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BallasCast – Episódio 96 – Claudio Carneiro (Cirque du Soleil)

EPISÓDIO 96 - CLAUDIO CARNEIRO (CIRQUE DU SOLEIL).


Senhoras e senhores, ladies and geeeeeentlemans, madames et messieurs, circenses e circensas, está começando mais um…


BALLASCAAST!


MÚÚÚSICAAA!!!


Olá, olá, olá, seja astronomicamente bem vindo ao BallasCast, para você que vem toda semana, welcome again, para você eu está aqui pela primeira vez, welcome for the first tome again.


Hoje temos aqui, um entrevistado ilustre, ele é palhaço do Cirque Du Soleil, ele é um dos maiores palhaços do mundo, ele é meu amigo há 20 anos e é um cara FODA.


Então recebam com uma salva de palmas, CLÁUDIO CARNEIRO!!! (EEEEEEEEEHHHHHHH)


(Música)


– Cláudio Carneiro no Brasil!


– Márcio Ballas!


– Ai cara…


– Da Vila Madalena!


– Da Vila Madalena, você é um evento no Brasil! Sempre que o Cláudio vem, que ele mora fora, ele tem pouco tempo. Eu agarrei ele para fazer uma entrevista especial, principalmente para você que está assistindo a gente. Claudião, atualmente você mora onde exatamente?


– Atualmente eu estou morando no México, em Cancun, trabalhando no novo show do Cirque Du Soleil, Joya.


– Como chama?


– JOYA!


– Joya! É aquele que eu assisti?


– É aquele que você assistiu!


– Legal!


– A gente pode falar detalhes do que aconteceu depois…


– Não, não! Melhor não!


– Mas não…


– Escuta, que eu queria já começar falando de Cirque Du Soleil, que é um assunto que é muito legal e que as pessoas pouco conhecem, mas como é que entra no Cirque Du Soleil, como é que você começou no Cirque Du Soleil?


– Eu comecei em 99, eles têm uma equipe de cast, normalmente três pessoas que vão mundo inteiro procurando. Eles chegaram aqui, eu me apresentava em barzinhos com o Fernando Vieira, eles viram meu show, e também tive ajuda do Rodrigo Matheus e da Érica, do Circo Zanni. Me indicaram e me chamaram para uma audição, gostaram de mim, me chamaram para uma audição e eu passei o dia com eles. Logo no começo eles falaram “A gente gosta dos seus números, gostou de você!”


– A audição era você mostrar seus números, ou eles tinham coisas que eles pediram?


– Os dois! Você mostra alguns dos seus números, o que você quiser, e eles também propõem vários… É bem divertido, é como se fosse um grande workshop de palhaços, de clowns


– Legal!


– Muita gente, vem gente do Brasil inteiro, foi em 99… E já disseram “Sim! Nós queremos trabalhar com você”, só que demoraram muito para chamar. Quase chamara depois de três meses para o Alegria, que estava no Japão, “Não vai precisar”, e eu já desencanei, fui embora… Desencanei e fui morar em Paris!


– Legal… E aí, você estava lá em Paris, e como surgiu o convite? Como os cara te avisaram?


– Aí eu estava em Paris, eu fui porque eu estava apaixonada por uma menina que eu conheci na Augusta


– Na Augusta?


– É, na rua Augusta!


– Tá!


– No Piolin, com o Vadim, com o Gustavo Machado, fomos tomar um conhaque, eu achei essa menina linda, arrogante, mas linda! Nos apaixonamos, e ela veio me visitar duas vezes, depois ela falou “Vem morar em Paris, larga tudo aí. Vem pra cá, abandona tudo aí! A gente casa, assina os papéis, trabalha aqui!”


– Nossa!


– E eu estava querendo sair do Brasil, desde… A gente que gosta de palhaço, a gente quer ir para Paris, para Londres, Goullier, Lecoq… E aí eu fui, falei com o Wellington Nogueira, pedi uma licença, fechei todos os meus trabalhos, meu pai segurou o meu carro, um Gol velho, e fui, acho que em 27 de dezembro, acho que alguma coisa, frio pra caralho lá!


– Sem grana? Você não tinha grana na epoca?


– Eu tinha pouca! Era na transição de franco e euro…


– Sei…


– Então eu não sabia se tinha 500 francos ou 500 euros…


– Sei…


– E eu cheguei assim, não tinha tanta grana. Não, não tinha grana!  Tinha pouca, eu não sabia quanto tempo ia durar… Mas aquela fé do jovem, eu tinha 26, 27 e eu cheguei no aeroporto e puta “Eu vou ver a mulher da minha vida, vai ser super romântico, a mulher é a mais das mais lindas do mundo”. E aí eu cheguei e ela não estava, achei que ela ia estar na porta e vinha trazer flores, ou um vinho… E ela não estava ali! Eu falei “Porra, Paris, sexta feira, deve estar uma loucura, um puta trânsito”, esperei meia hora e “Tadinha, ela deve estar num puta trânsito”, uma hora “Coitada, ela está sofrendo muito”, duas horas falei “Caralho, o trânsito daqui é uma merda, hein?”


– Duas horas?


– “Puta que pariu”, e aí do meu lado estava aquele cara do filme do Tom Hanks, que eu falei, um cara que mora no aeroporto, que ele foi abandonado ali, ele vive ali, olhava para ele, eu puta triste e eu falei “Vou aqui 20 anos no aeroporto morando…”


– Mas calma! Ela chegou depois de quanto tempo?


– DEPOIS DE 2 ANOS ELA CHEGOU!


– HAHAHAHA!


– Depois que eu saí para o Cirque Du Soleil, que eu voltei de férias lá em Paris, ela soube… Ela sumiu…


– Calma… Calma… Ela não foi te buscar?


– Ela não foi! O grande amor da minha vida assim, uma grande paixão.


– E ela não foi te buscar?


– Não foi! E eu fiquei naquele inferno ali, sem merda nenhuma, não tinha internet, não tinha smartphone, tinha um celular desse tamanho, que eu comprei do Fernando Vieira, que não funcionava. Tinha um orelhão e um número, da Marina Quinan, que estava morando há um ano com Emílio Terron


– Legal!


– E, liguei para eles e fui para a cada deles.


– Ligou pra eles e foi pra casa deles, e aó ficou lá…


– Fiquei deprimido duas semanas…


– E o que que você fazia lá para se virar?


– Eu trabalhava na rua!


– Show na rua?


– Show na rua, é!


– É uma…


– O Emílio que lembra mais dessas histórias, mas em  metrô fazia umas merdas também…


– E aí quando que o Soleil te achou lá?


– 4 meses depois , por email, eles me mandaram um email, só tinha email de vez em quando, assim… Pediram um número, e eu estava saindo com essa outra menina, nem estava apaixonado, nem estava ficando ainda…


– A nova menina que você conheceu?


– É! A Alisson é uma pessoa incrível, minha amiga até hoje…


– Alisson, a de cabelinho, moreninha de cabelinho… Não?


– Não é essa, é a outra! E aí super apaixonado, ela morava na rua do Mouffetard, e a gente era apaixonado, mas não tinha nem beijado, a gente era amigo. E aí no dia que a gente comprou um vinho e foi pra casa dela… Sabe aquela paixão? “Ah, é hoje! Hoje eu vou falar, hoje vai ser o beijo”, aquele lugar… A gente morava do lado do apartamento do Paul Verlaine, era uma loucura, o lugar mais romântico, Paris! Super feliz! E eu comecei devagarzinho, chegava para dar o primeiro beijo, tudo muito perfeito, chegando, quando estava muito perto tocou o telefone dela, ela levou um susto e… “Allo? Oui! Bonjour! Oui! Ça va! Oui, D’acord… Cirque Du Soleil…”


– CARALHO! Aí eu peguei o telefone… “Oh hey! Yah, yeeah!” eles me perguntaram “Quer vir trabalhar aqui? A gente está numa urgência, tem um mês para estrear o Varekai…”


– Um mês?


– Um mês… “A gente estava trabalhando com um outro palhaço, que não deu certo, que o cara ficou louco, chapou, tomou…” Enfim, pra não falar merda, você é um homem que é puro e virgem, né? E aí, eu assim do lado dessa menina que eu estava completamente apaixonado, feliz, ganhando dinheiro na rua, ganhava bem na rua.


– Ganhava bem na rua?


– Ganhava bem… Bem… BEM! Era um pouco antes da grande crise e tal, mas enfim, e eles me perguntaram “Você pode vir amanha?” E era uma grande decisão!


– Amanhã?


– É! “Você pode voar amanhã? Amanhã… Emergência! A gente precisa que você crie os números para estarem prontos daqui a um mês!”


– NOSSA!


– E a pressão nas ultimas semanas de estreia, porque eles estavam querendo já há 8 meses o show…


– Quer dizer, você estava chegando no final…


– Chegando no final… E “Você pode vir amanhã?” E eu com lá com aquela mulher, “Caralho mano, eu estou feliz aqui, mas também esse é o grande sonho da minha vida”, e eu “Claro, sim!”, “Eu fui chamado para o Cirque Du Soleil” e ela “Uau”, uma coisa foi forte, e aí… A gente deu aquele puta beijo…


– Você usou como uma desculpa para pegar… Mas e aí, quanto tempo depois você foi para Montreal, foi?


– No dia seguinte, eu lembro que sei lá, deu algum erro, eu perdi o avião, eu não me perdi, foi um erro da companhia aérea, tanto é que a companhia aérea me deu uma puta grana para passar mais um dia em Paris, aí eu voltei “Pô, a gente pode comer um crepe”, enfim, passamos uma lua de mel incrível, por causa do erro da companhia érea, dois dias depois eu fui!


– E aí você fez o primeiro espetáculo no Soleil, que foi o…


– Foi o Varekai!


– Varekai?


– Isso!


(Música)


– Cirque Du Soleil tem uma coisa que é glamorosa né? Porque é trabalho, né? As pessoas acham que é só glamour, mas eu vou falar um pouquinho do glamour, você já me contou que vários famosos vão assistir o Cirque Du Soleil…


– Tem!


– Quem de famoso já foi?


– Puta que pariu! É uma festa… O Mike Jagger, ele era muito amigo do Guy Laliberté, nos primeiros 4 meses ele convivia com a gente…


– Uau…


– Ele vinha 2 vezes por mês, ele gostava do Varekai, gostava do show, gostava dos músicos, e ele ficava com a gente, almoçava com a gente…


– Nossa, Mike Jagger estava lá, todo mundo almoçando…


– Sim! E como o Guy, o dono do circo, ele fala português, ele gostava muito de mim, ele… Não é todo artista que tem acesso ao VIP…


– Sei…


– Mas ele me chamava, ele falava “Deixa ele entrar”, então eu ficava, me via na situação “Caralho, há uns dias atrás eu morava meio que na rua em Paris, e agora eu estou aqui, tomando uma cervejinha com o meu amigo Mike Jagger


– Olah, como é a vida, hein? Você que vivia na rua, outro dia… Essa é a vida de palhaço mais ainda…


– E aí…


– Comediante?


– Jim Carrey!


– Jim Carrey, eu quero que você conte a história do Jim Carrey


– Jim Carrey… Los Angeles é uma coisa fenomenal, porque todos eles vêm. E até ficava puto com os meus amigos russos, que eu amo, que são minha família, mas porque chegava um famoso no backstage para ver a gente, eles iam correndo com as câmeras deles, na epoca não era com celular, era com câmeras… “Posso tirar uma foto com você? Posso tirar uma foto com você?” e eu dava bronca, eu falava “Meu, eles estão aqui para ver a gente, é claro que a gente admira esses caras pra caralho, mas saber, eles estão admirados…”


– Sabiam…


– A Michelle Pfeiffer foi…


– Michelle Pfeiffer? Putz…


– Ficou assim, mas o Jim Carrey...


– O Jim Carrey, você sabia que ele estava?


– Eu não lembro se eu soube durante, normalmente a relações públicas, eles avisam, eu não lembro se eu sabia , sei que acabou o show, foi première, foi do caralho aquele dia! Foi première, ou um dia depois, Los Angeles, eu lembro que acabou o show ele veio correndo, ele subiu no sofá do camarim, e ele começou a gritar “You motherfucker! You funny!”, “No, you fucker, you funny!”


– Você falou pra ele?


– É. E aí ele falou “No, you fuck, you funny!” e ele foi se aproximando, foi tipo um duelo assim… “No, you are funny”, “You are funny”. E ele me agarrou e me levantou, e me beijou assim, e aí ticou, né? Um rolezinho, aí enfim, foi surreal, foi surreal…


– Sensacional…


– Madonna!


– Quero ouvir da Madonna também… Só para entender, o Jim Carrey, que eu já conto essa história muitas vezes, ele chegou, ele começou o “You’re funny“?


– Sim. Teve um duelo…


– Gente…


– Ele me agarrou, me levantou no colo, me beijou, me amassou… Aí eu saí, mostrei o circo pra ele, conversamos…


– Que incrível!


– E acessível! Acessível, sabe? Ele queria sair com a gente…


– Que legal, sou muito fã dele! Madonna?


– A Madonna!


– Foi ver… Como foi?


– A Madonna foi incrível. Eu não lembro se avisaram pra gente que ela estava lá, mas eu acho que sim. E assim, eu sou muito tranquilo, eu adoro, mas eu sou muito na minha e eles vieram ver o nosso show… É lógico que nós idolatramos os caras, a gente que trabalha com eles, a gente sabe que não é nada isso. São humanos, são trabalhadores, e aí veio a relações públicas, que  na epoca eu não gostava muito dela, hoje eu gosto muito dela, é minha amiga, na epoca eu achava que ela protegia muito os artistas bonitinhos e não me jogava muito para a imprensa, mas tudo bem! Eu estava lá fumando, entre números, entre intervalos do show, eu estava lá fora fumando meu cigarrinho, e ela veio, então quando ela vinha eu já era meio defensivo com ela, assim… Ela veio “Cláudio, Cláudio”, ela veio desesperada “Cláudio, Cláudio, Cláudio, Madonna quer falar com você, Madonna quer falar com você.”


– Nossa…


– E eu assim, eu olhei para ela… “Ah tá, eu vou terminar outro cigarro aqui e eu já entro”, e ela fez assim…


– Como?


– “OK”, e fechou a porta e entrou… No que ela entrou, que ela saiu da minha vista, eu…


– Ficou desesperado!


– E aí foi muito louco, porque foi parar no cenário…


– O cara teve uma síncope, você que está ouvindo pelo podcast, não está vendo, mas ele está tendo uma síncope aqui…


– Nossa, eu tive uns 5 orgasmos assim, e aí a gente entrou e aí fizeram uma coisa… Avisaram todo os artistas, ninguém vai falar com ela, tinha uma ordem de ninguém acessá-la. Ela ficou sentada na nossa tenda artística, tinham duas cadeiras, uma posicionada de frente para a outra, ela já estava assim…


– Da performance…


– E aí tinham duas cadeiras posicionadas, real… E aí ela era casada com um gênio, Guy Ritchie, o diretor inglês, que eu amo também… Na epoca eu não sabia que era ele, o idiota… E era uma situação real, tinha uma cadeira e ela sentada e ele atrás dela, te juro cara… Ele atrás dela e as duas crianças, que hoje já são adultos assim, e aí eu sentei, tinha uma cadeira para ela e uma para mim, ela levantou me deu um beijo e um abraço, sentamos… E ela falou “De onde você é?” super natural… Uma menina, mulher…


– Sei…


– De onde você é? “Sou do Brasil”, e ela “Sabia que era do Brasil“, ficamos uns 10 ou 15 minutos conversando e os meus amigos…


– Ficaram loucos pra entrar… Que ótimo!


– E aí o que foi mais louco, ela era… Ela fazia pilates ou ioga, com uma puta treinador que era amiga dos russos, e depois de uma semana essa mulher veio, super gente boa, essa coach, e ela falou “Madonna falou pra dizer que o seu número foi o número favorito dela”


– Uau…


– Porque eu faço um cantor, não sei… Enfim, “E ela mandou te convidar para fazer pilates ou ioga com ela…”


– Nossa!


– Não sei se era na casa dela, ou numa academia, “Ela te convidou para vir fazer…” Só que eu estava numa epoca muito louco, chapando geral, e eu falei “Olha, eu gosto muito da Madonna, mas eu não vou fazer ioga não.”


– Que ótimo!


– Mas eu me senti feliz, mas…


– Sensacional… Você pode colocar um capítulo no seu livro “O DIA QUE EU RECUSEI A MADONNA”…


– Recusei a ioga da Madonna!


– Sensacional!


 (Madonna)


– Você se define quando alguém te pergunta…


– Gay! Não… Judeu? Não!


– Mulher? Não!


– Sim! Não!


– Qual o seu, que quando te pergunta, alguém que não te conhece, o que que você faz? O que que você responde?


– Eu ultimamente, eu acho que sou cômico! Se é sem fronteira, eu falo que sou palhaço, mas os meus, tenho dois mestres tradicionais da Itália, que eu vivi durante 3 anos…


– Quem são?


– São os Santos, Brothers, que são incríveis de cara, mas assim, são… A ta-ta-ta-taravó deles foi a primeira palhaça branca da Europa, clássica. Isso eu estou falando de  160, 170 anos atrás…


– E o outro, quem é o outro mesmo?


– O outro Luciano Bello, Chico Medrano, eu convivi com esses caras muito. E um dia, um domingo, eles começaram… Eles são palhaços tradicionais incríveis…


– Sei…


– O melhor abelha abelhinha que eu vi na minha vida pra você, pra você que é palhaço, você vai entender o que eu estou falando… O melhor abelha abelhinha que eu vi na minha vida, era deles! E eu estava no circo como coach dos filhos que são os acrobatas de cara, que faz aquela coisa do pé…


– Só uma coisa aqui… Abelha abelhinha é uma cena clássica de palhaço, que é uma esquete clássica, que é uma esquete feita por palhaços do mundo inteiro, porque é clássico, então ninguém é o dono, então a gente já viu muitas vezes as pessoas fazerem, e…. Ah, eu sou uma abelha…


– Abelinhaaaaa…


– Abelha, abelhinha, vem botar mel na minha boquinha…


– Fala de novo!


– Abelha, abelhinha vem botar mel na minha boquinha… Obrigado para você que está o ouvindo pelo podcast, ele acabou de cuspir pra mim oito tic tacs, só pelo prazer de fazer uma piada sem graça… Que é assim que funciona a vida e a cabeça dos palhaços… Termina a sua resposta…


– Tá, qual era a pergunta?


– O que que eles falaram, os dois palhaços? Eles falaram da definição…


– Ah, isso é bem legal! Eles ficaram o dia inteiro tirando barato de mim, a gente… Eles eram a minha família no Cirque Du Soleil, que eles me adotaram, de uma coisa de latino, enfim… Se gostavam muito, e eles começaram num domingo a me encher o saco, “Ah, você não é palhaço”, eles combinaram isso, eles combinaram…


– Eles falavam que você não era palhaço…


– “Você não é palhaço… Você não é palhaço”, eu fiquei me sentindo horrível, eu entendi aquela coisa forte da família, eu não sou tradicional, me doeu isso, eu me senti um vagabundo, não sei o que lá… “Sou um cara de teatro que fez cursinho, eu não vivi aquela coisa de viver em trailer, meu avô, meu bisavô”, e eles “Você não é palhaço, você não é palhaço, você não é palhaço”… Porra meu, eu fiquei ofendido assim, “Por que que vocês fazem isso comigo? Eu luto, eu crio os meus números”, Aí eles riam, começavam a rir, vieram, me abraçaram… “A gente está brincando! É que no circo tradicional, se você não tem peruca, nem nariz, você não é palhaço, você é cômico”, é a mesma coisa, é só uma questão… Se não tem peruca e se não tem nariz vermelho, você é cômico. Então isso é na visão dos tradicionais…


– Dos clássicos! Você então… É, tem gente que… Você brinca, você faz um pouco de mímica, as vezes aqui já te apresentaram como mímico, você é bem bufonesco, né?


– Sim…


– Então também poderia falar que você é bufão…


– Eu sou bufão, o que eu gosto, acho que como você, a gente não está nem aí…


– É, claro!


– A gente gosta do riso…


– É!


– A gente gosta do humor assim…


– É, mas interessante, você falou… Eu, no fundo, quando eu te apresente, eu falo que você é palhaço, porque eu acredito que uma das coisas que faz a coisa do palhaço é essa coisa de rir, de você não apontar o dedo para o outro…


– Sim!


– De você não achar que você é maior, não no sentido assim de fazer uma comédia de igual para igual, então como você é um tom, um tom imbecil, idiota no bom sentido…


– Obrigado! Obrigado Marcio


– E eu apresento você como sendo palhaço.


– Sim, e eu adoro! Me sinto privilegiado, se alguém me apresenta como palhaço eu amo, ou ator cômico, ou como comediante, mas pouco importa, pra gente pouco importa…


– É, não faz diferença!


– Se você tem tesão no riso, você tem tesão no riso! Se você sabe entregar o riso, você sabe, se você não sabe, não sabe! Ponto!


– Se você tem tesão no riso, você tem tesão no riso! Fecha aspas, Cláudio Carneiro!


(Música)


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAAAHHHH), mas na segunda feira que vem tem mais (EEEEEHHHH).


E para você que ouve o BallasCast, eu quero compartilhar com você uma notícia muito bacana, o Mauro Segura, diretor de marketing da IBM, fez uma lista com 17 melhores podcasts do Brasil, e adivinha quem está na lista dele? BALLASCAT! PALMAS! FOGOS DE ARTIFÍCIO!


Fiquei muito feliz, muito honrado com essa escolha, sei que há milhares de podcasts muito legais  e está incluso uma lista, qualquer que seja essa lista, qualquer que seja a pessoa, já é uma pessoa muito foda, eu fico muito, muito, muito feliz.


Então eu quero agradecer você, caro ouvinte, que está ouvindo aí, e se você ainda não faz parte do Facebook, BallasCast, entra lá, eu aceito você, e você faz parte do nosso grupo private.


Vamos agora ao nosso momento merchan


“Ballas, eu estou organizando no final do ano, um evento pra empresa, e eu queria levar alguma coisa que tivesse humor, mas também conteúdo, tens alguma coisa pra mim?”


É fácil, basta você levar a minha palestra de improviso e criatividade que é exatamente isso. Uma mistura de humor com conteúdo, entre em marcioballas.com.br


É isso aí…


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Bye bye!


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