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BallasCast – Episódio 78 – Entrevista com Felipe Anghinoni (Parte 3)

EPISÓDIO 78 - ENTREVISTA COM FELIPE ANGHINONI (PARTE 3).


Senhoras e senhores, ladies and geeeentlemans, madames et messieurs, gorilas e gorilos, está começando mais um…


BALLASCAST…


MÚÚÚSICA!


Olá, olá, olá, seja chipanzemicamente bem-vindo ao BallasCast. Você que está chegando pela primeiríssima vez, ouve os primeiros episódios, porque esta é a terceira parte da entrevista, não é possível, você está pegando a terceira parte de uma entrevista que já está no meio… E se você está acompanhando a entrevista, bem-vindo de volta, sabe que está muito legal.


Hoje eu estou aqui com ele que é fundador, criador da Perestroika, que é uma escola de criatividade foda, incrível, que têm cursos muito legais, tem sede no Brasil inteiro, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, que é onde começou, Portugal, e em breve na cidade perto de você, não brincadeira…


Então recebam ele, palmas para nosso convidado de hoje, Felipe Anghinoni.


(Música)



Entrevista com Felipe Anghinoni – Terceira Parte.


(Música)


Um pequeno aviso, para você ouvinte, nesse episódio falaremos sobre drogas, então se você é criança, se você não gosta do assunto, se você tem algum problema com isso, pula para o próximo episódio e vamos a este de hoje, NOW!


– Felipe, você é um cara que trabalha na veia com criatividade, é fundador da Perestroika, faz um monte de coisas ao mesmo tempo, quais são as suas novas novidades, o que que você está armando, que que você está pensando, que que você está planejando na sua vida atual?


– Então cara, tem duas coisas que estão bem latentes aí no momento, uma é, existe um festival que acontece nos Estados Unidos há trinta e poucos anos, chamado “Burning Man“…


– Sei…


– Não sei o quanto tu conhece, já ouviu falar? Não sei o quanto a audiência conhece, já ouviu falar…


–  Eu adoro, porque o sonho da minha vida, há vinte anos atrás era ir no “Burning Man“…


– Pois é… Então eu estou indo este ano pela terceira vez, participar de lá, e esse ano eu estou indo como… Eu digo, na primeira vez eu fui como turista, a segunda vez como imigrante, e agora eu estou indo como cidadão, então eu estou lá numa coordenação de um camp, estou fazendo um trabalho, já estou trabalhando aí há alguns meses nisso, na coordenação de cem pessoas que vão participar de um acampamento, fazer essas pessoas participarem ativamente, lá na comunidade, muitas dessas pessoas nunca foram, é uma experiência realmente muito diferente, eu digo assim, que é o mais próximo para a gente ir para um outro planeta…


– Sei…


– Né? E isso é tão intenso que precisa de uma certa preparação, entendimento, do que que é mesmo, então vou estar fazendo isso, que é uma coisa que está sendo bem legal. E a segunda coisa que, de uma certa maneira até tem a ver com isso, tem um projeto muito querido que eu estou me envolvendo, a gente está em etapas intermediárias de produção, em agosto a gente lança um curso chamado “Que droga é essa?”


– Que droga é essa?


– Que droga é essa“…


– Uau! 


– Que droga é essa, Marcio Ballas?


– Que droga é essa, Felipe Anghinoni?


– E essa é uma… É o primeiro curso, de uma plataforma educacional sobre drogas que a gente está lançando via Perestroika online, que é o nosso canal de cursos digitais, né? Da Perestroika… Enfim, é uma plataforma de educação sobre drogas, que é um tema que é pauta na casa de quase todo mundo e em algum momento se falou disso, mas ninguém sabe muito sobre esse assunto, as pessoas não nos informam adequadamente, os nossos pais não tem informação, a mídia não tem educação, tem muito pouca gente que tem a informação e eu acho que é um assunto que é meio tabu. E eu acho que está na hora de alguém ter coragem para abordar esse assunto e…


– Sensacional! Muito legal vocês trazerem isso, porque eu acho que isso que é muito legal na Perestroika, né? Vocês fazem cursos, até o assunto criatividade… Quando começou a Perestroika? Que ano?


– 2007!


– 2007! Não era um assunto, né? Hoje é um assunto que as pessoas estão indo atrás, mas na época não era um assunto, quer dizer, eu sei porque eu já vendia coisa de criatividade, e as pessoas falavam “Não precisa. Não precisa”, então… E o assunto droga também, né? Vocês… Vai ser online esse curso e está acabando de processar, ele está quentinho, quentinho… Oh, informação em quentíssima para você que está ouvindo…


– Cara, super quente… Eu acho que eu falei em muitos poucos ambientes isso… Não é um segredo, não está na hora ainda de divulgação massiva, porque a gente ainda não está vendendo, o curso não está pronto. Então acho que nunca falei para uma audiência tão grande como a tua aqui sobre isso. Mas não é segredo nenhum… A gente está agora, nos próximos dois dias, hoje é segunda feira, quarta e quinta desta semana então, a gente grava o último módulo de cinco… E amanhã, terça feira, fica pronta a edição do primeiro módulo, de cinco… Então a gente está alí, está na máquina, está rodando e…


– E o que que você acha que em geral, o brasileiro médio, não sabe sobre drogas que tinha que saber… Assim, que coisas, ninguém sabe… Porque assim, tem razão, isso é muito legal, eu nunca parei para pensar “poxa, eu precisaria estudar mais sobre esse assunto, que é um assunto que”, eu tenho um filho de treze anos que daqui a pouco ele já vai chegar, se ele não chegou ainda e eu não estou sabendo, na minha casa, né? Mas assim, que assunto, que coisas que as pessoas precisariam saber que ninguém sabe?


– Puta cara, que coisa, né?


– Ou assim, que senão… Nem estou falando assim de grande descobertas, mas assim, que temas que as pessoas não falam, ou que coisas que a gente menospreza, ou a questão do alcool…


– Sim, eu acho que assim, para gente começar, o entendimento de que, o que que é a droga, qual é a definição de drogas… Eu não sei dizer agora de cor, mas na definição literal, descritiva, técnica, oficial de drogas… Café e açúcar são drogas… Então quando a gente toma café com açúcar a gente está misturando drogas…


– Está tudo drogando dobrado!


– E aí café a gente não dá para criança, mas açúcar a gente não dá para criança?


– Orra, se dá!


– Orra se dá, né? E açúcar é uma droga que tem um efeito físico na criança, né? Não tem um efeito psicoativo, talvez até tenha algum, mas…


– Sim..


– Não tem o efeito psicoativo, mas tem o efeito físico…


– Sim!


– Esse efeito, é um efeito de uma droga, e aí a gente fala “olha, não pode dar alcool para criança”, e é óbvio que não pode dar alcool para criança, e açúcar, pode dar? E a aspirina, e o chimarrão que a gente toma aqui em Porto Alegre, né? Então acho que tem um entendimento que a farmácia vende remédios que fazem bem e a drogaria vende os que fazem mal, né?


– Sim!


– Então, né? Droga, o único lugar do planeta onde “droga”, o substantivo “droga”, quer dizer a “droga”, é sinônimo de um adjetivo, que significa coisa ruim, “isso é uma droga”, é no Brasil


– Ah, é? Em outros lugares não é assim?


– É. Na verdade droga vem de um termo holandês, que é drog vat


– Drog vat


– Drog vat… Duas palavras separadas, que significava a caixa onde a companhia das Índias Ocidentais lá dos holandeses, todo mundo deve se lembrar lá do colégio, transportava drogas, que eram o que? Temperos, pimenta, sal…


– Especiarias…


– Especiarias eram transportadas nesse drog vati… Que foi na “drogue“, em francês, “drug” em inglês, e virou droga, em português… Só que aqui, no português de Brasil, a gente associa, droga é uma coisa ruim, né?


– Sim!


– Então droga é uma coisa, a gente vai lá toma uma aspirina e está tomando droga. Coisas que as pessoas não sabem é, eu acho que é assim, uma das formas mais efetivas para tratar dependência química, é feita com algumas drogas psicoativas…


– Ah, é? Por exemplo, tipo o quê?


– Tipo o LSD. Por exemplo a DMT… Por exemplo, o MDMA, que nas festas e nas baladas ganhou o apelido de ecstasy…


– Sim!


– Muitos tratamentos estão sendo feitos, conduzindo uma pesquisa no Brasil, isso já foi feito no exterior, com tratamento de pessoas que tem estresse, síndrome do estresse pós traumático, então a pessoa que foi assaltada, que foi estuprada, e tem um trauma e tem um estresse pós trauma, não é um estresse esse…


– Sim, é estresse violento…


– É estresse violento… Então fazendo pesquisas com uso de MD, é assim, um índice de recuperação muito, muito grande acima do campo psiquiátrico.


(Música)


– Tem um grande pesquisador nessa área, chamado Stanislav Grof, que diz… A frase não é assim, exatamente como eu vou falar, mas que… As drogas psicodélicas podem ser para o tratamento psiquiátrico a mesma coisa que o telescópio foi para a Astronomia e o microscópio para a Biologia.


– Uau! Ousado, hein? Incrível…


– Ousado, corajoso, mas fundamentado… Fundamentado… Só que o lance, o que que acontece? Quando fala assim “Olha gente, tem que falar sobre drogas. A gente tem que falar que o MD, que é uma droga ilegal, proibida, é proibido se produzir e até ano passado era proibido pesquisar, se gera, “então esta dizendo que eu vou dar ecstasy para as crianças e que vai liberar ecstasy”… Não cara, óbvio que não! Mas espera aí, a gente tem que poder conversar sobre o assunto… O uso de maconha medicinal tem assim, sei lá, centenas e centenas de aplicações possíveis… Mas “Ah não, não vamos falar disso porque isso aí é ser maconheiro que quer legalizar as drogas”, não, espera aí, a gente vai ignorar que tem toda essa onda de aplicação, e mais… Aplicação que é a mais beneficiosa e menos maleficiosa do que várias outras coisas que a gente tem hoje em dia, como remédios que a gente compra na farmácia, como sei lá, esses antidepressivos, eu não quero dizer o nome de nenhuma marca, porque daqui a pouco até eu vou falar uma besteira aqui, vou dar um exemplo que não convêm…


– Sim…


– Mas cara, pesquisa feita… Qual é a droga que mais causa dano a sociedade, mais, disparada no mundo? Alcool! 


– Ah, é?


– Não é a que mais faz mal para o indivíduo. Aí vem a heroína, crack e metanfetamina, mas para a sociedade é o alcool.


– Número 1, mesmo?


– Numero 1. numero 1 assim…


– Uau…


– Ordem de dez vezes ou mias perigosa, as vezes cem vezes mais perigosa do que por exemplo uma maconha ou um LSD. Que as pessoas acham que o LSD é uma negócio terrível que a pessoa vai e nunca mais vai voltar. Não, não, não… O LSD, a pesquisa que é feita, aponta como sendo muito seguro, e muito seguro não significa “saia fazendo”, porque comer chocolate é muito segura, mas se um diabético come tem problemas, então não significa isso, mas a cervejinha que quase todo mundo tem em casa, a bebidinha que a pessoa tem lá… Ah não, droga não, mas ela tem ali na geladeira dela a droga que mais faz mal no mundo para a sociedade, está ali na cozinha dela, então esse terror ou esse alvoroço, essa histeria que se cria muitas vezes quando quer se trazer o assunto à tona, é base não só na falta de informação, mas pior… Na desinformação, que é a informação errada. Então, eu digo assim, droga é um assunto de saúde pública, droga é um assunto de segurança pública, mas está na hora de droga ser um assunto de educação pública…


– Sei, isso é muito legal. Isso é muito legal, porque? Porque quem tem filhos, tem que falar, tem que saber, tem que conversar, tem que entender… E quem não tem que ter essa, tem que ter pelo menos essa abertura, essa possibilidade de entrar no assunto e de ser um assunto falado que é um mega tabu, né? 


– Mega tabu…


– As pessoas não conversam sobre isso, né? E está mega na hora porque, agora você falou de maconha também, como é que nesse curso, porque, né? A maconha é uma grande questão hoje em dia, que está entrando na pauta e está sendo cada vez mais aceita, que que é que essa galera que estuda profundamente, então assim, ultimamente está falando de legal ou ilegal, de bacana ou não bacana?


– Cara assim, em termos de legislação para mim, a gente está no passo de isso acontecer, a gente está vendo os dominós caírem cada vez mais rápido, Uruguai, Portugal, a Holanda já há muito tempo, em alguns outros países, nos Estados Unidos, onde ela foi uso medicinal, acontece quase em todos os estados, já é legal em alguns estados, inclusive a Califórnia, que acaba sendo um exemplo para o mundo todo. E agora no Canadá que está prestes a passar a passar um dos primeiros países do G7 a aprovar a legalização da maconha, né? A regularização da maconha… Então essas coisas vão fazendo… O Brasil também está acontecendo uma discussão, e assim, eu acho que nós estamos a passo de acontecer… Te falar das descobertas científicas eu não quero me atrever, porque é muito profundo isso…


– Tá…


– Então o segundo cursos que a gente vai lançar é justamente ciência canábica, que é justamente o que a ciência tem a nos dizer, mas sei que, já tem muito remédio de canabidiol, que é um dos princípios ativos da maconha que não é o THC, sendo produzidos… Já tem várias pessoas, inclusive comunidades lá no Nordeste, no Norte eu acho, que tem permissão do governo para plantar e para extrair o CBD, e acho que até para consumir a flor mesmo, fumada, e cara, os relatos de melhorias na vida de pessoas que tem convulsões, pessoas que tem coisas que sei lá, genericamente a gente pode falar epilepsia, e que fala cara, eu tinha crianças, tem uma história famosíssima, infelizmente eu não me lembro do nome para poder referenciar aqui, de uma mãe que conseguiu um autorização para a filha dela usar, e aí assim, as vezes a criança tinha centenas e centenas de convulsões por dia e após passar um dia depois, não tem mais, ou tem uma ou tem duas, reduz drasticamente, né? Então cara, isso aí é só a ponta do iceberg assim, porque a aplicação desses princípios ativos é realmente assim, centenas de doenças e mal estares que podem ser tratados com o uso de cannabis


– Uau…


Muito bem, drogas assunto para ser pensado, para ser falado, para ser polemizado, se você quiser saber mais entra lá na Perestroika online, sendo assim chegamos ao final de mais um episódio, NOW!!!


(Música)



Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH) mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH)…


E se você ainda não entrou no BallasCast, que é aquele grupo que a gente tem no Facebook, entra lá. Eu vou colocar alguns links legais, vou colocar algumas coisas que não dá para colocar no podcast, promoções para ver meu espetáculo, promoções para o curso….


 


E sendo assim, vamos ao nosso momento merchand


Ballas, eu gosto muito desse assunto criatividade, que você e o Felipe vem falando, eu queria muito levar você para a minha corporação, na verdade é uma ONG, então como é que eu faço para ter a sua presença e ouvir as suas palavras e suas palestras?”


É fááácil… Você pode contratar um workshop de improviso e criatividade, ou então uma palestra de improviso e criatividade, é só você entrar no meu site, marcioballas (com dois l’s) .com.br…


 


É isso aí…


Thank you very much…


Mçkdsnpsrnip]s


Fwçeknkrsngor


Sknv´srngórs


Sçknósrjngosjr[jgs


See you next Monday…


Bye bye


0708

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