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BallasCast – Episódio 33 – Encontro com Fãs

EPISÓDIO 33 – ENCONTRO COM FÃS.


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeeeeeeeeeeentleeeemaaans, madames et messieurs, dragãos e dragãs, está começando mais um…


BALLASCAST.


MÚSICAAA.


Olá, olá, olá, seja hiperbolicamente bem-vindo ao BallasCast, semana passada a gente não gravou, quer dizer, eu não gravei, por motivos de força maior.


Sempre que ouço “Por motivo de força maior” eu imagino uma força maior vindo e saindo do céu e falando “Hei! Você não conseguirá fazer isso dessa vez! ”.


Enfim, desculpa esfarrapada, não consegui, não tive tempo, tava muito complicado.


Então estou aqui novamente, just for you, então vamos ao episódio de hoje. NOW!


(Música)


 


ENCONTRO COM FÃS.


(Música)


Nesse episódio eu resolvi contar um pouquinho de algumas histórias, alguns encontros assim interessantes, com os fãs né?


O fã é uma figura inusitada né?


Porque assim, primeiro tem fãs de todos os tipos né?


Têm os fãs que me conhecem do “Jogando no Quintal” de antigamente que são pessoas que normalmente chegam mais tranquilos, ou normalmente aborda de uma maneira mais carinhosa.


Tem os fãs que já são de televisão que já chegam…


“Ai Ballas, posso tirar uma foto Ballas? Ai por favoooooor! Olhaquetáaqui! Olhaquemtáaqui! ”.


Tem aqueles fãs que me conhecem mas ficam olhando assim de longe, ficam esperando assim, meio que pra realmente chegar.


Tem aqueles fãs que meio que olham pra mim meio que “Quem é esse cara? Caraio, eu conheço, mas não lembro! ”.


Aquela cara de “conheço-mas-não-lembro” até que normalmente vê a trancinha ou vê eu falar com a minha voz fanha e aí a pessoa me reconhece e aí sim vem falar comigo.


Enfim, quero compartilhar com vocês alguns encontros que tive com fãs.


(Música)


Das antigas…


Era muito comum as pessoas falarem assim:


– Ah, você trabalha no YouTube né?


– É… Trabanãoévejabemné? E eu me lembro de um dia que a gente tava no, fazendo o Jogando no Quintal em Belo Horizonte, tava eu e o Marcão e mais uns outros do Jogando na porta do hotel Otho, um lá em BH né?


E a gente tava meio na porta do hotel, conversando e vieram uns manos, bem manos assim, na nossa direção assim.


E dava pra ouvir a conversa deles assim, meio de longe…


– Não aí o cara meteu a porrada no outro, e começou a rolar porrada geral e tal…


E daí eles olharam pra gente assim, e eu fiquei meio com medo assim, fui entrando pra dentro e eles:


– HEI! HEI! HEI! Vocês não são os Rafinhas Bastos?


(Risos)


“VOCÊS NÃO SÃO OS RAFINHA BASTOS? ”.


EXATAMENTE isso que você acabou de ouvir, eu ouvi lá, e eu entendi o que ele queria dizer, mas realmente foi muito, muito ridiculous.


Outra que eu adorei quando uma mãe veio e falou assim:


– Ai, a minha filha te assiste direto no Bluetooth!


“MINHA FILHA TE ASSISTE DIRETO NO BLUETOOTH”


Eu não sei COMO assim, com o BLUETOOTH ela consegue me assistir, mas eu achei incrível aquilo.


Tem também os encontros estranhos, né?


Desde a pouco tempo atrás, tinha uma menina que veio falar:


– Você não é o Anderson dos Barbixas?


O ANDERSON DOS BARBIXAS!


Pra quem não conhece os Barbixas, dá uma olhada quem é o Anderson.


Muita gente me confunde com os Barbixas, como eu fiz muitos espetáculos com eles, dirigi eles lá atrás, fui mestre de cerimônias e tal, então as pessoas me confundem com os Barbixas


Mas assim, especificamente com o Anderson?


É muito bizarro, porque o Anderson é bem bizarro.


Eu também sou bizarro, mas ele é mais do que eu, ele é meu amigo eu sei do que eu tô falando!


Um tempo atrás eu tava atravessando a rua e um cara vindo na direção contrária gritou:


– Ééé Rock Gol, né?


Eu:


– É! ROCK GOL! É!


Rock Gol é legal, é legal, Rock Gol.


Eu não sei o que ele quis dizer com aquilo, não sei se ele me associou a alguém do Rock Gol, eu sei que ele falou com tanta convicção que eu tive que concordar.


É, é… Rock Gol, Rock Gol


Outra que foi muita estranha, um cara que me parou no meio da festa e me apontou assim com uma convicção e disse:


– Você não é aquele que fazia BimBim na Elina? TÔ LIGADO!


E saiu andando assim, e eu fiquei com aquela frase na cabeça…


“VOCÊ NÃO É AQUELE QUE FAZIA BIMBIM NA ELIANA? ”.


Eu fui até procurar na Internet, coloquei “Eliana Bimbim”, “Bimbim na Eliana”, “programa do Bimbim”, “jogo do Bimbim”, mas até hoje eu não sei que catzo ele queria dizer com isso.


(Música)


Os que dão raiva.


Tem alguns que dão raiva, eu preciso confessar… Tem alguns que dão raiva!


Um deles é bêbado na balada, não que eu vá muito em balada, mas vira e mexe eu tô numa festa, eu tô bebendo e o cara chega bêbado…


– CARA, OQUEMTÁAQUI!


Primeiro que o cara chega anunciando assim, como se todo mundo tivesse sabendo que eu tava lá.


– ÓQUEMTÁAQUI! ÓQUEMTÁAQUI!


Aí o cara vem abraçando, meio suado.


– MANO, EU SOU SEU FÃ. MANO, DÁ UM ABRAÇO!


Mano! Que mano dá um abraço mano, sai fora, vaza.


E o cara faz questão de chegar perto e de colar, literalmente, pegajosamente em você.


Ou então fã folgado, outro dia eu tava num restaurante comendo com a família assim, literalmente com o grafo na boca, e a pessoa vem e me aborda assim:


– OI BALLAS, TUDO BEM?


– Tudo.


– Escuta, DESCULPA EU TE INCOMODAR, MAS ASSIM, HÃ, NÃO SEI SE EU TÔ INCOMODANDO…


Claro que você está incomodando, né?


Mas a gente não fala né? Claro, eu tô com o garfo aqui, você não tá percebendo?


Mas tudo bem, eu sou sempre simpático…


– Então, você se importa de tirar uma foto?


– Não, não! Vamos lá! Vamos lá né?


Virei a cadeira pra posar…


– Não, mas sabe o que que é? É que minha amiga que gosta muito de você tá lá no outro salão, será que você se incomoda de ir comigo até lá pra tirar uma foto com ela?


– OI?


QUER DIZER QUE EU TENHO QUE SAIR DA MESA QUE EU TO ALMOCANDO COM A MINHA FAMÍLIA, PRA IR ATÉ O OUTRO SALÃO, PRA IR TER QUE TIRAR UMA FOTO COM A SUA AMIGA, PORQUE A SUA AMIGA TEM VERGONHA DE VIR ATÉ AQUI?


OH MY GOOOOOOOOOOOD, HEEEELLLLLOOOOOW!


ONDE VOCÊ MORA AMIGA?


(Música)


As surreais.


No início do ano eu tava andando na avenida Paulista e o cara me parou e falou:


Márcio Ballas, parabéns viu, seu trabalho era muito bom, de verdade.


Nossa, seu trabalho era muito bom!


– Obrigado!


E saiu andando…


E eu fiquei com aquela frase na cabeça…


“SEU TRABALHO ERA MUITO BOM”.


Quer dizer, ele tá dizendo que antigamente meu trabalho era muito bom, quer dizer, agora eu sou uma merda né?


É isso, ou então o outro que chega assim:


Ballas, eu sou seu ídolo cara, eu sou seu ídolo…


Posso tirar uma foto com você?


– COMO ASSIM? Não… você não é meu ídolo.


Desculpa falar assim, sinceramente, mas assim… VOCE NÃO É MEU IDOLO, na verdade eu nem te conheço, entendeu?


E semana passada, saindo do Comedians, onde a gente faz o show as quartas feiras, Noite de Improviso, o cara me olhou com aquela cara de “eu te conheço”, eu fiz uma cara de “é, você me conhece”, aí ele falou:


– CARA! VOCÊ NÉ?


Eu falei:


– ÉÉÉ, tal…


– VOCÊ É AQUELE DJ QUE TOCAVA NA LOCA NÉ?


OI??????


“DJ QUE TOCAVA NA LOCA?”


Pra você que está ouvindo, a Loca é uma boate bem, bem underground, bem das antigas, daquelas que rolava um after hours até a madruga, onde a galera ia se drogar loucamente, dançar loucamente.


Tipo uma bem baixo, baixo, baixo.


E ele achou que eu era o DJ que tocava na Loca.


(Música)


Os fãs perigosos.


No Carnaval, esse ano, estava eu na Vila Madalena, subindo a rua Harmonia, tranquilamente, quando uns caras tavam lá bebendo cerveja numa rodinha, quando um cara:


– HEI! HEI! Você! TÔ LIGADO! Tô ligado! TV NÉ?


E eu:


– ÉÉÉÉÉ!


– AH TÔ LIGADO!


Os caras:


– Olha só! Olha só! Marcos Kleine, é! Marcos Kleine, é!


Marcos Kleine é o músico do Ultraje a Rigor


E eu:


– NÃO, NÃO!


– É tô ligado! Que legal! Chega aí Marcos Kleine.


E eu fui embora falando assim:


– Não, não, não sou…


E os cara falando:


Marcos Kleine, chega aí, deixa de ser cuzão Marcos Kleine


Aí eu fui andando, acelerando o passo subindo a ladeira, aí os caras:


– Ah o Marcos Kleine tá saindo fora…


ChegaaíMarcosKleine.


E os caras começaram a subir… E eu comecei a sair correndo e os caras:


– Chegaaíseucuzão, Marcos Kleine, vai apanhar Marcos Kleine!


E eu…


CARALHOOO. Tive que sair correndo senão…


Entrei dentro de um bar, enfiei no banheiro, aí os caras vazaram assim e eu quase apanhei. Porque eu tava tentando dizer pros caras “NÃO, EU NÃO SOU O MARCOS KLEINE”.


(Música)


Os constrangedores.


É muito comum as pessoas acharem que eu trabalhei na MTV.


Primeiro porque eu tenho essa pinta da MTV, das antigas, e segundo porque os Barbixas fizeram um programa na MTV, mas eu não estava junto com eles nesse programa.


Eu tava com eles depois, que eu apresentei na Band o “É Tudo Improviso”.


Então é muito comum falar…


– Ah, pô! Eu gosto muito do seu trabalho! Conheço você lá da MTV


E eu…


– Ahn tá!


Eu nem nego, normalmente. Mas outro dia eu encontrei um cara que ele falou assim:


– Poxa, eu assistia você direto na MTV!


E como a gente tava batendo um papo eu falei:


– Não, não, na verdade eu não fiz MTV, eu fiz Band!


Ele:


– Não! NÃO. VOCÊ FEZ MTV!


Eu falei:


– Não, eu não fiz!


– FEZ SIM! EU LEMBRO, EU TENHO CERTEZA!


– Não!


PÁRA! EU TENHO CERTEZA ABSOLUTA, EU JÁ TI VI LÁ NA MTV… C-E-R-T-E-Z-A!


E ai da vontade tipo, de dar um soco no cara.


Como assim mano?


Eu sei os lugares onde eu trabalho, entendeu?


Eu tô ligado com quem eu assino contrato, quem paga salário pra mim, entendeu?


Eu moro dentro de mim, sabe como que é?


Então eu sei os lugares que eu vou e os que eu não vou.


EU NÃO FIZ MTV CACETE.


Ele tinha convicção 100 %, absoluta, mais do que eu, inclusive.


Outra coisa muito constrangedora que já aconteceu e mais de uma vez, é quando duas pessoas estão juntas…


Que nem outro dia no shopping, são duas amigas e aí uma delas me viu e falou:


– Ai, não acredito! Olhaquemtáaí! Ai você aqui…


Tal, tal, tal.


Aí chega pra amiga:


– Olha ele, olha ele!


E a amiga meio assim com cara tipo “NUNCA VI MAIS GORDO”.


– Você não tá reconhecendo ele amiga?


– NÃO! Não, putz…


– Ele. Márcio Ballas.


A amiga…


– Não, não.


– Do improviso.


– Não, não.


– Do Barbixas, Improváveis?


– Não, puxa, não tô conseguindo lembrar.


– Já sei, você vai lembrar agora… “É tudo improviiisssooooo…”, lembrou?


– Ai desculpa, sabe o que é?


Aí a pessoa fica mega constrangida e fica querendo me explicar o porquê dela não me conhecer.


– Não, sabe o que é? Que eu não assisto muita televisão. Eu chego tarde do trabalho.


Então, poxa, você me desculpa hein?


Não precisa me pedir desculpa entendeu?


Ninguém precisa me conhecer, aliás é uma coisa que as pessoas precisam saber assim.


Não precisa me conhecer, não é porque eu faço TV que você ou sua amiga precisa me conhecer.


Porque eu tenho que ficar ouvindo a pessoa constrangida e eu mais constrangido ali, se desculpando de porquê que ela, porque ela que chega muito tarde do trabalho, não conhece o meu trabalho e ela vai tentar ver… Me desculpa!


(Música)


E pra terminar eu queria contar uma história que não foi um encontro direto, mas eu achei muito lindo e eu queria compartilhar com vocês.


Há dez anos atrás, quando a minha filha entrou na escola, minha esposa na época estava conversando com uma mãe de um aluno e ela tava conversando por WhatsApp tal, tal, tal…


Por mensagem, manda mensagem, manda mensagem e em algum momento, a moça mandou uma mensagem…


“Você é esposa do João Grandão? ”.


Minha esposa respondeu.


“Sim, você conhece o Jogando no Quintal? ”.


E ela, de nome Tereza Loparic, que viria a ser a nossa amiga também, porque o filho estuda na mesma escola que o nosso na Te Arte.


Escreveu na seguinte resposta, dá uma olhada.


“Sim! Da primeira vez que eu fui, eu fiquei muito impressionada, emocionou-me realmente, pensei. Esse é o verdadeiro sentido da vida, a gente se perde entre compromissos e contas, engarrafamentos e noticiários de TV e se esquece do que é realmente valioso nessa existência.


Voltei de lá com vontade de ter menos medo do ridículo e mais coragem pra viver a vida como eu acredito, e pensei, quero ter um filho.


No dia seguinte, estava grávida! ”.


Uau!


Eu guardo essa mensagem até hoje no meu coração, afinal, os fãs, sejam eles loucos, ridículos, constrangedores, subversivos, sem noção, amáveis…


É pra VOCÊS que a gente faz o nosso trabalho.


Fim do episódio.


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH) mas segunda feira que vem tem mais (EEEHHH).


Muito obrigado por estar aqui conosco, se você ainda não faz parte do BallasCast, que é um grupo que tem no Facebook, entra lá!


Lá eu dou informações especificas, lá eu pergunto pras pessoas o que eu faço no podcast e as pessoas respondem pra mim, me ajudam, eu dou algumas informações que não pra colocar aqui, coloco vídeos e pequenas coisas.


Então, BallasCast lá no Facebook entra se você quiser e se não quiser se vira!


Viva sua vida do jeito que você quiser.


E vamos agora ao nosso momento merchand


(Música)


 “Marcio, como é que eu sei das suas palestras de improviso e criatividade, ou do seu workshop de improviso e criatividade, pras empresas, como é que eu acho você? ”.


Muito bem, é só você entrar no meu site marcioballas.com.br


E eu vou até a sua empresa.


É isso aí, então se você for um fã e me encontrar, não se preocupe, pois atendê-lo-ei com carinho, amor, prazer, alegria, satisfação e sentimentos evasivos, emocionais, diversos…


E sendo assim…


Thank you very much your apreciacion


….sjnfwoighiWlfuohoegb


And I Love U Forever.


Bye Bye!


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