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BallasCast – Episódio 72 – Luis Louis: Mímica

EPISÓDIO 72 - LUIS LOUIS: MÍMICA.


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeeentlemans, madames et messieurs, peixes e peixas, está começando mais um…


BALLASCAST…


MÚÚÚSICA!


Olá, olá, olá, seja assustadoramente bem-vindo ao BallasCast, welcome você que vê toda semana, welcome você que está pela primeira vez, pra você que ainda não está sabendo, eu estou em cartaz com o espetáculo “Bagagem”, aqui em São Paulo, as quintas e sextas, sempre quintas e sextas e também sextas e quintas, então se você for de São Paulo, não perca aqui na Livraria Cultura, no Teatro Eva Herz, está muito, muito legal!


Venha!


Venha!


Venha!


Venha muito!


Hoje vamos fazer uma entrevista mais técnica, teórica e muito bacana que é sobre um assunto que muita gente me pergunta, muita gente fala, então eu vou falar sobre…


Eu trouxe aqui ele que é O especialista disso, acho que no Brasil, acho que se você for falar do assunto MÍMICA, é ele!


Luis Louis… Ele que estudou na Inglaterra com Desmond Jones, ele que estudou com os sucessores do, ele que estudou seis anos na Inglaterra, no estrangeiro, é chique! Ele que tem o estúdio Luis Louis, está aqui hoje, presente no BallasCast, senhores e senhores, vamos entrevistar ele…


Palmas!!!


(Música)


Entrevista com Luis Louis sobre mímica.


(Música)


– Luis seja bem-vindo ao BallasCast! Tudo bem?


–  Prazer enorme! Muito bem, mímico fala hein?


– Mímico fala, olha só! Verdade! Você falou uma coisa interessante que a gente vai começar uma entrevista, seria engraçado uma entrevista que fica muda, né?


– Exatamente!


– Olha só! Então saiba você que está ouvindo que mímico fala, eu trouxe um mímico especialista, e eu queria já começar pela pergunta básica, pra você contar para as pessoas assim, o que que é a mímica e assim, da onde surgiu essa história?


– Então, quando pensa em mímica, a primeira coisa que vem é aquele performer de rosto branco, luvas, contando história sem falas, né?


– Isso!


– E esse é o gênero da pantomima.


– Pantomima, perfeito!


– Né? Então quando pensa em mímica vem a pantomima, que é o quê? Uma contação de histórias sem falas e que tem fins cômicos, tá?


– Uhum…


– Mas na verdade a mímica, ela pode falar também, né? É isso que as pessoas não sabem, mas pode falar, pode cantar, pode trabalhar com textos… Mímica o que que é? É o ato de corporificação da vida. Quando você tem um pensamento, tem uma ideia, tem uma sensação e você transforma isso em movimento, ou movimento corporal ou vocal, esse é o fenômeno da mímica.


– Uau! Ato de corporificação da vida! Tá vendo você ouvinte? Só trago gente chique aqui. Que legal isso! Me fala um pouquinho de história assim, da onde que você, né? Estuda pra caramba! De onde os caras acharam os primeiros registros assim, lá das antigas?


– É então, isso já está associado aos nossos rituais primitivos, né? Desde caça mesmo, onde tinha aquela figura do xamã…


– Sei…


– Que vestia aquelas roupas e fazia aquela pantomima da caça, né? Isso já no momento pré histórico, e isso vai acompanhando em todas as fases da história, que como é um fenômeno de expressão, de comunicação, né? Que vem até antes da comunicação não verbal e depois pra verbal, então isso acompanha na Grécia antiga, a gente vê a mímica, a gente vê a pantomima, no teatro romano antigo, medieval, então ele vai acompanhando, né? Todas as nossas fases! E é importante saber que tem a mímica do artista, né? Essa que a gente faz no palco, e a mímica nossa do dia a dia…


– Ah, fala mais… Fale-me mais sobre isso…


– É… Então… Isso é, por exemplo, quando você vê alguém colocando a mão na cabeça quando está preocupado, quando alguém coloca a mão no coração, quando olha pra alguém e inclina o corpo, interessado naquela pessoa, esse já é a nossa mímica cotidiana, é a nossa linguagem do corpo. Então quando a gente tem, se manifesta corporalmente ou vocalmente, expressando pensamentos, ideias, o abstrato, você transforma isso em corpo, essa é a nossa mímica diária, então não tem jeito, mas todo mundo é mímico!


– Todo mundo acaba sendo, né?


– Todo mundo é mímico… É!


– E tem esses, eu queria falar uma coisa que é um clássico do clichê do “corpo fala”, mas que é muito verdade, até porque no caso do mímico ele acaba estudando isso e trazendo isso pra cena, que que você acha que para o público leigo, a galera que está ouvindo a gente, que que você acha que isso pode trazer pra uma pessoa, porque tem muita gente que procura “ah eu acho tão legal, acho tão legal”, primeiro assim, tirar esse mito de que isso pode ser feito por qualquer um, e o que que você acha que é legal pro cara que está ouvindo, um dia buscar isso?


– Ah, eu acho que, primeira coisa a gente se sente no dia a dia, a gente tem muitas ideias, e a gente tem vontade de dizer muitas coisas e muitas vezes a gente não consegue meios de a gente conseguir se expressar…


– Legal!


– Então quando a gente consegue esses meios, essa abertura do corpo, né? A gente começa também a entender no outro uma linguagem não verbal, porque tem aquela pesquisa que é meio guia das linguagens do corpo, que fala assim, qualquer comunicação corpo a corpo com outra pessoa, né? 93% do que você aprende dessa linguagem vem da comunicação não verbal, né?


– A grande maioria, né? Uau! Faz sentido!


– Por exemplo assim, 55% vem do corpo, né? Então como você está, sua posição, perna cruzada, aberta, e tudo mais, né? Aí tem a outra parte, 38% que vem da sua entonação, como você fala, né? A velocidade, o tom, e tudo mais… E 7% só da palavra, então isso quer dizer que eu posso falar “eu te amo”, e você me dar um tapa na cara…


– Sei…


– Ou eu posso falar “eu te odeio”, e você se apaixonar por mim pela vida toda, então depende de como que está o corpo, essa linguagem… E aí a mímica ajuda muito, a você trazer essa congruência entendeu? Porque muitas vezes o texto vocal difere do corporal, e aí a pessoa vê alguém falando, né? Escuta alguém falando e fala assim “nossa eu não acredito nesse cara…”


– Sim…


– “nossa, eu tenho uma antipatia com ele…”


– Sim, perfeito!


– Porque o corpo está dizendo outra coisa, e quando você consegue entender e usar a teu favor a tua expressão cara, a vida fica outra…


– Fica outra, né?


– Fica outra!


– E você falou uma coisa que eu estou vendo, de bastante utilidade que muita gente também me procura, é o cara que dá aula, o cara que dá palestra, o cara que faz pequenas apresentações, pra ele imagino, como o improviso, quando o cara vem buscar, como o palhaço, eu até indico o seu curso pra várias pessoas quando fazem várias coisas… “E aí, que mais?”


“Vai lá buscar a mímica com o Luis Louis!


Até porque você trabalha a mímica de várias maneiras, né? Acho que isso também pode ser bem legal, pra apresentador digamos assim, né?


– Nossa, super, né?


– Mesmo que não é um profissional, né?


– Porque eu falo assim, tem a mímica do mímico, né? Que pega todo esse fenômeno e transforma em arte. Tem a mímica do dia a dia, né? Essa mímica nossa da vida. Tem a mímica do bailarino e tem a mímica do apresentador, tem a mímica do profissional que fala em público, né? Então com certeza ela atua em várias áreas, em gamas diferentes, aí você tem que direcionar essas gamas, né? Por exemplo, como eu me expresso no teatro é diferente de como eu vou me expressar em frente às câmeras, como eu vou me expressar numa reunião de negócios, por exemplo. Então essa mímica ela vai… Mas a base, os fundamentos são os mesmos…


– São os mesmos?


– São os mesmos!


(Música)


– O que que você falaria assim, pro público leigo assim, o que que são os três fundamentos da mímica? O que que são assim, as bases, sei lá? O que é o cerne do negócio ali?


– Olha, tem uma coisa que a gente tem em comum com a criatividade, que é, o primeiro é o SIM!


– É o SIM!


– É o SIM, cara!


– Olha só, você ouvinte! O SIM está em todas!


– Vou pegar do Ballas, o olhar do SIM, primeira coisa. Tem que ter isso, porque quando você aceita a primeira ideia, o primeiro pensamento, ele já se manifesta no corpo, entendeu? Ele já é um canal direto. Porque a gente trabalha com essa ideia do corpo pensante, ele já se manifesta com o seu corpo, aí você aceita essa relação gestual do seu corpo. Então a gente tem vários exercícios de abertura no começo de você abrir os seus braços, de você trabalhar essa articulação pra você trabalhar melhor o teu pensamento, as tuas ideias, então vários exercícios lúdicos, mas antes tem que ter esse SIM, né? Esse SIM mesmo que abre mesmo para essas primeiras ideias, pra criatividade, né?


– Legal…


– E aí como você consegue, a partir do SIM? Não adianta só você ser criativo, tem que ser inovador, né? E a inovação vem com a ação, com o corpo! Então você tem a abertura criativa e tem o corpo pra manifestar, pra expressar toda essa criatividade, então aí fica uma liga, um canal bem interessante pra você se manifestar de uma maneira bem potente…


– Legal. É legal… Puta, isso vale pra vida, né? Vale pro palco, vale pra vida, vale para o dia a dia. E é uma coisa muito legal o que você está falando porque até quando eu dou aula de criatividade, eu falo isso, né? A gente tá muito… A gente não, né? A gente um pouco menos, porque a gente faz teatro, mas as pessoas estão muito acostumadas a estarem sentadas, tá com o corpo morto. Ou mesma numa reunião criativa, é muito comum ver todo mundo sentado ali, né? E a gente esquece isso, de que o corpo é parte da criação, parte fundamental, né? Você falou quando em estatística e numérica assim, gigantesca, então quanto mais a pessoa buscar isso, mais a pessoa vai se expressar. Seja numa palestra, seja numa apresentação, ou seja na vida dela, no dia a dia, né?


– Na vida! Acho que acontece uma loucura, que as vezes a gente não consegue ler, né? Porque a gente tá nesse estado de transe, e a gente vê que as vezes a pessoa está falando uma coisa, mas o corpo está dizendo outra…


– Sim…


– Quando a gente começa a perceber isso, tem algumas pessoas que falam assim, que conseguem ler a mente, não, na verdade nosso corpo é nossa mente, já está tudo lá, né?


– Sim…


– O nosso inconsciente está no corpo, então a gente consegue já entender muito, né? Como o Lecoq mesmo dizia, né? Ele falava assim, quando ele via uma pessoa andando na rua, ele ficava seguindo de longe, imitava o andar dessa pessoa, que parecia que ele começava a invadir essa privacidade, pensar que nem essa pessoa, né? Porque só nesse andar já traz uma vida, já traz um histórico de vida, né? Então o nosso corpo tem essa potência, e quando a gente abre essa percepção pra isso, parece que você se livra de muitos problemas também, né? E se abre pra outros problemas também…


– Ganha uns! Legal, legal… Pra gente terminar, me fala um pouquinho como é que o pessoal que quer conhecer, quer saber se tem um estúdio que tem várias coisas, que tipo de aulas você dá, como chama os seus cursos?


– Então, eu trabalho com essa ideia da mímica total, que a gente trabalha com ato total, que é pensamento, corpo e voz também…


– Legal…


– Aí entra a mímica vocal, que poucos conhecem, né? Que quando entra sons onomatopaicos, gramelô, pra quem não conhece, gramelô é aquela língua inventada…


– Ah, vamos fazer um pouquinho de gramelô, começa você e eu te sigo…


– Vamos… Vamos…


– Vamos falar sobre o problema do trânsito em São Paulo, em gramelô, uma linguagem que não existe, se você não entender é que você não está entendendo mesmo, tá? Vai lá…


(Gramelô)


– E aí vai, né? O gramelô é essa linguagem inventada. Adoro isso, é muito legal! E vocês trabalham isso bastante lá?


– Isso! A gente fez o gramelô em alemão, né?


– É uma espécie em alemão…


– Aí voce pode fazer em japonês, em chinês…


– Vamos fazer em japonês, gostei. Gostei…


(Gramelô)


– Muito legal… Onde o pessoal te acha pra fazer esses cursos legais?


– Então, eu tenho um site, que é luislouis.com.br


– Luis Louis escreve como, porque é mais difícil…


– Luis com “s”, normal… E o Louis é L-O-U-I-S… .com.br


– luislouis.com.br


– Tem o estúdio Luis Louis, que tem a escola, a sede onde a gente desenvolve essa pesquisa da mímica total, que fica na rua Pedro Taques, 145, SP, né? E deixa o telefone também…


– Claro! Deixa tudo aí…


– Que é 3129-8852, lembrando que é São Paulo, e temos o canal Luis Louis também que é…


– Olha só, serviço completo, é isso aí!


– Muitas mímicas lá, tem tutoriais de mímicas lá também…


– Isso! Isso é muito legal! Ele coloca uns tutorias pra você que quer aprender base, quiser dar uma olhada, praticar em casa, né? Isso é muito legal…


– Exatamente! Como faz a parede…


– Isso, clássica…


– Tem coisas legais também, que é o moonwalk… Te ensino a fazer o moonwalk


– Olha, Michael Jackson em todas…


– Tem uma coisa aí…


– Escuta! Pra terminar eu quero que você fale uma frase de algum desses mestres aí, que você acha legal, que te inspira, uma frase qualquer, interessante, que você goste, qualquer uma… Manda!


– Vou falar uma do Jean-Louis Barrault, que ele fala assim… A ESSÊNCIA DO TEATRO ESTÁ EM FAZER O SILÊNCIO VIBRAR.


– UAU! Fala de novo. Bonita!


– A ESSÊNCIA DO TEATRO ESTÁ EM FAZER O SILÊNCIO VIBRAR.


– NOSSA! GOSTEI MUITO! Vamos falar juntos?


– Vamos…


– A ESSÊNCIA DO TEATRO ESTÁ EM FAZER O SILÊNCIO VIBRAR!


– Thank you very much… Esse foi o Luis Louis, palmas!!!


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH).


E se você ainda não entrou no grupo BallasCast que é o grupo que a gente tem no Facebook, entra lá, porque lá eu vou dar informações exclusivas, por exemplo, eu vou colocar um videozinho do Luis Louis pra você ver a mímica, pra você ver quem é ele, pra você entrar direto no site dele, pra você se divertir, nosso grupo mastersupermmoheifwenpifhwipehgphw in the world.


E sendo assim, muito obrigado pela sua presença, muito obrigado pela sua audição, muito obrigado pela sua mímica corporal, filosófica, espontânea, contemporânea…


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Bye bye!


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