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BallasCast – Episódio 101 – Perguntas da Platéia (Parte 1)

EPISÓDIO 101 - PERGUNTAS DA PLATEIA (PARTE 1).


Senhoras e senhores, ladies and geeentlemans, madames et messieurs, vigaristas e vigaristos, está começando mais um…


BALLASCAAST!


MÚÚÚSICAAA!


Olá, olá, olá, desenfreadamente bem-vindo ao BallasCast para você que está aqui pela primeira vez, welcome for the first time! Pra você que me acompanha semanalmente aqui, sabe que, semana passada, fizemos o episódio comemorativo de nº 100 (PAAALMAAAS)


Então esse é o episódio nº 101, é o episódio da ressaca, é o episódio do the after, é o episódio que eu fiquei perguntando “Ah meu Deus, foi tão legal, foi tão incrível”, e já queria agradecer todo mundo que foi lá ao vivo. Teve gravação com plateia, fizemos lá no Teatro Eva Herz, foi muito legal de ver as pessoas lá ouvindo o BallasCast, rindo ao vivo, foi, juro, foi uma emoção assim, foi bem emocionante… Lágrimas escorrendo pelo olhinho, para você que não está vendo aí… Mas enfim…


Já que na semana passada, muita gente me fez, muitas perguntas, tanto pelo grupo do Facebook, que é um grupo que eu tenho do podcast, que chama BallasCast, que é um grupo que a gente, tem poucas informações, tem poucas coisas, mas ele funciona assim, dessa maneira…


E várias pessoas mandaram perguntas, e também várias pessoas que foram ao vivo também mandaram perguntas, e eu não consegui fazer todas as perguntas, porque já fiz o episódio gigante de quase 1 hora, então hoje eu vou responder o que ficou faltando…


Just for you!


E o episódio começa N-O-W!


(Música)


PERGUNTAS DA PLATEIA.


Vou começar com perguntas de algumas pessoas qu fizeram pelo Facebook, essas pessoas eu sei o nome, as outras eu vou falar sem nome, infelizmente, então se for sua pergunta, thank you very much… Me manda depois pelo grupo do Facebook e eu dou um crédito pra você.


Priscila Escarizza pergunta, “Quais são as vantagens e desvantagens de ser um clown no improviso?”


Muito boa pergunta, Priscila! A vantagem é que o clown, ele é um improvisador, o palhaço, ele é um improvisador, porquê? Porque ele está no momento presente, no aqui agora, jogando com tudo que lhe acontece, então o fato de o palhaço já ser um improvisador, já jogar com o instante, já jogar com as pessoas, já jogar com o público, já jogar com seu parceiro, faz com que ele seja, já de saída um improvisador.


Então, não à toa, quando eu comecei essa história de improviso aqui no Brasil, deu muito certo, além de que minha turma era muito talentosa, e acho que um dos nossos grandes méritos, eu e Cesar Gouveia, que fomos nós os precursores do Jogando no Quintal, foi de escolher pessoas que eram muito hábeis nisso, e eram palhaças. E o palhaço, a gente escolheu o Paulo Federal, que é o palhaço Adão, ele joga na rua, ele joga com a plateia, ele joga com o público, ele ia no centro de São Paulo, pra vocês terem uma ideia, com gibis, e fazia tipo um culto, como se ele estivesse vendo “É isso aqui! Aqui está a palavra, a Mônica…“, e ele pregava como um exercício para improvisar. Então o palhaço é um belo de um improvisador, porque o palhaço, ele joga com tudo, tudo, tudo que acontece com ele.


Ele joga absolutamente com tudo que o parceiro propõe pra ele, ele diz SIM o tempo todo, ele joga com a plateia o tempo todo, palhaço é um mestre na plateia, então a plateia ficou fria… Opa… Ele saca na hora e vai esquentar, a plateia está muito agitada, ele dá uma acalmada, alguém levantou da plateia, ele vai lá e joga com aquilo, caiu, fez um barulho, alguém espirrou, ele está no meio da coisa e ele fala “Saúde! Pode continuar”, “Ah, pode”, “Obrigado”, então ele joga com aquilo, então o fato de ter essa formação de palhaço antes de investigar o improviso foi fundamental na minha carreira.


Edison Haruki Tango, grande Edson… Vocês escrevem em caixa alta, é infernal ler as coisas dele, mas ele explicou porque ele tem problema de visão, então a gente, parece que ele está gritando o tempo todo, mas não, é só porque ele não enxerga bem, ele pergunta o seguinte “Se você está no palco, espirra e voa a coroa do dente da frente lá na plateia, para tudo, ou me ajudem a achar o óleo, comenta do sequestro e o show continua?”


Muito obrigado pela sua pergunta mega esquisita, mas eu acho que entendi, ele quis dizer que se acontece alguma coisa muito importante, o que que você faz…


Então no improviso a gente aprende a trabalhar com o que acontece, essa lição vale para palestrantes, para qualquer pessoa que apresenta no palco, qualquer coisa, que é jogar com o que te acontece, e você tem que fazer o show continuar.


Já aconteceu uma vez de eu descer do palco, e na descida, eu torci o pé, então eu… E tive que continuar, fiz o espetáculo inteiro com o pé absolutamente torcido, quando acabei eu tive que ir para o hospital engessar o pé e tudo, porque você tem que fazer a coisa acontecer, e muitas vezes o que a gente faz é jógar com isso… Jógar é muito bom, né? É jógar! É! A gente joga com o jogo que acontece no jogo, a gente joga com o que acontece, então muitas vezes a gente explicita isso para a plateia, “Hm, acho que quebrei o pé”, poderia ser uma brincadeira, é claro que sem trazer a tensão, muitas vezes a gente revela ao público o que acontece.


Era muito comum no Jogando no Quintal uma cena ser ruim, e eu era o juíz, por exemplo, e o ator fazer uma cena muito ruim, e falava “Vem aqui para o meio! Você não tem vergonha disso que você fez? As pessoas pagaram ingresso pra ver isso”, aí as pessoas riam, aí ele ficava lá com aquela cara de pateta, mas na verdade, esse momento que não funcionou, explicitado, fez com que a coisa funcionasse e acontecesse ali, naquele momento presente, então a gente transforma aquele erro num grande acerto, numa coisa incrível.


Essa pergunta é do Caique Dumont, que é meu roteirista, que ajuda eventualmente no podcast e que escreve vários textos pra mim, ele diz o seguinte “Quem nasceu primeiro, o ovo de galinha ou o ovo de codorna?”


Muito engraçadinho esse Caique Dumont, por isso que eu chamo ele pra trabalhar comigo, porque ele é daqueles engraçadinhos toscos mesmo, mas saiba você que o ovo de galinha nasceu muito antes, porque não sei se você está ligado, mas a codorna ela é das aves da família timamiforme, né? Então ela é daquelas de cabeça pequena, corpo volumoso, de colar de borda amarela, iambuí, e ela tem… É da família dos cantomix e cortomix, então ela é encontrada no velho mundo, mas o velho mundo já tinha galinha quando ela nasceu, portanto resposta certa é, a galinha! Não fez nenhum sentido isso, mas a pergunta também não fazia sentido!


Deodora Martins pergunta, “Ballas, o que você diria para o Ballas de 18 anos?”


Eu diria, parabéns Ballas, você fez 18 anos!


Priscila Escarizza pergunta, “Vai ter Bagagem em outras cidades? É possível o Ballas participar de outros podcasts como entrevistado?”


O próprio Alessandro Massayuki Nakatani, grande Massa, já respondeu que eu participei de alguns podcasts como convidado, o GunCast do Murilo Gun, o Trocando ideia do Bruno Romano, Resumo Cast, também eu fiz uma participação muito legal no episódio que chama “Freak“, do livro do Freak, que esqueci o nome, enfim… Então participo de outros podcasts, não muito pela minha loucura da minha agenda, e o Bagagem, espero que volte o ano que vem, em 2019, não sei quando você está ouvindo esse episódio, e espero ir também para outras cidades…


Alexandre Jungermann, grande Ale Jungermann, já foi meu aluno, meu amigo, inclusive casou com a minha prima… Ai, ai, ai, ai, ai… Ele pergunta o seguinte “O que as start ups podem aprender de mais valioso com a comédia e o contrário, o que a comédia pode aprender com de mais valioso com o mundo corporativo?”


Muito obrigado Ale, pela sua pergunta… Eu estou entrando ultimamente, muito nesse universo das start ups, né? Das novas empresas, dessa economia, estou achando muito interessante, porque tem mesmo muita sinergia.


Uma coisa  de saída que eu vi que já podemos ensinar enquanto improvisadores, é a questão do pitch… Muitas vezes as pessoas tem que fazer um pitch, né? Que é um discurso de vendas curto, um pitch de 2 minutos, 3 minutos, 4 minutos. E eu vejo que as pessoas não sabem fazer pitch, não sabem apresentar, inclusive um dos produtos que eu quero lançar chama-se improspeech, que é o improviso como ferramenta para você fazer melhor o seu pitch, que é uma coisa que a gente aprende obviamente no improviso, no palco e o cara que está inventando uma nova empresa que vai ganhar um unicórnio, um bilhão de dólares, vai salvar o mundo, não precisa saber fazer, mas enfim… É uma coisa que ele pode aprender com a gente.


Outra coisa que tem muito a ver, essa sinergia, é essa coisa do erro, eu vejo que as novas start ups, elas erram muito rápido, e tem essa coisa fail fast, né? Erre rápido, e no improviso a gente erra no primeiro dia de curso e já aprende a regra que não tem erro, né? Então acho que isso é uma coisa muito legal.


Outra coisa que a gente faz no improviso que eles fazem essa coisa do MVP, produto protótipo, a gente prototipa muito no improviso, a gente aprende muito a experimenta algo e já colocar em cena pra já ver o que acontece, pra já colocar de novo em cena pra já ver o que acontece, então a gente trabalha muito com isso.


E por ultimo eu acho que uma coisa que as start ups estão aprendendo é relação, né? Que a relação entre as pessoas é muito valioso, e muito fundamental e no improviso a gente trabalha muito forte isso, né? Relacionar, estar com outro, jogar com o outro, estar no momento presente, no aqui agora, olhar nos olhos do outro, né? Uma coisa básica, mas quem quer trabalhar numa equipe, num time de verdade, buscar propósito de verdade, né? Acho que tem que trabalhar um pouco nessa linha então o improviso tem muito que ensinar para o universo de start ups em geral!


E pra terminar esse episódio, me pediram como desafio duas coisas…


Ballas, eu queria que você fizesse uma rima de improviso livre…”


Ballas, eu duvido que você faça o Murilo chorar


Porque o Murilo Gun foi convidado no episódio passado, então eu vou fazer as duas, vou fazer uma rima e vamos ver se eu consigo fazer com que ele chore com essa rima que cujo título é…


IMPROVISADO MURILO GUN, VAMO QUE VAMO!


Estamos aqui com ele


Um cara cheio de estilo


É claro que eu estou falando


O nome dele é Murilo!


Ele que trabalha muito


Ensina com muito amor


Tem milhares de alunos


Filósofo e professor…


Para quem quiser conhecer ele


Não é aqui no BallasCast


Pode ouvir o podcast dele


Que se chama Gun Cast!


Ele ensina gente do Brasil inteiro


Ensina de Norte a Sul


O nome da escola dele


É Keep Leaning School


Ele sabe de tudo


Ele viaja por toda cidade


Mas o assunto expertise dele


É a criatividade


Ele é muito legal


Com muita gente ele falas


Mas ele só tem a Gun


E eu? Eu tenho as Ballas


Mas ele é muito meu amigo


E é o gênio do amanhã


Quem quiser conhecer mais


Digita Murilo Gun!


(PALMAS)


E agora o que eu fiz, quero ver o que ele achou… Murilo o que que você achou, pode falar, pode falar mega sincero mesmo…


Ballas, você é demais… Você me fez até chorar aqui, de rir… Tá quase alagando aqui!”


Desafio cumprido, senhoras e senhores, ladies and geeeentlemans


E sendo assim final do nosso episódio, múúúsicaaa!


Muito bem, muito bem, muito bem, chegamos ao final de mais um episódio (AAAHHH) mas na segunda feira que vem tem mais (EEEHHH)


E se você ainda não entrou no BallasCast que é o grupo que tem no Facebook, entra lá! Você poderia ter participado desse episódio, basta você entrar que eu deixo vários conteúdos pra você lá.


Sendo assim, vamos ao nosso momento merchand


“Oh Ballas, eu queria muito aprender essas coisa de improviso de palhaço nas férias, em fevereiro assim, março, alguma coisa que vai rolar?”


É claro! Em fevereiro e março tem os cursos de férias da Casa do Humor, onde vou dar um curso de improviso para iniciantes, vai ter curso de palhaço com a Bete Dorgan, e vários outros cursos, você sabe pelo casadohumor.com.br


É isso aí!


Muito obrigado pela sua paciência, pela sua audiência, pela sua sapiência e pelos seus ouvidos…


I’m very happy…


bghutrioelsaçwe


fjesçweflkgn


mfkreçdfmrkeç


Bye bye!


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