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BallasCast – Episódio 71 – A criação do meu Solo

EPISÓDIO 71 - A CRIAÇÃO DO MEU SOLO.


Senhoras e senhores, ladies and geeeentlemans, madames et messieurs, otorrinolaringologistas e otorrinolaringologistos, está começando mais um…


BALLASCAST…


MÚÚÚSICAAA!


Olá, olá, olá, seja atabalhoadamente bem-vindo ao nosso BallasCast, hoje homenageando os nossos otorrinolaringologistas, que eu nem sei direito o quê é, mas são aquelas pessoas que cuidam da sua voz, do seu nariz e da suas coisas vocais, que é o que eu estou precisando, pois esta semana estreia o meu novo solo “Bagagem“, aqui em São Paulo, no Teatro Eva Herz (EEEEHHHHHH).


Pra você que me segue nas redes sociais, sabe que esse é o meu assunto monocórdico, só estou falando disso, que isso é uma coisa muito importante, é muito legal, eu estou muito feliz que vai estrear, vai ser quintas e sextas, quintas e sextas… E também quintas e sextas, além de sextas e quintas, e quintas e sextas, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, esquina com a Augusta, no meião de São Paulo.


Você que é de São Paulo não tem desculpa pra não ir, você que é de fora de São Paulo, tem desculpa, porque você é de fora de São Paulo, então acompanhe as coisas pelas redes sociais.


E hoje eu vou continuar falando deste mesmo assunto, então vamos ao episódio de hoje, NOW!


(Música)


 


Criação do solo novo.


(Música)


Na semana passada eu falei um pouco sobre o meu solo novo, “Bagagem“, e contei um pouco de como ele surgiu, de onde ele veio. E muitas pessoas do BallasCast, que é o grupo que a gente tem lá no Facebook, me perguntaram “Mas como que foi o processo de criação? Como foi pra criar o espetáculo?”


Então hoje eu queria compartilhar um pouco alguns pensamentos, algumas ideias, ou um pouco de como foi o nosso processo criativo.


A primeira coisa importante que eu acho que foi fundamental pra fazer o solo, foi que eu chamei a minha parceira Rhena de Faria, pra me dirigir, e quando a gente chama um diretor, a gente chama um co-criador pra trabalhar junto.


E é o que eu falo quando eu faço a minha palestra de improviso e criatividade nas empresas, ou nas escolas, ou nos lugares diversos por onde eu passo, por que assim, co-criação… O que que é co-criar?


Co-criar significa criar junto. Então quando eu chamo uma pessoa pra criar junto comigo, eu estou dizendo à ela “Olha, eu confio em você! Eu estou com você! Estamos juntos no mesmo barco, estamos no mesmo foco, estamos com a mesma responsabilidade, estamos com o mesmo objetivo! Tamojunto“, como diria o pessoal da perifa, aqui em São Paulo.


Isso parece um pouco blá-blá-blá, mas é fundamental pra qualquer processo criativo.


Porque? Porque eu tenho que confiar no outro, e eu tenho que aceitar que o outro é diferente de mim, e isso é muito bom para o processo criativo.


“Porque Marcio Ballas?”


Você me pergunta, e eu te respondo caro ouvinte, “Porque pessoas diferentes pensam diferente, e isso é muito bom para o processo criativo”


A nossa capacidade criativa, ela aumenta exponencialmente quando a gente está junto com outra pessoa, porque vem mais ideias, simplesmente porque as pessoas são de lugares diferentes, de culturas diferentes, de pensamentos diferentes, então isso aumenta a nossa capacidade criativa.


Então quando eu chamei a Rhena, isso fez com que as poucas ideias que eu tinha para o meu solo, elas multiplicaram-se exponencialmente, né? Virou P-G mesmo, aumentou muito, e eu tinha uma pessoa para compartilhar e para co-criar, e pra poder trabalhar junto.


É claro que no meu caso, eu pude escolher a pessoa que eu mais confiava nesse mundo pra fazer esse trabalho, algumas vezes você vai ter que fazer uma co-criação com alguém que você, não necessariamente, escolheria para estar fazendo, né?


De repente alguém da sua empresa, da sua universidade, do seu curso, mas não importa! Isso não importa!


Uma outra coisa que é fundamental que a gente traz do improviso, do processo criativo, é o que eu chamo de SIM. O SIM tem que entrar e fazer parte do processo criativo, então por exemplo, no início do processo, quando a gente começou a ter as primeiras ideias, nós por já sermos improvisadores, a gente estava no que eu chamo de “espírito do SIM”.


Então a Rhena dava uma ideia e eu falava “Legal, legal”, e agente anotava. Eu dava uma ideia, ela falava “Legal”, e anotava, o outro dava uma ideia “Ah, legal”, e anotava.


“Mas se a gente fizesse isso?”


“Legal!”


“E se a gente fizesse isso?”


“Legal!”


WHAT IF… Em inglês eles falam, né? E SE? E SE? E SE? E a gente foi fazendo um levantamento de todas as ideias possíveis, e fomos anotando, anotando, anotando, anotando, anotando as ideias, até que num determinado momento, como a Rhena é a diretora, ela começou a fazer as escolhas, aí a gente chegou num segundo momento, numa segunda etapa.


Então a Rhena falou “Ballas, eu acho que a gente podia partir das suas histórias, das suas histórias pessoais, das histórias da sua infância, da história da sua família, das suas histórias… Então eu quero que você me conte as suas histórias!”


Então eu passei a contar todas as histórias da minha vida pra ela, sem filtro, todas as histórias que eu lembrava, todas as histórias que me vinham á cabeça, todas as histórias que eu recordava por algum motivo, eu passei a contar pra ela, e ela começou a selecionar algumas histórias que, segundo ela, tinham mais valor literário.


Eram histórias com as quais o público se identificaria, eram histórias com as quais o público se veria ali no espetáculo, poxa, não seria uma história minha, minha, pessoal, seria uma história minha-pessoal que de alguma maneira tocaria a pessoa que estaria ali, do outro lado, ouvindo essa história.


(Música)


Então a gente se encontrava na Casa do Humor semanalmente, e eu contava as histórias pra ela, e ela me fazia propostas e eu ia dizendo “SIM”, aceitando e fazendo as propostas que ela falava, por exemplo…


Ballas, lembra uma história sua, de infância, e me conta ela como se você tivesse 8 anos de idade”


Aí eu ia lá, fazia pra ela, aí ela falava…


Ballas, me conta essa história, e interpreta a história inteira… Exagera!”


Aí eu lá e fazia…


Ela falava “Ballas, agora faz essa história, mas assim, faz um momento personagem, um momento narrador, um momento outro personagem, vai variando”


Aí eu fazia pra ela!


E num momento ela falou “Ballas, faz a história sentado, sem grandes movimentos, sem nada, me contando como se eu fosse um amigo seu, que eu não vejo a muito tempo”


Então a partir desse SIM na sala de ensaio a gente foi trabalhando, pensando, pesquisando, investigando. E num desses dias eu contei uma história pra ela dos meus pais, porque meus pais são egípcios, judeus egípcios que chegaram no Brasil fugidos de lá.


E ela falou “Nossa! É verdade, né? Seus pais são egípcios, que louco isso! Conta mais sobre isso…”


E eu comecei a contar pra ela, algo que pra mim é muito normal, porque eu estou acostumado, porque são meus pais, a minha mãe até hoje me conta as histórias dela do Egito, de quando ela morava no Egito. Meu pai não é vivo, mas durante muitos anos me contou as histórias dele de infância e tal, mas eu sempre fui acostumado com isso, porque pra mim era normal.


Quando eu comecei a contar pra ela, ela falou “Nossa! Isso é incrível! Nossa eu não sabia disso! Nossa, como você não me contou isso antes?”


E aí eu fui falando pra ela essa história, que é a história dos meus pais, a história dos meus avós, a história da minha família, né?


Os judeus sempre foram um povo que perambularam pelo mundo, né? Foram expulsos de vários lugares, foram indo daqui pra lá, de lá pra cá.


Então os meus avós nasceram no Líbano, no Egito, os meus bisavós nasceram na Romênia, na Espanha, na Rússia, e os meus pais nasceram lá no Egito. E lá no Egito, curiosamente, porque hoje em dia tem um grande conflito, né? Árabes e israelenses e tal… Mas assim, na década de 30, 40, 50, os judeus viviam muito bem lá no Egito, não tinham nenhum problema, tinha um rei que reinava lá, e deixava as pessoas terem as suas religiões, deixavam as pessoas tranquilas lá. Então os judeus viviam muito bem, então meus pais tinham amigos árabes, amigos judeus, amigos cristãos, amigo de todas as religiões, de todos os tipos, de todos os gêneros, de todas as espécies.


Tudo tranquilo, eles viviam muito bem lá!


Até que um dia, como sempre aparece um doido na história, esse coronel do exército, Ghamala Del Nasser, ele e a turma dele, fizeram um golpe lá no Egito, e ele acabou virando o presidente do Egito, e ele é um cara muito xenófobo, nacionalista, ele tomou o Canal de Suez do controle das empresas britânicas e francesas, e isso fez com que rolasse uma guerra lá, que ficou conhecida como a Guerra de Suez.


E por conta disso, os franceses e os ingleses, e também judeus tiveram que sai de lá rapidinho.


Então meus pais estavam lá no Egito e de repente tinha que sair fora, a galera teve que sair fora, e mais, a galera teve que sair fora sem grana, não podia levar nada, podia levar 20 dólares apenas, por pessoa, então meus pais tiveram que deixar as coisas lá. Meus pais eram classe média, egípcia, normal , tinham uma vidinha simples, bacana e ok, né?


Não eram ricos, mas tinha uma vida ok, legal, e tiveram que sair de lá refugiados, totalmente de refugiados, a família deles se espalhou inteira, então meus pais viviam com os primos, os tios, e de repente, parte da minha família foi para os Estados Unidos, parte foi para o Canadá, uma parte da família foi pra França, e uma parte da família veio pro Brasil, que foram meus pais.


E eles chegaram aqui, totalmente, uma mão na frente, outra atrás, sem nada, nada, nada.


Minha mãe conta que ela chorava pra ir pra escola, porque eles não falavam a língua, minha mãe não falava português, então ela não entendia nada, a minha mãe tinha 13 anos de idade. Quando ela entrou no navio, eles foram severamente revistados pela polícia egípcia, a minha mãe era uma adolescente, coitada.


Então ela teve que tirar a roupa, e pra ela foi uma coisa terrível, até hoje ela lembra desse momento assim, de ter que sair de lá fugida, eles perderam a nacionalidade, eles eram apátridas quando saíram de lá, quer dizer, foi uma coisa muito louca.


E quando a gente começo a conversar e eu comecei a contar pra minha diretora essas histórias, uma das coisas que chamou a atenção dela e ela falou “Nossa Ballas, que louco, né? Isso é 1950, é recente. Não tem nem 100 anos isso, isso aconteceu a 60, 80 anos, seu pai e sua mãe, estão vivos!”


“Não, não!”


“Sua mãe está viva, ela viveu essa história, né?”


Como vários refugiados, né? Pelo mundo, que tem até hoje, né? Essa loucura que é o nosso mundo de hoje, que algum dia as pessoas vão olhar pra trás falar “Mas como assim tinha países? Como assim não podia ir de um lugar pra outro? Mas como assim refugiados?”


Enfim, essa foi a grande loucura. Então quando eu contei essas grandes histórias, ela falou “Nossa, essas são histórias incríveis que tinham que entrar de alguma maneira no espetáculo, né?”


Então a gente acabou selecionando algumas histórias, uma vez que as histórias estavam escolhidas, ela me fez um pedido muito difícil que foi “Ballas, agora você tem que escrever essas histórias”, eu falei “Como assim escrever? Eu já contei, você já sabe, a gente tá ensaiando”, ela falou “Eu quero que você escreva  palavra por palavra, pra gente corrigir, pra gente chegar num texto que seja literário, porque a gente tá falando de uma obra de teatro, então não adianta você falar um erro de português, não adianta você ser prolixo, não adianta você usar uma frase que não está legal, não. Você vai escrever tudo!”


Então lá fui eu…


Fiquei dias e dias, muitos dias mesmo assim, ensaio era, eu sentar e escrever, escrever, escrever, escrever… E uma vez que eu escrevia toda a história, aí ela que é melhor do que eu de português e é diretora do espetáculo, corrigia alguns erros de português e a gente discutia sobre alguns trechos, algumas frases, alguns momentos que estavam muito grande, que não precisavam falar tanta informação, que eu podia ir só direto ao assunto, né? Ela foi lapidando o texto, isso foi um trabalho muito bacana, que eu nunca tinha feito, que é trabalhar o texto, que é tirar cada palavra, que é escolher cada palavra, e o passo seguinte também, que foi muito difícil, que foi decorar o texto inteiro.


“Mas Ballas, não é um espetáculo de improviso?”


Como eu já contei, e falo de novo aqui, ele não é um espetáculo de improviso, ele é um espetáculo COM improviso, então tem momentos que são improvisados? Tem!  100% improvisado? SIM!


Quando você for assistir lá no Eva Herz, aqui em São Paulo, quintas e sextas e sextas e quintas e quintas e sextas, você vai ver, você vai perceber, é obvio.


Mas uma boa parte do espetáculo, ele não é improvisado! É um texto! Então por isso que eu tive que decorar, que é uma coisa que eu inclusive, não estou habituado, que eu sempre crio as cenas na hora, né? Então eu não tenho esse trabalho de ator, fazia anos que eu não fazia uma peça que tinha o roteiro, e lá fui eu decorar todo o texto.


(Música)


A sequência disso, foi a gente acha as outras peças do teatro, isto é, quem seria o nosso iluminador. Então chamamos a Aline Barros, a Lica, que é uma iluminadora incrível que eu amo, que eu sempre chamo para os meus espetáculos, para ela fazer um desenho de luz. É, é uma obra de teatro, então a gente tem que ter um desenho de luz específico, uma criação de luz.


E a própria Rhena fez a trilha sonora, ela escolheu umas músicas pra gente colocar, que permeiam o espetáculo, porque é um solo, e eu estou absolutamente sozinho, não tenho companhia de nenhum músico, nem nada.


E pra fazer o cenário, eu não tinha nenhum cenógrafo, e eu lembrei de um cara que eu gostava muito, que é pai de um amiguinho do meu filho, que eu cruzo do teatro muitas vezes, é um cara que eu sempre gostei, mas que eu nunca vi o trabalho dele, que é o Júlio, nunca sei falar o nome dele, Júlio, da Casa da Lapa, é um artista incrível. E aí eu chamei ele pra assistir a peça, ele amou a peça, o que já fez toda a diferença pra mim, porque bom, a pessoa precisa gostar da peça…


E a gente falou “Olha Júlio, será que você tem algumas ideias? Estamos pensando, né?”


Ainda estava, né? Com dúvida… Será que é ele?


Aí quando ele começou a falar das ideias, quando ele começou a falar do olhar dele sobre a peça, eu falei “meu, é você que vai ser o nosso cenógrafo”, e assim foi, o Júlio assina a cenografia do nosso espetáculo.


Bom, o processo estava acontecendo, acontecendo, acontecendo, mas como diria um músico americano, que eu adoro, não sei quem é, mas a frase é incrível, ele disse…


DON’T GIVE ME TIME, GIVE ME A DEADLINE! NÃO ME DÊ TEMPO, ME DÊ UM PRAZO!


Eu não tinha um prazo, então esse processo ficou enrolando, enrolando, enrolando durante dois anos, eu não tinha um chefe, eu não tinha uma data, eu não tinha um espetáculo marcado, eu não tinha um espetáculo vendido… Eu não tinha nada disso!


Então o espetáculo foi rodando no processo criativo ininterrupto, durante dois anos, até que eu recebi um convite de um festival em Portugal. Já contei isso no episódio anterior, se você quer saber detalhes ouve o episódio anterior, mas fato é que, um dos motivos que me fez aceitar o convite foi “eu preciso ter uma data”, então a data foi marcada, eu apresentei no festival, e lá nasceu, lá foi a pré-estreia, estreia mundial, digamos assim… É chique né? Estreia mundial!


A estreia mundial do bagagem, meu espetáculo agora, em fevereiro.


E aí eu vi que realmente ele estava pronto, porque até então a gente só estava em sala, e agora eu vou estreia ele aqui no Brasil.


E só pra terminar, eu queria contar um momento dentro desse processo criativo que estava acontecendo, que foi o momento em que eu decidi que SIM, esse era o assunto do meu espetáculo, foi um dia que eu fui jantar na casa da minha mãe. Foi num Shabat, que é uma sexta feira a noite, que é o dia do descanso, né?


Que normalmente os judeus fazem um jantar, acendem-se as velas, e eu fui num Shabat na casa da minha mãe, e sempre a minha mãe faz muitas comidas, muita sobremesa, aquela fartura, né? De mãe, né?


E aí na hora da sobremesa, tinham várias sobremesas, tinha um pavê, tinha brigadeiro, tinha uma torta de limão e tinha um merengue com suspiro, tinham tipo várias coisas, e tinha uma mesa com frutas. E nessa mesa com frutas tinham umas bananas assim, e eu falei “Mãe”, eu brinquei dizendo que ninguém escolheria a fruta, então minha mãe disse “Não fale assim, um dia isso foi o meu almoço”, eu achei que ela estava brincando, mas não…


Ela contou que quando eles chegaram refugiados do Egito, eles não tinham dinheiro pra nada, nem pra comida, então por várias vezes eles almoçaram bananas. Nesse dia eu pensei, quero compartilhar as histórias da minha família num espetáculo, assim nasceu “Bagagem“.


Fim do episódio!


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH).


E se você quer comprar ingresso pro espetáculo, ingressorapido.com.br


“Como? Não entendi!”


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E lá no BallasCast, que é o grupo que a gente tem no Facebook, eu vou colocar algumas fotos do ensaio, alguns detalhezinhos específicos, exclusivos e explosivos, então entra lá, vem fazer parte, é um grupo que não tem muita coisa, é muito divertido, é muito gostoso, é muito bacana…


E 18 de maio estreia minha peça, quintas e sextas…


JÁ FALOU MARCIO BALLAS!!!


Sendo assim…


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Çsjpojpifewçnjódcm


Çksdçknkfnçkfej´vdód


Çlmvsdjóvnçkfepinvdódw


Thank you, see you in the estreia…


Bye bye!


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