço pra vida deles, que a gente, nos inspiremos nas nossas crianças que são atrapalhadas, estabanadas, espontâneas, sinceras, divertidas, engraçadas…


Até porque a verdade é que, quer queira, quer você não queira, quer você saiba, quer você não tenha a menor ideia, quer você assuma, quer não…


A real, a verdade, é que somos todos palhaços!


Final do episódio!


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH) mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH).


Na semana que vem eu vou fazer um episódio sobre improviso, então se você quiser fazer perguntas sobre o assunto, entra na página do Facebook, BallasCast, que é um grupo fechado, é só você se candidatar, e eu vejo se eu aceito, na verdade eu te aceito sem nenhum porém, sem nem um perdão, porque eu quero você.


Então mande perguntas sobre improviso, suas dúvidas, e eu respondo no próximo episódio porque este está acabando…


And Wnehwiqnpiern


W;mfejgo


Thank you very much…


Wnklnfe~ping;ke


And Love U Forever, Thank You!


Bye Bye!


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