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BallasCast – Episódio 94 – Bruno Motta (Comédia – Parte 3)

EPISÓDIO 94 - BRUNO MOTTA (COMÉDIA - PARTE 3.


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeentlemans, madames et messieurs, especialistas e especialistos, está começando mais um…


BALLASCAAAST!


MÚÚÚSICAAA!!!


Olá, olá, olá, seja alucinadamente bem-vindo ao podcast do Marcio Ballas, no caso eu, esse podcast onde eu falo sobre improviso, falo sobre palhaço, sobre palestras, sobre apresentações, sobre comédia, sobre várias coisa que giram em torno desse universo, então se você nunca ouviu, você está no lugar errado, porque você tem começar a entrevista do episódio número um. E se você está acompanhando, a gente vai agora para a parte final, dele que é humorista, comediante, apresentador, um monte de coisas, faz o “Diário Semanal”, que é um podcast e também um programa na internet, no YouTube, você procura lá “Diário Semanal”. Recebam hoje, de novo, Bruno Motta


 


ENTREVISTA COM BRUNO MOTTA SOBRE COMÉDIA – PARTE FINAL.


(Música)


– Vamos ao momento “Complete a resposta”, eu vou fazer perguntas cutinhas…


– Ok!


– O início da frase, e você continua, tá bom? Comédia para mim é?


– Comédia para mim é RIR!


– Timing é?


– TUDO!


– Eu odeio…


– CHATICES. Gente chata, comédia chata, sabe? Não gosto…


– Meus amigos me descreveriam como…


– Acho que MUITO ATIVO ASSIM, né? Como é essa palavra?


– HIPERATIVO, não?


– É… Um pouco!


– Tá!


– Acho que eles sabem que eles podem contar comigo também!


– Quando eu ando na rua eu olha para…


– Tudo!


– Tudo…


– Tudo… Tudo… Tudo… Me lembra uma música dos anos 70, “Beat Acelerado”, né? Minha mãe me falou que eu preciso casar, pois eu já virei mocinha, eu procurei alguém que... Pô, esqueci a parte que eu queria lembrar, mas assim… Andando nas ruas fico só caminhando e olhando para toda a gente…


– Quando ando na rua fico só caminhando e olhando para toda gente… 


– É isso!


– O que me afeta na vida?


– Que interessante, eu me deixo afetar pouco, sabia? Negatividade.


– Negatividade!?


– É! É… Mas me afeta no sentido, eu nem me deixo afetar, mas eu me afasto, eu sigo muito energia, então assim, tem uma densidade, tem uma negatividade, eu já estou andando para um outro lado.


– Três coisas que eu amo…


– Três coisas que eu amo… Eu amo aprender, eu amo me divertir e eu amo novidade!


– Queria falar sobre referências, eu sei que você vê muita coisa, lê muita coisa, eu queria que você falasse claro, depois no grupo BallasCast a gente pode dar mais coisas, mas assim, referências gringas de clássicos, eu queria que você falasse algumas nomes…


– De comédia?


– É assim…


– Nossa, eu tenho tantos…


– Eu sei que você tem muitos, e eu ainda estou falando para público geral que vai atrás, porque os comediantes só, devem saber a maioria, mas assim, do tipo assim, George Carlin, me fala uns três, quatro dos clássicos…


– De stand up?


– Isso…


– Comediantes de stand up?


– Comediantes de stand up!


– A minha tríade ela é, Ellen, Seinfeld, Chris Rock…


– Ellen DeGeneres, Chris Rock


– …e Jerry Seinfield!


– Jerry Seinfield!


– Todos eles são muitos diferentes entre si, mas eles são muito parecidos com relação ao que eu gosto de fazer, todos eles têm elementos que eu busco…


– Legal!


– Tem alguns outros que eu adiciono, não é o que eu faço…


– Sim…


– Mas é Carlin e Cosby… 


– George Carlin e Bill Cosby?


– É, o Bill Cosby é um nome proibido, a gente sabe que hoje em dia a gente não pode nem falar…


– Por causa do assédio, da história dele…


– Mas esqueçam o que eu disse, nem falei esse nome…


– Ninguém falou, aqui não existe! Ninguém falou nada…


– Ninguém falou para vocês que eram para vocês assistirem tudo o que o Bill Cosby fez…


– Mês ele é genial…


– Mas esse cara estava certo e devia ser visto.


– Legal!


– E fora da comédia stand up, eu acho que tem que ver os filmes do Billy Wilder


– Billy Wilder


– Para quem é comediante as comédias, mas esse cara aí tem um talento incrível, em todos os filmes dele são boas histórias, histórias bem contadas, é “Da Arte de Aprender a Contar Histórias”…


– Legal…


– Eu acho que a gente tem que ver os clássicos do Mel Brooks, principalmente aqueles que são os mais vistos porque eles são incrivelmente bons…


– Legal… Mel Brooks, sensacional!


– Mel Brooks, Banzé no Oeste


– Sei…


– O Jovem Frankenstein, Sou Não Sou, todos esses… Eu acho que os filmes do Monty Python


– Monty Python


– Eu acho que a série é mais para quem gosta de comédia porque tem muita coisa ali, mas os filmes são incríveis, são muito potentes.


– Legal! Monty Python é obrigatório, ótimo!


– Monty Python é obrigatório! E eu sou muito filho enquanto plateia, além do Monty Python e dos desenhos da Disney e do Mel Brooks, dessas comédias que não, simplesmente não deixavam nada para trás, que é a partir dos irmãos, né? A partir de Airplane: Aperte os Cintos, o Piloto Sumiu, primeiro Top Secret: Superconfidencial, depois Top Gang, e daí pra frente, né? Esses mais recentes, Todo Mundo em Pânico, acho que isso para mim era, eu ia, era um dia que eu ia ao cinema muito feliz!


– Tem para uma vida já! Quero de livros, assim… Esses livros de introdução a comédia… Tipo…


– Ah, a gente falou… Truth In Comedy, né?


– Truth in Comedy!


– É, tem o…


– Que é do Del Close


– É! Judy Carter, tem que ser lida.


– Judy Carter, também né? É meio que uma bíblia para quem quer fazer stand up, ou para quem quer conhecer comédia, e um terceiro e ultimo?


– Step by Step, do Gene Perret… Esse é muuuito legal…


– Step By Step do Gene?


– Gene… G-E-N-E Perret. Ele é muito legal esse livro para quem quer fazer comédia, principalmente par quem quer comediante stand up, mas eu adiciono outro que não é da natureza da comédia stand up, mas é um livro que é uma bíblia também, de consulta, para nós que somos da arte de contar histórias, stad upers, ou improvisadores, ou dramaturgos, ou roteiristas (as vezes palestrastes)… Que é o Story do Mckee!


– Story do Robert Mckee, que fala de roteiro mesmo, né?


– Fala… Eu acho que ele fala de roteiro para cinema, mas ele fala de história, logo no começo ele fala isso, ele fala de como, o que que é contar uma história, então é muito interessante você ter a mente aberta e abstrair o que está ali.


– Me fala de nacionais das antigas, quem que você gosta assim, dos clássicos?


– Ah, eu sou José Vasconcelos, né?


– José Vasconcelos é incrível!


– Me fez rir muuuito, muito, muito, e dá para ver coisas dele no YouTube, né? Então é muito legal o , eu adorava o Jorge Dória quando eu era criança, mas não tem muita referência dele, né? Adorava ver o Jorge, o Jô e o Chico.


– E de stand upers da turma, da sua turma assim, quem que você assim “Puxa”, até hoje você ainda gosta ou…


– Murilo Couto é um cara muito engraçado!


– Murilo Couto é engraçado!


– É… Muito! Ele realmente é muito engraçado!


– Ele é muito engraçado, concordo!


– Ele é transgressor, ele é ele mesmo e ele é muito engraçado…


– Sei…


– Então eu sempre fazia, um da atualidade e…


– É, eu ia perguntar, essa turminha nova assim, tem alguém que você fale “Poxa, que cara legal. Esse cara não conhece muita gente”…


– É que tem gente que eu admiro, mas não me faz rir…


– Sei…


– Mas eu falo “Que engraçado”.


– Tipo quem? Que você falaria para o cara que está ouvindo assim…


– Ah não…


– Não? Por quê? Muita gente?


– Não porque algumas das pessoas vão ficar ofendidas pelo fato de admirá-las, mas de eu não rir delas…


– Ah tá…


– Porque tudo que nós queremos é que riam da gente, né?


– Não… Mas eu discordo de você! É uma coisa que comediante tem um problema, tanto que eu já fiz a “Risadaria“, abertura do “Risadaria“, e a piada que eu mais, e eu nem faço piada, é assim “Quem já foi bem atendido no Franz Café?” acho que foi a piada que mais riram, porque de resto os comediantes, eles têm um outro funcionamento, né? Eu quando vou a um show de comédia, fui ver o Tiago Ventura, gostei muito do show dele, muito mesmo, porque eu acho que ele conseguiu além de fazer piada, falar de coisas, eu acho que o stand up tem que caminhar também para falar de opiniões e ideias e eu achei que ele acertou. Mas assim, boa parte do show, as pessoas riam, nós comediantes, a gente avança, a gente já sabe qual vai ser a piada, a gente já sabe onde vai chegar…


– A gente reconhece uma boa piada, que piada excelente…


– Isso… Tem esse também… E eu fui com um amigo e ele falou assim “Pô, você não está rindo não?”


– “Eu estou adorando”


– Isso… É! Então tem um jeito diferente da gente assistir, né?


– Vou manter o Murilo Couto


– Tá, legal…


– Posso adicionar o Cláudio Torres Gonzaga


– Ah, ótimo…


– Ele realmente me diverte muito, tem muitos materiais, eu gosto de ver ele de novo!


– Ótimo!


– Vou adicionar outra coisa, embora não seja stand up, mas assim, apresentei os Barbixas quase fixo durante quase três anos…


– Sim…


– Durante quatro vezes por semana, eu estava lá, as vezes duas ou três vezes no mesmo dia, e eu adorava ver as cenas, me divertia muito.


– Sim…


– Principalmente os “Cenas Improváveis”, mas todas as cenas são muitos divertidas…


– Sim…


– É, muito legal ver improviso, para mim… Eu gosto muito desses meninos, parece que, né? A gente…


– Dos meninos…


– Porque eles são um trio muito interessante assim, até energeticamente, falando um pouco disso, eles se completam muito… É muito divertido!


– Sim, cada um de um estilo, né?


– É divertido ver eles em ação!


– É, a gente trabalhou nessa epoca juntos com eles e realmente é…


– Parece muito fácil, alguns outros mcs falavam assim “Ah, como é que é? É fácil?” “Não, é difícil. Porque a gente está se divertindo, mas tem um monte de trabalho para fazer”. Qual é o próximo jogo, onde que segue, onde que não segue, a palavra que você vai usar, quem você vai chamar, quem você não vai chamar, qual o tema, e será que já deu o tempo? E você está lá assim… E você esquece…


– Total! Total! A gente tem que… Para você que, né? Pode buscar depois na internet, o Bruno como eu, nós fomos mestre de cerimônias, muito tempo, do Improvável, que é dos Barbixas, das antigas assim, dos primórdios mesmo. E essa função do mestre de cerimônias, é muito legal o que você está falando, porque ela é uma função que as vezes ela passa batida, que assim, você tem que apresentar o jogo e encerrar o jogo no final, só que, né? Tem uma destreza, eu vi você fazendo muitas vezes, eu joguei junto com você, né? Eu já assisti e treinei os Barbixas anos, que tem essa destreza que é assim, não é qualquer um que faz, porquê? Porque que você tem que encerrar o jogo na hora certa, você tem que tocar a campainha na hora certa, você tem que estar no momento exato, você tem que entender que a piada foi dar lá, as vezes você tem que esperar um segundo para o público rir, aí você terminar…


– Além dos jogos que a gente trabalha durante, né? A gente tem a mestragem mesmo, mandar, girar, é rodar o jogo, pedir a palavra, trocar a luz, chamar alguma coisa…


– Chamar o “Troca”… O clássico “Troca”, né? Que é um jogo…


– É! Ou se preparar para o próximo, porque o próximo é o jogo que requer preparação, então assim, é muito divertido…


– TROCA!


– É uma experiência louca!


– TROCA!


– Eu não sei mais como viver sem isso!


– É o jogo do troca dentro da entrevista! EEEEEEEEHHHHHHH! Bruno Motta, para a gente encerrar, a ultima coisa, a ultima pergunta, é um assunto que me encasqueta, outro dia eu até brinquei aqui na Casa do Humor…


– O que que te encasqueta?


– O que me encasqueta? Que eu brinquei outro dia, que eu fui assistir um espetáculo e a gente estava falando, e eu falei assim “Poxa, eu vou abrir um workshop de timing, um workshop de timing“, é meio quase impossível, era uma piada. Tem um outro que eu brinco que é o workshop de carisma, acho que esse também é impossível! Mas assim…


– Eu acho que o workshop de carisma pode trabalhar, as vezes o que está impedido as pessoas de enxergar em você…


– Sim, os dois eram piadas, mas o carisma eu não quero me atrever aqui, com você eu queria só que você me falasse assim, primeiro como é que você conta, alguém falar assim “Como é que é esse negócio de timing?” Como é que você explica timing?


– Timing eu acho que pode ter um workshop, porque eu acho que timing você consegue exercitar, é uma ferramenta, é o que a gente estava falando, faz parte da repetição!


– Vou dar um passo para trás, o cara assim “Timing? O que que é timing? É horário? As pessoas falam timing as vezes”, as pessoas não sabem… “O que que é timing, Bruno?”


– É saber a hora certa de dar o próximo passo.


– Timing é saber a hora certa de dar o próximo passo! Boa!


– É, se você dirige, você sabe do que a gente está falando! Você tem um monte de coisas para poder fazer, e no começo você fala “Como é que eu vou acelerar, apertar a embreagem, marcha… Marcha? Onde é que eu dou a marcha? E precisa disso?” E de repente quando você está dirigindo, que está no fluxo do trânsito, cada hora é hora de uma coisa e se você não faz na hora certa o carro… O timing é isso, é saber que já é a hora certa de eu dar a próxima informação. Essa risada quer dizer que já entenderam eu já posso pular para a outra, não riram ainda, quer dizer que ainda espera um instantinho pra entender, e agora eu já consigo adicionar a próxima, mas se eu perder esse timing a próxima não vai ter graça, porque passou tempo demais, esse dá para exercitar!


– Legal, que é uma coisa que é sutil, né? Porque as vezes é um respiro, as vezes é um tempo, as vezes…


– As vezes é meio segundo!


– Meio segundo! As vezes é impressionante, né? Mas é assim…


– No meu espetáculo eu aprendi isso numa piada, ela precisava de meio segundo.


– Lembra qual é?


– Lembro!


– Fala pra gente…


– Vai ter menos graça agora…


– Sim, claro… É mais para exercício, a gente avisou que não vai ser engraçado!


– Exatamente!


– Eu estou apresentando as civilizações e eu estou apresentando suas teimosias e a teimosia do chinês nesse espetáculo, é o trabalho. O chinês trabalha muito, ele é viciado em trabalhar, então as vezes a gente está cansado, a gente já trabalhou 24 horas, a gente virou uma noite, não consegue fazer mais nada, sua vista embaralha, você fala “Eu preciso dormir, não sei o que eu estou fazendo”, nessa hora o chinês trabalha mais 5 dias, enquanto você vai ver o que ele fez para você… É um homem aranha só que é verde e está escrito incrível Robocop.


– Sei… Sei!


– E eu falava essa frase de uma vez só. “É o homem aranha, só que é verde e está escrito Incrível Robocop“, não tinha uma risada, e eu descobri que precisava de meio segundo entre o homem aranha, talvez as pessoas imaginassem homem aranha, e eu falasse verde, e está escrito incrível Robocop, meio segundo…


– Olha! Isso é muito legal, isso que eu chamo de respiro, né? Você fala, qual é a primeira parte dele? É o homem aranha… Aí eu visualizo, depois…


– Eu acho que eu não posso dar dois segundos, porque aí é demais…


– Isso!


– Porque a pessoa não pode ver o homem aranha, ela tem que começar a ver o homem aranha… Aí imagina que isso é verde e está escrito incrível Robocop. “Não é.. Não é… Ai que louco!”


– Sei, sei… Sensacional, exatamente, as vezes nem é demais, nem é de menos, nem um segundo a mais…


– Isso é o timing é dirigir…


– É dirigir! TIMING É DIRIGIR! Então o cara que quer fazer comédia, ele precisa entrar em uma auto escola.


– Entrar na auto escola, exatamente! Auto escola é comédia!


– Bruno Motta, uma música que você gosta? Cantarola uma música que você gosta…


–  Eu adoro rap do Pharell Williams, porque eu acho que mais que uma música, ela é até um…


– Hino?


– Não, ela é um estado de espírito, né?


Because I’m happy


Clap along if you know what happiness is to you


Because I’m happy


Clap along if you feel like that’s what you wanna do.


– Senhoras e senhores, uma salva de palmas para ele… Bruno Motta!


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAAHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH) e se você ainda não se inscreveu para o curso que vai ter na Casa do Humor, aqui de improviso, para iniciantes… Ai, ai, ai, ai, ai… E se você não for aqui de São Paulo, não tem problema, você pode se inscrever no BallasCast, é um grupo no Facebook, onde tem mais informações do podcast, mais notícias, mais coisas exclusivas, o que você quiser escrever pode também, que eu respondo por lá.


Sendo assim…


Thank you very much


Jfkld,smfdnrjeiowldf]jfiopd[


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Vfnjekdl,cvmngfjrfkdnj]


Vfmn vc.ldkfjgnç~x;


Bye bye!


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