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BallasCast – Episódio 64 – De volta ao Hospital

EPISÓDIO 64 - DE VOLTA AO HOSPITAL.


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeeeeeeentlemans, madames et messieurs, recepcionistas e recepcionistos, está começando mais um…


BALLASCAST…


MÚÚÚSICAAA!


Olá, olá, olá, seja delação premiadamente bem-vindo ao BallasCast. Pra você que está chegando pela primeira vez, very, very, very welcome, pode ouvir os primeiros episódios, que eu pessoalmente, acho que são os mais legais. E pra você que está acompanhando o podcast, o BallasCast, muito obrigado pela sua presença aqui, junto comigo.


Hoje eu vou contar uma história que tem a ver com o solo, que eu estreei em Portugal, no mês passado. Pra quem ouviu os dois últimos podcasts eu contei do Festival Internacional de Improviso Espontaneo, que rolou lá em Portugal, onde eu fiz a estreia do meu solo.


E tem uma história que eu contei lá pra algumas pessoas e tal, e as pessoas falaram “Você tem que contar no podcast… Você tem que contar no podcast”, então eu resolvi compartilhar com vocês.


Então bem-vindos ao episódio de hoje… N-O-W!!!


 


DE VOLTA AO HOSPITAL.


(Música)


No mês de janeiro lá estava eu, ensaiando loucamente pra apresentação que iria acontecer no Festival Internacional de Improviso Instantâneo, lá em Portugal. Os portugueses fizeram um festival e me convidaram pra apresentar o meu solo. Seria a estreia do meu solo lá em Portugal, na cidade de Sintra, num festival super bacana.


E eu estava super feliz e super animado e o solo não estava pronto, porque… Ele não estava pronto…


Então eu fiquei ensaiando o mês de dezembro inteiro e o mês de janeiro, pra a apresentação que estaria no mês de fevereiro em Portugal.


Então lá estávamos nós ensaiando, eu com a minha diretora Rhena e tal, e nisso aconteceu que a minha mãe acabou tendo que ir pro hospital, porque descobriram que ela estava com um aneurisma na região do abdômen, e depois na sequência,  que ela estava com um segundo aneurisma na região do pulmão assim… Então, infelizmente ela teve que passar por uma cirurgia, na verdade duas cirurgias, ou uma ou duas, e era uma coisa mais ou menos grave.


Eu fiquei muito preocupado, obviamente, minha mãezinha querida. Então ao mesmo tempo que eu ensaiava, eu ia direto pro hospital, voltava, ensaiava, hospital, voltava e tal… E a gente foi nessa loucura durante duas semanas…


Faltando dois dias pra cirurgia que ela ia fazer, obviamente eu estava preocupado, ansioso, eu estava receoso, então no ensaio a gente começou a conversar antes de ir para o ensaio em si, eu com a minha diretora e tal… E eu disse a ela “Rhena, eu tô com muito medo… Tô com muito medo de duas coisas, a primeira é que a cirurgia não dê certo…”


Era uma cirurgia de risco, então poderia acontecer alguma coisa grave, e eu estava obviamente muito receoso, muito apavorado de, não perder a minha mãezinha… E a segunda coisa que era menos importante, mas era uma coisa bem importante ao mesmo tempo, que esse espetáculo, que eu estava ensaiando a dois anos, que eu iria estrear, é um espetáculo que ele é inteiro baseado nas histórias da minha família. E minha mãe é um personagem central dentro desse espetáculo, então de certa maneira esse é um espetáculo que era da minha mãe, que falava sobre a minha mãe.


Metade do espetáculo eu conto histórias da minha mãe, histórias que são minhas de infância e a história da minha família, porque meus pais são judeus, egípcios que vieram lá do Egito, refugiados, tiveram que sair de lá expulsos do Egito, e tiveram que vir às pressas pro Brasil, um país que eles não conheciam… E foram super bem recebidos aqui e tal…


Então o espetáculo inteiro, ele é centrado na história da minha mãe.


E de repente eu me vi com esse pensamento de que talvez a minha mãe não assistiria esse, que foi um espetáculo, que seria uma homenagem pra minha grande mãe, pra minha mãezinha que eu amo tanto.


E imediatamente, quando eu falei desse meu receio a Rhena falou assim “Imagina! Você acha… Vai dar tudo certo. Se tem alguém que tem que ver esse espetáculo no mundo, esse alguém é a sua mãe Marcio. Tenho certeza! Não vai acontecer nada. Ela vai sair tudo bem, e você vai apresentar, no outro dia ela vai estar na plateia te assistindo!”


Fiquei com essa informação na cabeça.


Terminou o ensaio e eu fui diretamente pro hospital pra ver a minha mãezinha.


Chegando lá, a gente conversou, bateu papo, eu aproveitei pra perguntar algumas informações que eu estava precisando pra rechear o espetáculo com algumas pequenas histórias que eu ainda não sabia dela. Pra colocar uma informação ou outra adicional, então eu pedi pra minha mãe contar as histórias dela, histórias de infância, alguns momentos a mais que ela lembrava, pedia alguns detalhes, que eram informações que iam rechear o espetáculo que eu estava acabando de ensaiar, acabando de preparar pro festival que iria acontecer dali a duas semanas apenas.


(Música)


Então, num daqueles momentos de grandes encontros que você tem em lugares interessantes, inusitados, eu me vi com a minha mãe me contando a história da vida dela, histórias da infância dela…


Ela quando chegou ao Brasil, por exemplo, refugiada do Egito… Eles não tinham grana, não tinham dinheiro…


Então minha mãe me contou naquele dia, uma coisa que eu não sabia, que teve dias, vários dias que eles almoçaram bananas… Só! O almoço deles era banana e nada mais…


Ou então que pra entrar no navio, quando eles embarcaram do Egito, eles vieram de navio, eles perderam a cidadania, eles eram apátridas, eles estavam expulsos do país, então de repente, eles eram cidadãos egípcios e de um dia pro outro eles não eram nada, né? Eles não eram ninguém, que tiveram que entrar no navio… Pra entrar nesse  navio, minha mãe conta que eles passavam por uma revista muito severa da polícia egípcia, do exército egípcio, porque eles não podiam levar dinheiro, eles tinham que ir embora sem dinheiro, sem nada, apenas com a quantia de vinte dólares em dinheiro, e mais nada.


Então a minha mãe conta que ela com treze anos, teve que passar por uma revista íntima, e que ela ficou muito, muito mal, porque poxa, nessa idade que você esta descobrindo seu corpo, está virando mulher, de repente você tem que ficar nua na frente de policiais pra mostrar que você não tem nada…


Então foi uma situação muito delicada, e esse momento dela me contando assim, a gente passou praticamente uma hora conversando, e eu perguntando, e ela lembrando…


E claro, tiveram momentos tristes como esse, da saída dela do Egito e ao mesmo tempo essa chegada no Brasil. Um país novo, um país diferente, um país que falava uma outra língua né?


Então pra ela foi muito difícil chegar aqui, ela falava em francês e árabe e as pessoas falam português, então ela não entendia nada. Ela ia pra escola, ela chorava porque não entendia nada e tal…


Ao mesmo tempo, depois, eles foram gostando do Brasil, o Brasil foi um país muito acolhedor com os judeus egípcios que chegaram, então eles amavam o Brasil, acabavam tendo uma relação muito forte, muito bacana com o país.


Enfim, então foi uma hora de um papo tão lindo, tão bacana, tão comovente assim, eu ouvir as histórias da minha mãe, que são as minhas histórias, as histórias da minha família.


E nesse momento eu falei “Mãe, você sabe que eu estou fazendo lá o espetáculo, né? E você não viu e tal, e eu queria mostrar pra você alguns textos, a gente lê aqui, o que que você acha de eu amanhã, a gente lê, pra você ver, pra você ouvir e tal…”


Obviamente eu não falei “Mãe, eu tô com medo de que aconteça alguma coisa séria, então eu quero te mostrar os textos antes que você…”


Né? Obviamente eu não falei dessa maneira, eu falei de um jeito sutil assim, até porque eu queria saber se ela achava isso legal, ou se ela estava cansada, se ela não estava afim, enfim… Queria saber o que ela achava, e ela falou “Ah, eu iria adorar ouvir e saber um pouco de o que que se trata esse espetáculo que você esta ensaiando a tanto tempo, legal…”


“Ah legal! Então tá! Então amanhã eu venho aqui e eu vou ler alguns textos que eu tô fazendo pra você ver como é o espetáculo”


“Ah legal, eu vou adorar… Obrigado Marcico bello…”


É meu apelido, Marcico bello! Deixei ela e fui pra casa, no caminho, no grupo de irmão da família, eu escrevi para o meu irmão e pra minha irmã e contei isso, falei “Poxa, amanhã eu vou falar alguns dos textos do espetáculo pra mami, ela achou legal.”


Então, como a gente estava preocupado que minha mãe ia fazer a cirurgia dali há dois dias, a gente precisava entreter ela um pouco, sabe? Tirar ela um pouco dessa angustia de “Ai, eu vou morrer… Ai, essa operação, será que vai dar certo? Ou não vai dar certo?”


Enfim… Então eles acharam aquilo muito legal e meu irmão falou “Pô Ma, eu quero ouvir também!”


E minha irmã que estava chegando dos Estados Unidos falou “Ah, que pena! Eu só chego a noite, você não consegue esperar no outro dia?”


E eu não conseguia esperar…


E ela falou “Ah então tudo bem! Então apresenta, eu acho incrível, eu acho a coisa mais legal do mundo e tal…”


E ela me perguntou assim “Porque você não chama o tio Richard?”


O tio Richard é meu tio, irmão da minha mãe, que passou por essa história também. Então o espetáculo fala da história dele também!


Eu falei “Poxa, boa ideia!”


E aí liguei pro meu tio, meu tio achou super legal e falou “Nossa, a Maria, que horas?”


Então a gente combinou um horário, as quatro da tarde, eu ia apresentar… Então combinamos de estar o meu irmão, o meu tio, a minha mãe, minha filha se animou também e iria participar também dessa pequena leitura que ia acontecer no quarto dela e assim ficou combinado que eles iriam ouvir um pouco dessa leitura dos textos do meu espetáculo no dia seguinte, lá dentro do hospital.


(Música)


No dia seguinte o meu irmão foi lá cedo visitar a minha mãe e ele me escreve “Ma, os meus filhos querem assistir também, eles podem vir também?”


Eu falei “Pode!”


“Ah, a minha namorada também quer vir também, ela pode vir?”


“Pode também!”


“Ah, a moça que acompanha a Mami, ela tá aqui também, será que ela não pode…”


“Pod..”


E de repente a gente viu, que ia ter muita gente no quarto, e eu comecei a ficar preocupado porque assim, eu não queria causar ali dentro do hospital, era pra ser uma coisa bem simples e, de repente dez nego dentro do quarto, apertado e tal, então eu fiquei um pouco receoso, e a segunda coisa que eu fiquei receoso, eu falei “Poxa, será que a minha mãe vai se emocionar? E talvez pode ser ruim pra cirurgia, pode acontecer alguma coisa, pode sei lá, minha mãe ter um ataque do coração ali, de repente eu faço uma bobagem…”


Então eu fiquei desesperado com isso, e eu escrevi pro meu tio, porque meu tio é médico, perguntando o que ele achava, se eu estava viajando muito, se eu podia submeter ela a essa emoção assim, ali.


E o meu tio me escreveu uma coisa muito bacana como resposta, e eu vou ler pra vocês…


Então eu escrevi pra ele assim, a seguinte pergunta, literal, tô lendo aqui pra vocês…


“Pensei em amanhã mostrar um pedaço do meu espetáculo pra mami lá no Einstein, talvez ela se emocione, acha que tem algum problema?”


E ele me deu essa resposta que eu amei, ele diz o seguinte…


“Eu, se for pra ter um treco e eventualmente morrer, prefiro que seja de emoção e não de tédio, ainda mais estando no hospital Albert Einstein, just in case… Manda a ver!”


Eu adorei essa resposta dele, eu achei bem humorada, incrível, bonita né? Emocionante… Então ficou fechado que eu iria apresentar.


Ao meio dia, o meu irmão me liga porque ele teve uma ideia incrível, ele conversou com as enfermeiras lá, pra perguntar se a gente podia fazer ali, né? Colocar tanta gente no quarto, se seria um problema e tal…


E elas falaram “Não, não, não tem nenhum problema! O quarto é de vocês! Vocês fazem o que vocês quiserem!”


E meu irmão perguntou assim, “Por acaso vocês não tem um lugarzinho que a gente possa apresentar, que seja um pouco maior, não tão desconfortável?”


Aí eles falaram “Ah peraí… Só um minutinho! A gente vai tentar…”


Foi pra lá, foi pra cá, e eles conseguiram uma sala pra eu apresentar.


Então o meu irmão liga e fala “Ma, consegui uma sala pra você apresentar…”


Uau!


Então de uma hora pra outra, eu tinha uma sala onde eu poderia fazer a apresentação, e eu tinha o meu espetáculo, uma parte dele, algo que eu queria mostrar pra minha mãe, e eu comecei a pensar “Poxa, o que que eu mostro, que parte eu mostro? O que que eu faço?”


Liguei pra minha diretora, e falei “Rhena, olha que legal, consegui uma salinha, vou poder mostrar…”


Ela falou “Ballas, faz com tudo!”


Eu falei “Como assim com tudo?”


Ela falou “TUDO! Coloca o seu figurino, leva um som, coloca música, faz todo o espetáculo, inteiro pra ela!”


Uau! Será?


O espetáculo nem tava inteiro pronto, ainda tinha algumas dúvidas de alguns momentos… Não era pra ser uma apresentação, era pra ser uma pequena leitura, mas eu falei “Nossa, isso é incrível! Isso é genial! Isso é sensacional… Eu vou fazer ele com tudo!”


Lá fui eu pro hospital, chamei o Igor, que é o meu técnico de som, pra ele me ajudar lá… Então a gente arrumou a sala, né? Não era uma sala de teatro, era uma sala… Então a gente pegou as cadeiras, arrumou… Puxamos alguns vasos de flores pra fazer um cenariozinho, colocamos uma mesinha no fundo, arrumei as cadeiras em formato de teatro, então ficou um pequeno teatro, dentro do hospital.


Quando chegou o horário marcado, vieram minha mãe junto com a enfermeira, a acompanhante dela que também veio assistir, veio meu tio, a esposa do meu tio, meu irmão a namorada do meu irmão, os dois filhos dele, minha filha, minha prima… Maior galera lá, pra assistir a apresentação dentro do teatro. Então eles estavam lá sentados, eu nem estava nesse momento ainda de figurino, eu estava com minha roupa normal e expliquei pra eles “Olha, eu resolvi fazer um ensaio aberto com vocês, eu vou apresentar o espetáculo pra vocês, obviamente é um ensaio porque, obviamente eu nunca fiz ele. Mas eu vou mostra ele na integra pra vocês, espero que vocês gostem!”


(Música)


Nisso chega a Paula, minha esposa, com a minha filha Luísa… Minha filha também veio assistir, então estavam todos lá, todo o público sentado, esperando… Eu fui pra uma salinha do lado ali, onde eu tinha feito meu camarim, coloquei meu figurino, coloquei o meu chapéu, respirei fundo, e lá fui eu pra fazer a pré-estreia do meu espetáculo, dentro de um hospital.


Assim que eu comecei a apresentação, eu estava muito nervoso, a apresentação começa falando da minha mãe, eu falo que a minha mãe é uma típica mãe judia, primeiro porque ela é mãe, segundo porque ela é judia, né?


E comecei a contar, contar… E era muito louco, porque até então eu ensaiava pra ninguém, pra zero pessoas, eu chamei um amigo, outra pessoa, mas assim, de repente eu estava contando a história da minha vida, a história da minha mãe pra minha mãe!


Pro meu tio, que viveu essa história junto com ela, pros meus irmãos que viveram essa história junto comigo! Ah, tem um outro detalhe incrível, que a minha irmã conseguiu adiantar o voo dela dos Estados Unidos, ela estava no aeroporto, ela foi mais cedo, conseguiu adiantar um voo de Miami pra cá, só pra conseguir e deu certo assim, na mosca! Ela chegou perfeitamente pra apresentação.


Então estava a minha família, estava a minha filha, estavam as pessoas que conheciam essa história profundamente, ouvindo eu contar essa histórias, eu contando, contando, contando…


Logo assim, dez minutos acho, que passou, eu comecei a ficar mais a vontade, comecei a ficar mais tranquilo, e eu comecei a ver o primeiro que deu uma choradinha aqui, um outro que dava uma choradinha lá, eles riam, choravam, riam, choravam, riam, choravam… E uma hora depois eu terminei a apresentação, eles bateram palmas… A verdade é que todo mundo acabou chorando em algum momento, todo mundo menos a minha mãe, todo mundo escondeu assim um pouquinho, foi um momento assim, catártico, incrível…


Quando acabou todo mundo bateu palmas…


“Eeeehhhhh… Palmaaaaaas! Eeeeeeeeeehhh!”


E aí eu sentei com eles, eles me deram a impressão deles, eles me deram os feedbacks, meu tio contou novas histórias, meu tio deu a impressão dele sobre as histórias, que eu só conhecia a versão da minha mãe, meus irmãos amaram, falaram que não conheciam uma ou outra história da minha mãe, porque minha mãe tinha me contado em detalhes, meu tio me deu alguns outros detalhes também, que eu não sabia, o nome do navio que eles vieram como refugiados, né?


Minha tia me deu alguns feedbacks muito legais, todo mundo contou, falou, me deu informação, me deu coisas…


E eu falei “Mãe, e você?”


Minha mãe olhou pra mim e falou assim… “Marcio, eu amei. Tá lindo! Apresenta e vai com tudo!”


Então nesse dia, do nada, do acaso, daquelas coisas que a gente diz sim pro universo, e as coisas vão acontecendo de uma maneira redonda, de coincidências sincrônica, mágica, aconteceu dentro daquele hospital a estreia do meu espetáculo, um presente pra minha mãe.


Fim do episódio!!!


 


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH)


E se você ainda não entrou no grupo que chama-se BallasCast, você tem que entrar, porque é um grupo que a gente tem no Facebook muito legal, nesse grupo eu vou colocar umas fotos da apresentação no hospital, que eu fiz ali informal, pra quem quiser ver um pouquinho como é. Lá também eu conto várias coisas, vários detalhes que não dá pra contar aqui no podcast, enfim… Entre lá se você quiser, se não quiser feel free, because you’re free.


Só pra terminar, obviamente para dar o final na história, minha mãe operou, fez a cirurgia dela, está tudo bem e se Deus quiser, em breve eu apresentarei no espetáculo, no teatro mesmo, e ela vai assistir sentada no teatro.


Então, final da história é feliz, tá tudo bem, mamãe está tudo bem!


Sendo assim senhoras e senhores…


Thank you very much…


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Wlkknflc whf]wlefipw


Çkwj gwjrogj]fçrjrg


Çejrkjuguhfg


See you next Monday!


Bye bye!


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