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BallasCast – Episódio 38 – O Meu Funeral

EPISÓDIO 38 – O MEU FUNERAL.


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeeeeeeeeeentlemas, madames et messieurs, vacas e vacos, está começando mais um…


BALLASCAST.


MÚSICAAA…


 


Olá, olá, olá, seja magnificamente bem-vindo ao BallasCast, sempre muito bom ter você aqui.


Pra quem acompanha o BallasCast sabe que na semana passada eu fiz entrevista com o Dani Nascimento e terminei a série de entrevistas, quer dizer, essa série né? Com ele.


A gente vai por mais entrevistas, mas hoje eu resolvi falar de um assunto mórbido.


É, um assunto mórbido…


A MORTE!


Uaaaraararsrsrs


Então seja bem-vindo ao episódio de hoje now!


(Música)


 


 


O MEU FUNERAL


(Música)


Calma, fique tranquilo, hoje não é um dia mórbido, nem o episódio é trágico nem nada.


Afinal, eu não morri ainda, prometo que isso vai acontecer um dia, pra você que está ouvindo.


E o dia que você tiver ouvindo e eu morrer você vai falar “Nossa, ele morreu mesmo”, mas enfim, o assunto que eu quero falar é…


Recentemente eu estava conversando com o meu coach, Leo Rapino.


Meu coach, eu acho chic falar… meu coach.


Eu nunca tive um coach, meu coach eu sempre achei um “ah, fulano tem um coach, ai eu sou coach”.


Mas agora eu tenho um e eu estou achando muito legal porque ele me dá vários insights, é incrível.


E aí ele me pediu um exercício, ele falou:


Ballas, eu quero que você escreva um elogio, você sabe o que é um elogio?


Falei:


– Não! Um relógio?


– Não!


– O que que é isso?


Pra você que está ouvindo e não sabe, elogio vem do latim, elogium, inscrição tumular, epitáfio, anotação, observação escrita.


Atualmente a gente conhece a palavra elogio, mas ela vem daí.


E eu falei:


– Mas como assim Léo, eu não entendi!


Ele falou:


– Eu quero que você escreva o elogio do seu funeral!


Eu falei:


– Léo você tá sabendo de alguma coisa que eu não tô sabendo? Você viu algum exame meu?


Ele falou:


– Não Ballas, eu quero que você pense, se um amigo meu tivesse lá e lendo um discurso em sua homenagem, o que você gostaria que tivesse nesse discurso…


– UAU! Peraí! Calma! Como assim?


– É isso! Imagina, você morreu, você tá lá, deitadão, e um amigo vai lá, tira um papelzinho e vai ler um discurso em sua homenagem falando das coisas que você fez.


O que você gostaria que estivesse nesse discurso?


Como é que você gostaria que fosse esse discurso?


– UAU


Eu pensei “Oh my God, caraca”.


– Você tem cinco minutos.


Eu falei:


– MEEEEEEEUUUUUU!


Eu achei o exercício muito louco, primeiro porque a gente nunca se imagina morto ali né? Deitadão ali, tal, tal, tal.


E aí eu fiquei imaginado como é que eu gostaria que fosse o meu funeral.


Então em primeiro lugar assim, eu queria que o meu funeral fosse divertido, legal…


Por mais que eu morri, tá, eu morri!


Mas todo mundo morre!


Não precisava ficar todo mundo ali e tal.


Eu falei:


– Não, queria que tivesse alguma coisa mais, então eu pensei “Poxa, vou gravar uma coisa e vou deixar gravado póstumo, tipo uma piada”, alguma coisa do tipo assim, que quando tivesse todo mundo ali, ali na sinagoga né?


Que eu sou judeu ali, todo mundo triste e tal…


De repente solta um áudio.


“Galera, olá! Eu sou o Marcio Ballas e eu queria saber o nome de cada um de vocês que veio aqui…”


Sabe? Pra dar uma quebrada no clima.


E as pessoas “Não, mas como ele tá falando? ”.


É, não, eu vou deixar claro…


“Eu gravei isso! Eu sei que eu tô aqui dentro mas estou ouvindo todos vocês. I Love you very much, I love my country


Sei lá!


Fazer alguma graça, ou distribuir alguma coisa, quer dizer, eu não vou distribuir né? As pessoas distribuírem pra mim…


Enfim, fiquei pensando como eu gostaria que fosse, então eu realmente gostaria que tivesse música, que tivesse de repente uma cena de improviso…


Coisas que Ballas faria em tal coisa, eu seria muito feliz se tivesse um show de improviso no dia do meu funeral.


Então guarda isso porque se você estiver ouvindo isso e for meu amigo e eu morri, é isso que você tem que fazer.


Chama uma banda tal, pode ter um momento triste tal, mas assim, coisas legais…


Eu quero que o dia da minha morte seja um dia legal, que as pessoas festejem a minha existência nessa Terra e eu vou tá num lugar bem legal, garanto.


Eu vou estar bombando ali em algum outro lugar, achando muito legal vendo tudo lá de cima.


Ainda assim, eu tava com essa bucha na mão, ter que escrever o meu discurso.


Nesse momento também eu lembrei, que há vinte anos atrás eu fiz uma pós-graduação em psicodrama na PUC – sim, eu fiz pós-graduação de psicodrama na PUC – acho que um dia eu vou fazer um podcast sobre isso porque ninguém sabe, foi uma experiencia incrível, eu aprendi coisa pra caramba que eu uso até hoje, do psicodrama.


E eu lembrei que o Jacob Levy Moreno, que é o criador do psicodrama, o pai do psicodrama, um cara de Viena, genial, desses caras muito loucos, um cara que trabalhou com improviso.


Um dia ele escreveu o epitáfio dele, em vida, ele escreveu antes de morrer, mas não quando ele estava velho, assim numa das loucuras dele lá, porque ele fez muitas loucuras na vida dele.


E ele escreveu a frase do epitáfio dele né?


O que ele gostaria que estivesse escrito no tumulo dele, ele escreveu.


“Aqui jaz Jacob Levy Moreno, o homem em que trouxe alegria para a psiquiatria”.


E eu achei aquilo do cacete, eu falei “Nossa, que legal”.


E na época eu fiquei pensando o que eu escreveria no meu epitáfio, o que que eu gostaria que estivesse escrito lá no meu tumulo, que frase que eu gostaria que tivesse lá quando as pessoas passassem por lá.


(Música)


E eu fiquei pensando nas minhas andanças pelo cemitério, as minhas andanças pelo cemitério…


Como se eu “ Ah, vamos lá domingo no cemitério”.


Mas das vezes que eu fui, infelizmente, ao cemitério, e que eu tenho uma mania não sei se você é assim também, mas de ficar olhando nas lápides e ver a idade que o cara nasceu e a idade que o cara morreu e ficar fazendo a conta ali na cabeça pra ver com quantos anos o cara morreu.


Eu não sei se isso acontece com você, mas eu fico andando assim, mesmo triste assim, fico olhando e fazendo as contas…


“Não. 89. Não, esse tá bom. 89 tá bom.


Nossa, 93. Legal hein?


Ixi, 44. Nossa, minha idade”.


Eu fico fazendo isso, eu acho até que tinha que ter um aplicativo, ou já deveria deixar no tumulo a idade porque você não precisava ficar fazendo essas contas matemáticas no meio do enterro que você tá chorando, meio triste lá.


Mas enfim, naquela época eu fiquei pensando o que que eu escreveria.


Aqui vivem felizes Ballas e os vermes. Ou…


Tô te esperando. Ou…


Deixa as lágrimas caírem nas flores, grato!


Sabe alguma coisa que quando as pessoas passassem falassem “Legal esse cara aí! ”.


E desse uma risadinha assim né?


Ou uma coisa mais legal né? Tipo Jazz, em vez de jaz, pra ficar um…


Aqui jazz um Marcio Ballas o palhaço que trouxe alegria pro mundo.


Seria bonito também né?


Enfim, outra coisa que eu lembrei também foi quando um dos integrantes do Month Phyton morreu.


O Graham Chapman, morreu cedo, com 48 anos, e tem um discurso do John Cleese...


Isso tá na Internet, tem no YouTube, eu vou deixar o link no grupo BallasCast pra você ver o John Cleese fazendo um discurso na igreja.


É muito lindo de ver, porque o discurso é muito engraçado, mas ao mesmo tempo você vê que ele está muito emocionado.


Numa hora ele quase chora, mas ele fala.


“Ah, agora que ele está com o grande chefão do entretenimento no céu”.


Ele fala várias coisas incríveis… aí ele sacaneia, ele fala assim…


“Ah eu queria dizer umas palavras, já vai tarde seu aproveitador imbecil, tomara que você queime no inferno”.


Que é uma frase forte né? Aí todo mundo ri assim, leva um susto.


Ele falou:


“E eu estou falando isso porque ele não perdoaria se eu deixasse de passar a gloriosa oportunidade de chocar vocês em nome dele”.


Sabe. Ele sacaneia. Ele pensa o que o cara gostaria de fazer ali, naquele dia, na igreja com aquelas pessoas lá.


E eu achei aquilo incrível, incrível, incrível, sensacional.


Voltamos ao meu exercício, o tempo foi passando, passando, passando…


Finalmente eu terminei a minha carta, o meu elogio, o discurso do meu funeral e ele diz o seguinte.


 


“Amigos e familiares, estamos aqui hoje reunidos, para celebrar a vida de Marcio Ballas.


O Marcio foi um homem que levou o riso e a alegria para milhares de pessoas no mundo inteiro.


Como palhaço e artista, apresentou-se nos cinco cantos desse planeta, em países de línguas diversas.


No Brasil de norte a sul.


Como professor e diretor artístico da Ballas International School Corporation Of The World, formou, ensinou e transformou milhares de atores e não atores, através das diversas linguagens de humor existentes.


Conseguiu espalhar seu conhecimento através de uma dezena de cursos online, distribuídos gratuitamente pela Internet, levando cada vez mais pessoas a usarem o humor, o palhaço e o improviso em suas vidas.


Foi o responsável por fazer com que o olhar do SIM, fosse considerado como um modo de ver o mundo, um ? of life, sendo praticado diariamente no mundo todo, por pessoas de diferentes crenças, raças e religiões.


Enfim, ele nos deixa tranquilo e sereno.


Feliz por ter conseguido trazer mais alegria para as pessoas e para o mundo, sendo assim, a pedido dele, ergam suas taças…


Um brinde a Vida!


Mazel T ov!


Música maestro! ”.


(Música)


E você?


O que você gostaria que falassem no discurso do seu funeral?


O que você escreveria no seu epitáfio?


O que você gostaria que escrevessem no seu tumulo?


Essa pergunta você tem a vida inteira pra responder, boa sorte, só não demora muito porque um dia ela vai chegar…


END OF THE EPISODE!


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH).


Eu espero que esse episódio tenha trazido alegria para você.


Eu espero que você não tenha pensado em momentos ruins, a ideia é questionar, a gente pensar na vida enquanto estamos nela.


E se você quiser, você pode se inscrever no grupo BallasCast no Facebook, que é um grupo muito legal, onde as pessoas comentam, onde eu coloco alguns conteúdos exclusivos


Vou colocar esse discurso do John Cleese, do Month Python, enfim, vai lá porque tá muito legal!


E sendo assim vamos ao nosso momento merchand


(Música)


 


“Oh Ballas, eu queria muito acompanhar as entrevistas que você fez no podcast, mas eu gosto de ver as pessoas, como é que eu faço?”


É fácil. É só você se inscrever no meu canal no YouTube, que em breve todas as entrevistas vão estar lá, vai tá tudo lá, muito legal, muito conteúdo de primeira, especialmente pra você.


Marcio Ballas, com dois eles, inscreva-se!


Inscreva-se!


Inscreva-se!


 


É isso aí.


Pra finalizar lembrei de uma frase que é de autoria desconhecida que diz o seguinte:


“Viva cada dia da sua vida como se fosse o último, um dia você acerta! ”.


Thank you very much…


Fnwlkjhgipengnipe


Wkniehgieihg


Lwrigheighpiehrg


Lrjggiehpg


See you next Monday.


Bye. bye


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