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BallasCast – Episódio 31 – A Loucura de Fazer um TED

EPISÓDIO 31 – A LOUCURA DE FAZER UM TED.


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeeeeeeeeeentlemans, madames et messieus, FRENTISTAS E FRENTISTOS está começando mais um…


BALLASCAST…


MÚSICAAA!


Olá, olá, olá, seja bem-vindo ao Ballascast, é um prazer quântico ter vossa presença, vossa audiência, vossos ouvidos aqui comigo.


Para você que está chegando agora, nos podcasts anteriores eu falei sobre as minhas experiências de palhaço, de improvisador pelo mundo, contei várias coisas, fiz entrevistas.


E hoje eu estou muito feliz, porque hoje, especificamente hoje, eu fiz o vídeo que mostra um TED que eu fiz em Fortaleza, há um ano atrás, bateu 100 mil views.


Uhul, palmas, palmas, Y-E-S!


Para vocês isso não faz a menor diferença, mas para mim faz porque é muito bacana, porque quando você demanda um tempo gasto, uma energia, trabalha em cima do negócio e esse negócio acontece, vira, viraliza, é uma emoção muito grande, então é sobre isso que eu vou falar…


Então seja bem-vindo, welcome to the podcast and my history of today… NOW!


(Música)


A LOUCURA DE FAZER UM TED.


(Música)


Antes de começar a contar a história, que eu queria compartilhar com vocês sobre o TED que eu apresentei, muita gente não sabe o que é um TED, tem gente que sabe, tem gente que não sabe, então pra quem não sabe eu vou contar um pouquinho.


Na década de 90 começaram a organizar conferências, cujo o objetivo era disseminar conhecimentos.


TED é a sigla de TECHNOLOGY ENTERTAINMENT AND DESIGN, e nos aniversários dos Estados Unidos eles começaram a convidar pessoas muito, muito, muito fodas, pra falar sobre assuntos.


E eles chegaram à conclusão que 15 minutos é o tempo suficiente pra qualquer ideia ser passada, pra qualquer ideia ser perfeitamente entendida na sua essência.


Eles começaram a fazer isso, e isso começou a crescer, crescer, crescer, com a internet isso virou uma loucura, um BUM, então milhares de pessoas no mundo já assistiram, pessoas incríveis já fizeram TED, Bill Clinton, Jamie Oliver, Bill Gates, Bono Vox, vários prêmios Nobel.


E isso ficou muito conhecido e foi disseminado pelo mundo, na sequência, eles começaram a franquear a marca, né?


Fazendo TEDx, o xiszinho né, TED-x, que são conferências locais, em vários lugares pelo mundo, isto é, a pessoa tem vontade fazer um TED em algum lugar, ela manda uma proposta, isso é mega analisado tem todo um critério e tal, e aí ela tem a possibilidade de organizar isso.


Então agora você já sabe que TED além de ser uma transferência bancária, é isso também.


Vou contar agora para vocês como é que isso chegou até mim.


(Música)


Um dia eu fui convidado para fazer a minha palestra “Improviso e Criatividade”, que é uma palestra que eu faço há vários anos em empresas, para mostrar para as pessoas como elas podem ser mais criativas e tal, e nessa palestra eu faço improviso, interação numa mistura de humor com conteúdo.


Eu recebi um convite para apresentar num evento chamado “CreativeMornings”, que é organizado pela galera do “Panda Criativo”, e eu fiquei numa dúvida cruel porque não era exatamente um trabalho, digamos assim, uma palestra paga, e sim uma parceria de eu poder mostrar a palestra.


O detalhe é que era de manhã, como o próprio nome diz, e eu falei.


– Ah meu Deus, eu não gosto de apresentar de manhã, eu não sou bom de manhã!


Mas como era uma galera muito legal e o evento é muito bacana, eu resolvi e fui lá fazer a minha palestra.


Quando acabou a palestra, um cara veio falar comigo imediatamente, e falou:


– Ballas, eu sou João Vitor, e eu sou lá do TED Fortaleza, e eu gostei muito da sua palestra, acho que tem tudo a ver com o TED que a gente tá organizando lá. Tu tens que vir apresentar lá. Tu topas?


Eu:


– UAU! Um TED? Que incrível! Quando é que é isso?


– Ah, isso daí é daqui a três meses!


Eu falei:


– UAUUU! Sensacional. Eu topo, claro. Super topo!


– Então é seguinte, a apresentação é de 15 minutos, não sei se você já viu Ted e tal, mas a gente tá lá pra te ajudar e tal, e fechado, fechado, fechado, fechado, fechou.


Uau.


Eu tinha sido convidado para fazer um TED em Fortaleza, eu fiquei muito feliz, eu já tinha visto cada pessoa incrível falar no TED, foi um lugar de muita inspiração, eu bebi muita coisa lá, e de repente esse convite tinha sido feito pra mim.


Y-E-S!


E aos poucos eu comecei a pensar o que eu poderia falar nessa minha apresentação de 15 minutos, ele me falou que o tempo era super rigoroso, e são 15 minutos, você tem até 18 pra ir, mas não mais do que isso, se o vídeo tem mais de 18 minutos ele não é publicado.


Então realmente o tempo é uma coisa muito rigorosa.


No começo, eu confesso que eu achei que a proposta não ia ser muito difícil, porque?


Porque eu tinha uma palestra que eu já faço há muito tempo, que ela dura uma hora e meia, então eu fazer 15 minutos é moleza, é só pegar alguma coisa principal, é só pegar alguns trechos, alguns extratos, ou um assunto, e vai limando, vai limando, e você chega a 15 minutos.


Quer dizer, eu tenho muito mais material do que 15 minutos, na verdade eu tenho a vida inteira né?


Então no começo eu achei que ia ser fácil pra caramba.


A medida que o tempo foi passando eu fui percebendo que o negócio era um pouco mais complicado, e num determinado momento eu tive meu primeiro insight do TED.


– Eu não vou conseguir fazer isso sozinho! NÃO! Eu não tenho capacidade de decidir o que é mais importante da minha palestra, então eu preciso de ajuda.


Então fui procurar Rodrigo Geribello, meu amigo da “Abre Aspas”, que se intitula como “explicador profissional”, ele ajuda as pessoas explicarem coisas, e como ele já tinha ajudado na montagem no dia da minha palestra então foi a primeira pessoa que eu chamei e falei:


– Você topa criar essa palestra junto comigo?


Ele disse:


– Tô dentro!


E assim tinha o primeiro componente da minha equipe.


Na sequência eu chamei Rodrigo Arijon, que foi meu aluno há milhares de anos e hoje é improvisador, é humorista, é comediante, então também é um cara que sabe dos temas, do assunto né?


Ele é um expert do assunto. Então ele poderia me ajudar no conteúdo.


Depois eu chamei a Talita Anjos, que era uma parceira que trabalhava na “SOAP” com muitos palestrantes, pra me ajudar também a ser mais uma pessoa do time, e sendo assim montamos o Team Ballas.


(Música)


A medida que as primeiras reuniões foram acontecendo, ao invés do TED ficar mais fácil, ele foi ficando cada vez mais difícil, e cada vez mais complexo.


Porque no começo, eu achava que era simples, por exemplo:


– Eu vou pegar um assunto, “Palhaços Sem Fronteiras”, então bom, lá atrás… eu vou falar só sobre isso. Então vai ser um palhaço brasileiro no campo de guerra, eu vou contar minhas histórias no Palhaço Sem Fronteiras, vai ser 15 minutos, nossa, vai faltar.


Depois eu falei:


– Não! Eu vou falar do improviso, como foi trazer o improviso pro Brasil, quando ninguém fazia, como é que foi de trazer uma linguagem nova.


Não, não!


Depois eu falei:


– Eu vou falar de criatividade que é o meu assunto, é o assunto que eu tô falando.


Ai não, mas tem tanta gente falando de criatividade!


Eu vou falar sobre mudança de carreira, porque eu tinha uma papelaria até os 27 anos, eu não era artista, e de repente eu larguei tudo e resolvi ser palhaço profissional.


Então eu vou falar dessa grande mudança de vida, que foi a minha.


Ah, mas será que isso é interessante?


Não, não, não!


– Ah eu vou falar disso, eu vou falar daquilo, eu vou falar disso, eu vou falar daquilo!


E aí o negócio foi complicando, foi complicando, foi complicando cada vez mais, mas eu tinha um time e é pra isso que um time serve, e então eles foram fazendo várias perguntas, muitas, muitas perguntas.


Mas que que você gostaria de falar?


Pra quê?


Pra quê falar disso?


Por que que você acha isso interessante?


Mas me conta mais, para quem não entende falar de improviso, como é que o cara entende improviso?


Como é que a gente poderia deixar isso mais fácil?


E foram fazendo perguntas, perguntas, perguntas, e a gente foi se reunindo muitos dias, muitos dias, muitos dias.


E num determinado momento, chegamos a seguinte pergunta:


“Ballas, se você tivesse 15 minutos pra falar pro mundo o que você quisesse, o que você falaria? Se você tivesse 15 minutos pra você deixar uma mensagem pro mundo, o mundo vai parar, parar o mundo inteiro pra te ouvir, o que você falaria? Se essas fossem suas últimas palavras? Isso vai ser o seu legado, isso vai ser o que você vai deixar pro mundo, pro universo, pros seus filhos, pra todo o planeta, o que você falaria? ”.


Quando a gente chegou na conclusão dessa pergunta, que foi muito profunda, muito poderosa, e que demorou muito tempo, o TED virou um inferno.


A barra ficou muito alta, o que era simplesmente “dá uma resumida na sua palestra, acha um tema, pega uma coisa bacana e fala”.


Não. Não. Não. Não.


Virou o “qual vai ser o assunto da sua vida que você vai deixar? ”, então essa pergunta começou a tirar o meu sono dia e noite, noite e dia.


(Música)


Mas eu tinha um time, e é pra isso que serve um time.


E eles me sustentaram, me suportaram, me ajudaram, e a gente fez mais encontros, e mais reuniões, e mais perguntas, e mais instigação.


Numa hora a gente tava em dúvida:


Será que a gente fala de improviso, será que a gente fala de palhaço?


Qual que é o nosso assunto?


Determinar exatamente qual é o assunto e aos poucos a gente foi percebendo que a gente tinha que falar sobre a essência, não tinha que falar sobre a linguagem do palhaço, nem sobre a linguagem do improviso, tinha que falar sobre a essência.


E aí que veio o insight, o que o palhaço e o improviso tem em comum?


O que essas duas linguagens têm como ponto de partida?


Como ponto de referência?


Como princípio?


É O OLHAR DO SIM!


O olhar do SIM, essa é a essência do que eu faço, essa é a essência do que eu acredito, essa é a essência do que eu gostaria que o mundo todo soubesse praticar se fizesse, eu acredito piamente que se todo mundo, tivesse o olhar do SIM, o mundo seria um lugar de paz, de harmonia, de alegria, de felicidade.


Eu acho que o mundo realmente seria mais incrível, eu acho que todo mundo seria mais feliz se todo mundo tivesse o olhar do SIM.


Y-E-S.


É ISSO!


É ISSO!


Tínhamos chegado no que seria a essência, o assunto do TED.


Não por isso o meu desespero diminuiu, não, porque o tempo foi ficando cada vez menor.


Eu fui assistindo cada vez mais TEDs e os TEDs são incríveis, então você fica cada vez mais desesperado e você fala:


– MEU! Olha esse cara!


Eu assisti um TED sobre procrastinação, que eu sou craque nisso, e o cara falou uma frase que eu me identificava muito, “O meu sonho não era fazer um TED, o meu sonho era ter feito um TED”.


Quer dizer, eu só queria que acabasse pra dizer “eu fiz um TED, eu fiz um TED”, mas assim, eu não queria fazer, eu quase cheguei a pensar em desistir.


Mas a gente foi trabalhando, trabalhando, achando cada vez mais, e chegamos no roteiro final, fizemos a primeira apresentação pra poucas pessoas e deu 32 minutos.


Sim, 32 minutos!


O que eu achava que tava dando, não, não, não, 32 minutos!


Fiquei desesperado, trabalhamos mais, mais e mais, e na outra semana chamamos mais algumas pessoas pra assistir, fizemos mais uma vez a apresentação.


26 minutos!


Ainda tinha muita coisa pra cortar, é muita coisa, parece pouco, mas não!


É muito!


E esse é um exercício incrível, cada vez que você tem que cortar frases, cortar detalhes, e que vão fazendo com que você vá chegando no que é mais precioso, só no que é o diamante, só no que é essência daquilo que você quer falar.


O tempo foi passando, faltavam duas semanas pro dia do TED e eu tive uma ideia.


Numa das nossas reuniões a gente tava pensando como é que as pessoas poderiam experimentar por um segundo isso, e uma coisa que eu faço quando eu dou aula de clown, quando eu dou aula de palhaço é fazer as pessoas colocarem um nariz vermelho, experimentar essa sensação de vestir a menor máscara do mundo e ter essa sensação do olhar do sim.


Quando você abre os olhos o mundo se transforma.


Eu falei:


– POXA! E se a gente fizesse isso lá? E se a gente desse um nariz vermelho pra cada um?


O problema é lá era um TED pra mil pessoas, teriam mil pessoas naquele teatro, quer dizer, era um número muito grande.


Eu não sei como em tão pouco tempo eu ia arrumar mil narizes, isso era possível, mas assim, como é que ia distribuir, como é que as pessoas iam guardar, os TED são apresentados um na sequência do outro, como é que ia dar pra eles. Isso ia dar uma barrica.


A ideia era muito boa, mas logisticamente não era boa, e eu acabei desistindo dela.


Fomos refinando, refinando, e chegamos no nosso roteiro final.


Faltando três dias pra embarcar pra Fortaleza eu pensei, “poxa, essa ideia do nariz é muito legal, eu vou atrás dela”.


Então eu tive que achar muito rapidamente onde tinham narizes vermelhos, achei em várias lojas, só que as lojas têm 100, 50, 200…


Eu tive que ir atrás da fábrica, achei uma fábrica aqui no interior de SP, pedi uma entrega expressa, paguei a vista pro cara me entregar, e no dia anterior à noite, chega uma encomenda, 1000 narizes…


Porque eu disse:


– Bom, eu vou levar e lá eu vejo!


E no dia seguinte embarcamos para Fortaleza, eu, Rodrigo Geribello e Rodrigo Arijon.


Team Ballas em direção ao TED.


(Música)


No dia seguinte chegamos lá, no Teatro Riomar, mil pessoas, lotado.


O primeiro TED tinha acabado de começar, e eu assisti os primeiros pra sentir o clima, pra ver como era, e eu tava muito nervoso, muito, muito.


O TED tem isso que é cruel, porque assim, eu já apresento há vinte anos então fazia muito tempo que eu não ficava tão nervoso, e porquê?


Porque no TED você só tem uma chance, one shot.


É só uma vez!


Não é uma coisa que você vai fazer várias vezes, vai refinar, vai melhorar, “ah, essa não foi boa, a próxima vai ser”, não, não, não, não.


É só uma vez que você faz!


Então tem que tudo dar certo nessa única vez.


Outra escolha que eu tinha feito, que era uma escolha arriscada era a que eu falei “vou fazer uma interação com o público durante o TED”.


Porquê?


Porque poxa, o trabalho que eu faço é de interação, esse é meu match, esse é meu ofício, essa é minha expertise, como é que eu NÃO vou fazer? Vou só falar?


Eu não sou um palestrante, eu sou um improvisador, então eu tenho que improvisar, então eu vou chamar alguém do público, e isso é muito delicado porque se não der certo?


E se demorar muito?


E se o cara não entender?


E se o cara no meio der pra trás?


Tudo pode acontecer, mas a gente falou:


– Não, vamos arriscar! Vamos fazer o que a gente acredita que seja o melhor possível!


Então lá estamos nós nos preparando no camarim, fazendo meu aquecimento, fazendo meu ritual antes de apresentar.


Isso é uma coisa muito importante pra você que quer apresentar qualquer coisa, você tem que se preparar antes de subir no palco.


Eu já tinha me preparado três meses pro TED em si, pro roteiro tal, mas assim, a apresentação pro palco é totalmente diferente, é preparar o seu corpo, é preparar o seu espírito, é você estar presente no momento, no aqui agora, é você preparar seu corpo pra entrar no palco e interagir, estar ali com aquelas pessoas naquele momento.


Então eu tava fazendo meu aquecimento, pedi pra galera da produção, que não podia entrar durante essa uma hora, que era antes do meu TED.


Então eu fiquei aquecendo meu corpo, fiquei fazendo pequenos exercícios, fiquei passando o texto na minha cabeça.


Uma vez que eu estava quase pronto, aí o Geribello propôs de eu ficar sentado lá, fechar os olhos e fazer uma meditação, então ele foi guiando uma pequena meditação, onde ele foi me acalmando, onde ele falou “pensa nos seus mestres, pensa nas pessoas que te inspiraram, que te levaram até aqui, até hoje, pensa nas pessoas importantes pra você”, então fez com que eu ficasse cada vez mais calmo, fiquei emocionado nessa hora, quase chorei, quer dizer, realmente tava lá presente, totalmente 100% no momento, no aqui agora.


Então a menina da produção falou:


– Ballas, você é o próximo!


Fui lá pra beira do palco, fiquei me concentrando de olhos fechados, e aí me passou todo o filme da preparação, eu tava três meses, praticamente, pensando nisso dia e noite, dia e noite.


E é muito louco quando tudo, tudo, tudo tem que dar certo, e você não tem essa possibilidade de errar e ainda mais pra mim que trabalho com o erro “não, erra e se diverte”.


Eu tava lá “não, não posso errar, tem que dar tudo certo”.


Então finalmente o apresentador falou:


– E COM VOCÊS, MARCIO BALLAS!


Aí tocou aquela musiquinha do TED, meu coração parece que tava 180/h, e eu fui fazer o meu TED.


(Música)


Olá, meu nome é Marcio Ballas


Olá, meu nome é Marcio Ballas… assim eu comecei e assim foi meu TED, e uma das coisas que é muito angustiante é que você fica com um retorno ali, uma telinha na sua frente, vendo o tempo passar, e você vai vendo ele subir, o tempo vai passando, vai passando, vai passando, e você não pode estourar no tempo.


E você tá vendo ele lá, 3:40, 4:50, 7:60… 60 não né? 7:59.


E o tempo foi passando, foi passando, eu fui me acalmando, as pessoas foram entrando, e ficou um silencio muito incrível, muito legal, muito bacana.


Chamei o cara pra fazer uma interação comigo, ele fez a interação, não estourei o tempo, ela foi indo, foi indo, foi indo…


Chegou o momento do nariz, e eu tinha decidido sim de fazer isso.


Pedi a produção que antes do meu TED, tinha que ser antes, exatamente antes, entregassem à cada um deles um nariz vermelho na mão e falar “segura, vocês vão entender o que é”.


E aí chegou no momento final eu pedi a todos:


– Agora peguem seus narizes, coloquem, fechem os olhos, entrem em contato com vocês, agora abra os olhos percebe o mundo.


Olha para o mundo diferente, olha pro mundo como se fosse a primeira vez, olhar de criança.


Agora olha pro lado, olho no olho, entre em contato olhar com a pessoa que está ao seu lado.


E aí foi o final e as pessoas bateram palma e foi incrível, modéstias favas, foi incrível mesmo, eu adorei mesmo.


E claro, não foi perfeito, várias coisas eu olho e “ooooh, eu deveria ter feito diferente! Pô, não podia ter falado isso, desse jeito, eu errei a frase”.


Eu pulei uma partezinha do TED, pulei um slide inteiro, não tem problema.


O que é incrível é que ele aconteceu, acho que a ideia que eu queria passar estar lá, então se você quiser, dar uma olhada lá no meu TED pra você ver como ficou, ele chama-se O olhar do SIM, lições do palhaço e do improviso.


E por último pra terminar, eu queria deixar pra vocês a grande pergunta, que foi a minha grande pergunta, pra vocês pensarem.


Imagina você, que você tenha essa oportunidade de falar 15 minutos…


Independente do TED, independente da onde vai ser…


Mas vamos supor que alguém te…


“Oh, você vai poder fazer um TED, você tem 15 minutos pra você falar o que você quiser, o que você quiser, você que escolhe”.


O QUE VOCÊ FARIA SE TIVESSE 15 MINUTOS PARA FALAR PRO MUNDO?


O QUE VOCÊ DEIXARIA PARA AS PESSOAS?


SE VOCÊ FOSSE MORRER, SE FOSSE A ULTIMA COISA QUE VOCÊ FOSSE DEIXAR PARA AS PESSOAS, PRO MUNDO, PRO UNIVERSO, O QUE SERIA?


Think about it!


Pense nisso!


Fim do nosso episódio.


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH).


Muito obrigado por ter acompanhado esse episódio, espero que você assista e veja um pouco o TED, depois de eu ter contado, e me fale as suas impressões.


Eu tenho um grupo chamado BallasCast no Facebook, onde eu deixo lá conteúdos exclusivos, comentários que não deram pra fazer no podcast, alguns vídeos que não dão pra fazer no podcast, porque o podcast é só áudio.


Então se você quiser participar, é um grupo fechado, mas se você quiser participar é só você pedir a sua aprovação, e eu te aprovo por lá, então VENHA!


E muito obrigado pra você que já viu o meu TED, porque a gente chegou em 100 mil visualizações, e espero que um dia a gente chegue em 1 milhão, 1 bilhão, 7 bilhões, e que todo mundo, quem sabe um dia, tenha o olhar do SIM.


Thank you very much.


And the clown and improvisacion is very importante to me and to world.


Everebory. Thank you.


Bye bye.


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