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BallasCast – Episódio 73 – Palestra de Criatividade e Improviso

EPISÓDIO 73 - Palestra de Criatividade e Improviso.


Senhoras e senhores, ladies and geeentlemaaans, madames et messieurs, escorpiãos e escorpioas, está começando mais um…


BALLASCAST…


MÚÚÚSICA!


Olá, olá, olá, seja super abundantemente bem-vindo ao BallasCast. Para você que está chegando pela primeira vez, welcome! Para você que me acompanha semanalmente, welcome again! Estou muito feliz!


Em primeiro lugar, eu queria compartilhar com você que me ouve, que me acompanha, que eu sei que gosta do meu trabalho, senão não me acompanharia, eu estou muito feliz, porque estou em cartaz, aqui em São Paulo, com meu solo novo chamado “Bagagem“.


Eu estou aqui no Teatro Eva Herz, as quintas e sextas feiras, sempre quintas e sextas, as vezes sextas e quintas, mas na verdade é, quintas e sextas. Então se você está ouvindo isso em 2018,em junho, julho de 2018, eu estou aqui e estou muito feliz, porque é um solo que eu estou gostando muito de fazer. O público está adorando, ele acabou de estrear, então eu vou ficar lá mais um tempo se você está ouvindo nessa epoca, nesse tempo, venha ver aqui de São Paulo, obviamente se você é de fora de São Paulo, não adianta, tá?


Porque é longe!


Mas de verdade, de coração, eu estou gostando muito, estou muito feliz, estou muito feliz com o feedback do público, estou muito feliz com esse desafio de fazer um solo pela primeira vez, então quero convidar qualquer um que estiver ouvindo e estiver em São Paulo. Teatro Eva Herz, dentro da Livraria Cultura, dentro do Conjunto Nacional, dentro da Avenida Paulista esquina com a Augusta, no centrinho de São Paulo.


Venha! Venha! Venha!


Quem quiser comprar… ingressorapido.com.br


Então vamos ao episódio de hoje, NOW!


(Música)


 


Palestra: Improviso e Criatividade.


(Música)


Você que é ouvinte regular do BallasCast, sabe que eu faço muito trabalho corporativo, eu trabalho bastante no mundo corporativo, no mundo das empresas, dando palestras de improviso e criatividade, workshops de improviso e criatividade, sendo mestre de cerimônias e também fazendo shows de improviso. São quatro coisas que eu faço dentro das empresas, e eu comecei a trabalhar com as empresas há muitos anos, já tem quase 18, 19 anos mais ou menos.


Porque eu originalmente, eu era um dono de papelaria, né? Antes de enveredar para a área artística e largar tudo e decidir ser palhaço e tal, que você já ouviu muito bem e muitas vezes aqui…


Eu trabalhei no mundo dos negócios, então eu entendo um pouco como funciona uma empresa, eu sei as formalidades que tem dentro de uma empresa, então eu acho que eu sempre me dei bem no universo corporativo porque eu já conheço um pouco, eu trabalhei durante 10 anos em um pequeno negócio, então eu não sou um artista que é totalmente alheio à este universo, ou que não entende, ou que não conhece, ou que não sabe as regras, ou que não sabe os seus pequenos segredos.


Enfim, por isso eu sou muito convidado, e cada vez mais, graças a Deus, Zeus e todo mundo que olha por nós, e a natureza, e o universo, e eu mesmo, cada vez mais eu faço essa minha palestra de improviso e criatividade dentro das empresas, e cada vez mais as pessoas perguntam “Mas Ballas, como é que é esse negócio aí? Improviso nas empresas? Mas como assim, hein?”


Então uma coisa muito importante que eu falo, na hora da venda mesmo, né? Essa fala aparece no meio, na hora da venda, porque parece uma coisa muito importante, porque a pessoa pra comprar essa palestra, muitas vezes ela está afim, mas ela tem receio.


Primeiro porque alguém indicou a ela, mas ela nunca viu. E segundo porque as empresas grandes, que são as empresas que mais me contratam, são empresas que são mais conservadoras, que tem uma estrutura, que tem formalidades, e eles tem medo de convidar um comediante, né? Ou alguém que era apresentador e trabalha com humor, pra dentro da empresa, porque tem sempre um medo assim de “ai meu Deus, será que ele vai falar bobeira? Ai meu Deus, será que ele não vai falar um palavrão? Ai, será que ele vai brincar com o chefe? Ai, será que ele vai interagir demais?”


As pessoas tem muitos medos quando me contratam… “Ah, um improviso…”


Outro dia, me falaram assim, “mas o improviso aqui não é muito comum, porque sabe o que acontece? A gente precisa planejar e a gente planeja muito aqui dentro”, e aí na venda já da palestra, o meu produtor, o meu comercial, ele já explica que em primeiro lugar, o improviso não é fazer qualquer coisa. Não é fazer qualquer negócio, não é fazer qualquer porcaria, NÃO É GAMBIARRA!


Muito pelo contrário…


Pra gente improvisar, a gente precisa saber MUITO do assunto sobre o qual estamos improvisando… Muito, muito, muito mesmo…


Por isso que para eu fazer um improviso teatral, eu crio as cenas na hora, na frente do público, eu preciso estudar muito. Eu preciso saber muito sobre as técnicas de improviso, eu preciso estudar muito com o meu grupo, eu preciso treinar muito com o meu grupo, eu preciso escolher como é que vai ser o meu espetáculo, eu preciso escolher quais serão os jogos, eu preciso treinar os jogos, quer dizer, dá muito trabalho. Tem muito planejamento também!


Então, isso não esta inversamente proporcional ao pedido do cliente.


Segunda coisa importante é explicar que nesta palestra, eu falo sobre criatividade. Eu falo o que são os princípios criativos, a partir desta minha experiência com improviso, quais são as bases do improviso, quais são os pré requisitos que o improvisador tem pra fazer uma cena, e o que que a pessoa do mundo corporativo, seja ela um vendedor, seja ela um cara de administração, seja ela um cara do marketing, o cara do RH, qualquer pessoa, o que que eu acredito que eu posso trazer do improviso que vai ajudar ela a trabalhar melhor no dia a dia dela, a vender melhor, a efetuar uma relação com o cliente, a fazer um RH melhor, enfim, a ser uma pessoa melhor e a trabalhar melhor.


(Música)


Essa palestra, ela já tem muitos anos, e tudo começou a 15 anos atrás. E eu queria compartilhar com vocês como é que tudo começou…


Em 2001, assim que eu voltei ao Brasil, eu comecei a apresentar em pequenos cabarets, fazia um número de palhaço que eu tinha e tal, eu sempre gostei de dar aula, eu dei aula de teatro quando eu larguei tudo e decidi ser palhaço profissional, então eu percebi que professor era uma coisa que eu gostava muito de fazer, foi um dos meus sonhos de infância na verdade, eu queria dar aula de alguma coisa, eu nem sabia que eu ia fazer teatro, muito menos que eu ia dar aula de teatro. Então eu tinha esse sonho na minha cabeça, e eu dei aula alguns anos assim que voltei ao Brasil.


Daí, quando eu voltei ao Brasil, três anos depois que eu fiquei na França estudando, pesquisando, trabalhando, fui pra Nova Iorque também quatro meses, eu cheguei aqui e fui bater na porta do Galpão do Circo, que é um espaço de circo que fica na Vila Madalena, lá na rua Girassol, 323.


Conversei com Alex, que era o dono, que era um cara muito bacana, que mais tarde veio a ser meu amigo também, e falei pra ele também que eu queria dar aula de clown, aula de palhaço, porque eu estava chegando da França e queria compartilhar esse conhecimento com a galera. No mês seguinte organizamos o primeiro curso de final de semana de palhaço.


E foi muito legal, foi muito bacana, já tinha um público ok assim, razoável, já tinha um público com umas 10, 11 pessoas. E eu fiquei muito feliz, porque a turma foi muito legal, eu dei um curso que foi muito legal, eu ganhei uma graninha que era muito importante, porque naquela epoca eu estava vendo se era possível viver de palhaço, né? Que é uma coisa muito difícil aqui no Brasil, tipo MUITO DIFÍCIL E QUASE IMPOSSÍVEL.


Então para mim era uma tentativa de fazer uma coisa acontecer, e assim eu fiz!


Como foi muito legal, dois meses depois, a gente combinou mais um curso de clown, e aí naquela epoca tinham alguns cabarets que aconteciam lá, eram organizados pela própria galera da Nau de Ícaros, que era a galera que estava lá no espaço do Galpão do Circo, mas a gente do circo, alguns do teatro e tal, e eu me inscrevi pra fazer o meu número também. Por quê? Porque eu fazia meu número que era legal, e era bacana, e quando acabava eu falava sobre o curso que eu ia dar. E assim eu fiz!


Quando eu pensei nisso, eu falei, poxa as pessoas podiam levar um flyer pra casa, então eu fiz um flyer também. Tudo sozinho. Tudo mega na raça. Era 2001, mal tinha internet, e então eu pedi para um ex-aluno fazer um design básico, fiz o flyer, deixei tudo impresso, fiz meu número, no final do número eu falei do meu curso. Quando acabou eu fui para a porta do teatro ali, pra quê? Para exatamente dar um flyer para cada um que saía.


E a pessoa falava “Ah o João Grandão é você!”


“Ah é, vem no meu curso! Vem no meu curso! Vem no meu curso! Vem no meu curso! Vem no meu curso!”


E assim, já no meu segundo curso eu tive 14 alunos. Uau! Eu fiquei muito feliz, yesss! Muito feliz! Muito feliz! Muito feliz!


E assim foi acontecendo, e acontecendo, e acontecendo, cada vez mais cursos!


(Música)


Alguns poucos anos depois, eu estava dando mais um curso de clown, e tive um aluno que chamado Conrado.


Quando esse aluno fez o curso ele pirou, pirou, ele adorou, ele achou aquilo incrível. Ele era um cara que tinha muito humor, ele era muito bacana, ele tinha esse espírito, esse olhar do palhaço, então ele se identificou plenamente, e ele gostou muito.


E a gente ficava conversando, a gente acabou ficando amigos, e meses depois, ele entrou no curso regular, porque o curso normalmente era no final de semana, e depois eu comecei a fazer um curso que era uma vez por semana.


Ele entrou nesse curso e ele falou “Ballas, você já pensou em dar uma aula de clown corporativo?”


Eu falei “Como assim”?


“É! Você já pensou em dar aula de palhaço dentro da empresa?”


Eu falei “Olha! Eu já dei aula de teatro, já fiz intervenções, mas dar uma aula de palhaço dentro da empresa, eu não sei se as pessoas querem, eu não sei se vai funcionar… Eu não sei, eu fico muito em dúvida”


E ele falou “Olha, vou te dizer uma coisa, eu organizo cursos, eu organizo treinamentos, eu tenho um espaço chamado SSJ“, que mais pra frente virou Lab SSJ, depois de juntou com a Affero , que é uma grande outra empresa e virou a Affero Lab, hoje eles são uma das maiores empresas que trabalham com educação, que fazem treinamentos, organização de eventos educativos, fazem milhares de coisas, enfim…


Então eu fiquei com aquela pulga na orelha. Poxa! Será?


Ele falou “Ballas, o que você ensina aqui nesse curso, as pessoas do mundo corporativo tem que saber. Esses princípios que você fala do improviso, eles são princípios fundamentais da criatividade. As pessoas nas empresas precisam saber disso”.


Aí eu falei “Beleza! Bom, se você acha que eles precisam saber, quem sou eu para discordar de você? Vamos lá!”


E aí eu desenhei uma proposta de um curso, escrevi, tal, tal, tal, de um curso que durava quatro horas, depois virou três horas e era um curso que acontecia dentro do mundo corporativo, e ele como gostou tanto, ele oferecia em todas as propostas, em todas as propostas ele oferecia… O que eu chamei de inicialmente de workshop de clown e criatividade, e tinha também a versão palestra de clown e criatividade. Eram duas versões do mesmo tema, mas basicamente era compartilhar com a plateia os meus aprendizados a partir dessa experiência de palhaço e improvisador.


Como a vida não é só marshmallow nem brigadeiro gourmet, aconteceu que ele passou a me incluir em todas as propostas de treinamento que ele dava para as empresas, todas, todas, todas…


Todas as propostas de treinamento que ele dava para as empresas ele incluía, “não, episódio de clown e criatividade”, “não, uma palestra de palhaço”.


Só que  vida não é moleza, a vida não é bolinho de arroz, nem de bacalhau, muito menos de camarão… E a maioria das empresas negavam. Por quê? Porque era muito diferente, era uma epoca que criatividade estava longe de ser um assunto muito importante, e palhaço muito menos.


As pessoas da empresa “ai não, as pessoas vão achar que a gente está chamando elas de palhaços”, “ai não, mas isso é humor e aqui dentro não funciona”, “ah não, eu acho que as pessoas não vão entender a proposta…”


E um monte de balela que eu ouvia e ouço há muitos anos, mas ainda assim ele insistia, insistia, insistia, e algumas poucas empresas começaram a experimentar. Empresas tipo a Natura, que já tinha uma cabeça muito aberta, gostou muito. Então começou a rolar muito de eu fazer uma palestra e depois essa palestra era replicada lá dentro do departamento.


Depois uma pessoa falava “Nossa, vamos fazer!”


E fazia em outro departamento…


E assim começou a acontecer muito. Fiz no Itaú. Aí fiz numa área do Itaú, outra área, outra área, outra área…


Fiz na Rede Globo… Fiz uma área, outra área, outra área…


Fiz numa empresa de farmácia… Numa área, numa…


Então começou a replicar dentro da empresa, porque a palestra, modéstia às favas, ela ficou bem legal.


Ela é bem bacana assim, então eu comecei aos poucos a ter essa experiência de palestrante, dentro das empresas. E começou a dar certo, começou a ser legal, os feedbacks começaram a ser incríveis, as pessoas começaram a escrever coisa incríveis, e eu fui me especializando e ficando cada vez melhor nessa arte de ser um palestrante, de compartilhar um conhecimento com as pessoas, no caso o improviso e a criatividade, com aquele público que está ali na frente, no momento presente, no aqui agora, ouvindo o que você trouxa para falar pra eles ali naquela hora.


Por isso eu acabei rodando nas grandes empresas do Brasil, as empresas me chamavam por ouvir falar dentro da própria empresa, ou dentro de empresas parceiras, ou indicações de amigos… Foi um fenômeno muito interessante, muito boca a boca mesmo, e ele aconteceu bem devagarzinho, bem com essa objeção muito grande, ele foi aparecendo cada vez mais e tal.


Então mais pra frente quando eu comecei a trabalhar mais profundamente com o improviso, aí eu fui pra televisão, e aí acabei fazendo o “É tudo improviso… Vamos improvisar!”


As pessoas começaram a me conhecer como improvisador, e eu comecei a me especializar também nessa arte, porque até então eu era mais especialista em palhaço, e aí eu criei uma variação da palestra que chama-se agora Improviso e Criatividade, que trata no fundo desses mesmos assuntos que eu compartilhei aqui hoje com vocês, e que eu falo no meu podcast de maneira geral, ou então o meu workshop de improviso e criatividade que ele faz com que as pessoas vivenciem esse estado criativo, em que as pessoas experimentem a criatividade, com que as pessoas entrem em contato com o que elas querem, com o que elas são, com o que elas tem vontade, e consigam entender que somos todos criativos, somos todos espontâneos e criativos, e para exercitar nossa criatividade basta a gente começar a abrir a nossa cabeça, começar a pensar criativamente, começar a olhar para o mundo de uma maneira diferente, e a maneira que eu proponho é essa maneira que tem o olhar do SIM. Que é o olhar do palhaço e do improvisador.


Fim do episódio!


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH).


E se você ainda não faz parte do BallasCast, que é o grupo que a gente tem no Facebook, entra lá, tá muito legal.


Nesse episódio eu vou colocar um pouco do que é a palestra, pra você ver as imagens, pra você ver o que eu faço, pra você ver qual é a cara, qual é o espírito dessa palestra dentro da empresa, então venha fazer parte desse grupinho que é muito legal, manda a sua solicitação que eu aceito, just for you.


E se você trabalha numa empresa, ou você tem uma empresa, ou se você for muito rico e quiser contratar minha palestra de improviso e criatividade, você manda um e-mail para comercial@marcioballas.com.br. comercial@marcioballas(com dois l’s).com.br


Muito bem!


Thank you very much…


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See you next Monday…


Bye bye!


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